domingo, 29 de julho de 2012

Indivisível





















Entende-se a alma que sente
Amor descabido em sentimento
E de choros a breves sorrisos
Vive paixão displicente

Entende-se as ilusões
Com corações perdidos
Em inevitáveis caminhos
De sonhos  meramente esquecidos

Entende-se o viver ao acaso
Numa leva de lembranças e passado
Num mar mal ecoado

De Palavras não ditas
E esperanças bem vindas
Nas canções ainda não escritas...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Você



















Aprendi a guardar-te,
Dentro de mim
Como uma lembrança boa
Que não tem fim

Aprendi a amar-te em silêncio
Longe dos teus braços
Apegado aos detalhes
Como o calor dos teus abraços

Aprendi a seguir em frente
Sem me esquecer do meu amor
E caminhando adiante
Vou pensando em você por onde eu for







***

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vórtice
















Aprendi a olhar o tempo, como quem já não espera
E na independência dos passos provisórios
Vi saídas em estradas de vida desocupadas
Pelos amores mal amados de sentimentos introdutórios

Em brigas internas constantes, descobri-me
Talvez, nem tão forte quanto pensava
Eu era um poeta de fragmentos de amor
Que há muito tempo não amava

E foi por acaso que descobri seu sorriso
Numa pintura, numa foto, numa outra vida
E reinventei-me novamente
Sem as máscaras incertas das mentiras

E fui me apaixonando pelos acasos
Deixando de ser silêncio por dentro
Vivendo de novo  a pura esperança
De ser feliz sem sentir medo




***

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Entendimento Introdutório























Pressuponho que o entendimento
É uma questão de ponto de vista
Do que era antes uma suposição
E hoje um pensamento realista.

De indulgencias à suposições
O pensamento é uma objetividade
De palavras soltas e descabidas
Voando em um mar de liberdade

E acreditando nas possibilidades
De formas de pensar contraditórias
Encontrei virtudes despercebidas
Incomunicáveis com minhas vitórias

E por estar compreendendo a mim mesmo
Estive em sintonia com uma parte que não conhecia
De devaneios insólitos
E ideias diferentes  um pouco adormecida

Mas estava num caminho certo
Chegando mais longe do que eu poderia imaginar
Agora, já era um poeta pensante
Só me faltava agora, aprender a amar






***

terça-feira, 12 de junho de 2012

Amor Solitário






















Eu tenho estado sozinho por um longo tempo
E cada vez menos, me lembro de nós dois
Como um amor contínuo e duradouro
Com as histórias de antes e depois.

Tenho olhando os céus procurando por estrelas
Mesmo nas duras noites de tempestades
Eu procuro não me sentir tão sozinho
Num amor incontido em duas metades

E cada vez que a porta se abre
Eu espero ver você voltando para mim
Com o velho sorriso no rosto
Eu tento me enganar, pensando ser  fácil assim

Amando-te num amor solitário
Vivendo de personagens imaginários
E recriando uma história que já não existe

A porta se fechou, o avião partiu
E aqui dentro de mim faz frio
Amando um frágil amor triste