sábado, 21 de maio de 2011

Poesia Reversa


Numa poesia ao embalo do vento
Deixo vagar-me por completo
Apenas ouvindo o farfalhar ruidoso
Dos que passam aqui por perto.

Em passos descompassados
Buscando identidades inexistentes
Pessoas caminham sem direção
Deixando lembranças ainda ausentes.

Num som estrondoso
Que obviamente ninguém vê
Os sinos cantam longe
Anunciando sabe-se lá o que.

Com o fechar dos olhos
Todo o pensamento se cala.
E onde não há mais voz
Somente a poesia fala

Em um poema coerente
Onde a alma se faz presente
O poeta chora seus anseios

E numa poesia reversa
Todo o poeta conversa
Com seus próprios devaneios

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Recomeço


Em uma guerra de conflitos desconcertantes entre meu eu interior, me descobri, me achei, e me reinventei. Em passos lentos, fui recuperando forças para seguir em frente, e deixar de lado, algumas dores insólitas, que por diversas vezes me tiraram o chão.
                Assim como toda tempestade um dia passa, meus desassossegos também deixaram de serem tão turbulentos. Ainda que exista um certo pesar dentro de mim, já posso me sentir livre pra escrever novamente.
                E onde antes só havia melancolia, desespero e incertezas, hoje brilha como uma luz fraca de uma vela perdida no horizonte, a esperança.
                E enquanto houver esperança, lá estaremos. Lutando sempre por dias melhores.
                E acreditando sempre na maior verdade de todas: O amor sempre vence no final.
                A voz de um poeta, deve permanecer, mesmo que seu coração se inebrie com ideias torpes,  suas palavras ainda assim devem encontrar o elo de ligação entre a caneta, e a simples folha em branco.
                Novas desavenças vão surgir ao longo da caminhada, mais mesmo assim, não irei desistir. Pois ao final de tudo, tenho certeza que valerá muito a pena, pelo menos ter tentado.
                Ainda há que se agradecer aos amigos que com suas palavras amigas, sempre me ofereceram aquilo que mais preciso: Carinho. A Todos vocês, deixo meu profundo abraço solidário. Retribuirei todo esse carinho com muita poesia, palavras sinceras, e muito amor!
                Termino por hora, com a citação de uma música do Barão Vermelho: “O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou...”

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aos Amigos que Acompanham este Blog

Meus caros amigos, leitores deste blog, e pessoas que me vizitam aqui com frequencia, me dando palavras de incentivo e confiança. 
Eu lamento muito informar, que estou passando por uma séria crise de Depressão profunda, e não sei se todos vocês sabem, mais depressão é uma doença. E como todas as doenças, é necessário que se busque o tratamento.
E pelo motivo de meu tratamento, estarei ausente por tempo indeterminado. Sinto muito por tudo isso, este blog é minha alegria, minha paixão. E por isso, irei me dedicar em meu tratamento, para estar de volta o mais rápido o possível.

Minha vida, nunca foi fácil, mais nunca desisti de lutar pelas coisas que amo. E não será agora, que serei derrotado pelos pesos dos erros.


Caros amigos, mais uma vez, volto a pedir minhas sinceras desculpas.

Espero re-vê-los o mais breve o possível!


Pesarosamente:
Fábio Henrique Canata

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Selo 100% Intradutível



Recebi o selo Intradutível do Poeta misterioso do Blog POETAS INSANOS  este Selo é uma homenagem aos blogs  cuja originalidade não se pode copiar nem traduzir.
Como todo Selo, este aqui também tem suas regras, mais assim como o amigo que me presenteou, eu também irei quebra-las um pouquinho!

E os meus indicados são:

Biografia do Fogo

Lectando me

Preenchendo o Vazio com Palavras

Poetizando a  Minha vida

Cátia Bosso Poesias

Blog da Amanda

Arte de Poetizar

Blog da Cinha

Detalhes

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pensamento Introspectivo



Havia um mar de mesmice
Misturado à melancolia
De palavras descompassadas
E um ar de falsa alegria.

Como num desabafo sincero
Minhas palavras fluíam
E sentimentos esparsos
Apenas iam e vinham

Meu corpo estava ausente
Preso num mundo de lembranças
De ideias fantasiosas
Como no mundo das crianças

Entre pensamentos e sensações
Melancolia e desafetos
Minha mente flutuava intensa
Num sonho de caminhos incertos

E todo sentimento
De mim foi se distanciando
E novas emoções vieram chegando

Num misto de coisas ainda distantes
Meu pensamento vagava
Buscando novos horizontes