segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nunca é tarde pra pedir perdão



Hoje eu só quero agradecer. Há alguns anos, quando perdi alguns amigos queridos num acidente de carro, havia perdido também minha fé. Foi aos poucos, primeiro deixando de ir à igreja aos domingos, depois parando de fazer minhas orações antes de dormir e quando dei por mim, tinha fechado as portas do meu coração para Deus. E foram muitos os momentos em que fechei meus olhos ao meu senhor. Até que bem pouco tempo atrás, ouvi esta música do vídeo, tocando numa rádio no carro no caminho de volta pra casa depois de um dia estressante de trabalho. Encostei o carro no acostamento, e quando dei por mim, estava chorando como criança, porque de alguma forma, aquela música tinha entrado dentro de mim, entrado em um lugar em meu coração que há muito estava fechado, e esta canção rompeu este silêncio. E ali mesmo, na beira da estrada, eu rezei e pedi perdão. Não um perdão falado apenas. Um perdão na alma. Um perdão pedido de filho pra pai, numa oração que durou minutos, mas que para mim, foram os minutos mais valiosos da minha vida. Algumas pessoas, reencontram Deus num momento de dificuldade. Num momento onde a esperança já é falha. Mas eu tive a graça de reencontrá-lo num fim de tarde, de ficarmos alí, observando o pôr-do-sol. E se você, assim como eu, foi deixando que as coisas do mundo fossem capazes de lhe afastar das coisas de Deus, lembre-se que nunca é tarde para se arrepender. E ele sempre estará ali, esperando por ti, na beira de uma estrada, numa noite mal dormida, numa manhã de chuva. Não importa como ou quando, se você chamá-lo com seu coração, ele te receberá de braços abertos.
Por isso hoje, eu só tenho à agradecer.
Pai, meu pai do céu, eu quase me esqueci, que teu amor vela por mim.
Que seja feito Assim.


E não nos deixeis cair em tentação.
mas livra-nos de todo mal, amém.

sábado, 26 de outubro de 2013

Praça Coronel Flamínio Ferreira de Camargo (Praça do Museu)

Ala Leste da Praça, Fachada do antigo prédio da Biblioteca Municipal.




















Poucos Lugares me encantam mais nessa cidade que a praça do museu. Um lugar que já foi palco para muitos escritos meus, palco de grandes lembranças e grandes momentos. Lugar aonde sempre ia e sempre vou quando quero um pouco de paz, quando preciso me encontrar em meio a tantos sentimentos adversos.
Limeira, que era a menina dos meus olhos, hoje é uma estranha desconhecida. Nunca escondi meu descontentamento com os atuais rumos políticos desta cidade. Sou crítico convicto dos descasos da administração pública e testemunha do abandono desta praça, que nos tempos áureos abrigava a minha tão querida biblioteca municipal e que hoje está praticamente abandonada. Mas mesmo assim não deixo de vir até aqui sempre que posso. É aqui que encontro a paz num fim de tarde qualquer, onde fico a escrever por horas no meu caderninho, sentado, fico quase invisível em meu canto, observando as pessoas seguirem apressadas suas vidas sem se dar conta que no coração desta cidade, pulsa uma alma querendo se encontrar.
Algumas coisas são simplesmente impossíveis de serem explicadas por palavras, mesmo a quem tem intimidade com elas. E este amor incondicional por este pequeno canto no mundo é uma dessas coisas que para mim não se explica, apenas se sente.

E este texto, não trará nenhuma poesia, nenhuma crônica ou texto cheio de palavras bonitas. Na verdade, este texto é apenas um agradecimento, deste pequeno aprendiz, para este canto no mundo, que de tão particularmente especial, se tornou uma parte indispensável de mim, um dos poucos lugares que restaram nesta cidade, que me faz bem. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Uma madrugada, um cigarro e uma tempestade.

á é madrugada, na janela do meu quarto, e com o peito encostado na janela, olhando a tempestade chegando na cidade, lá estou eu, com o cigarro entre os dedos, pensando em tudo aquilo que de tão distante, parece ser parte de outra vida. No rádio, Jhonny Cash canta I Hurt myself today, to see if still feel, como se pudesse ler parte do que eu sinto agora, ou que preferia não sentir, mas no fim tanto faz. de alguma forma aprendi a me encontrar no meio dessa solidão toda. 
É incrível o poder que você exerce sobre mim. Sete anos. Fazem exatos sete anos que eu não falo seu nome, nem ouço aquela nossa velha música que tocava nas rádios. Pelo simples fato de que ao menor sinal da sua presença, minha vida vira uma bagunça. Faz sete anos que você me deixou e quando reencontro sua foto, guardada no fundo da gaveta do guarda-roupa, eu sinto o seu olhar como se ainda fosse ontem. Quando eu disse que eu te amaria até o fim da minha vida, confesso que pensei que fosse exagero. Mas mesmo assim, sete anos depois, aqui estou eu. Evitando tudo sobre você, na vã esperança de que um dia me acostume com a companhia da solidão, porque mesmo quando eu não quero pensar em você, eu penso. E enquanto isso acontecer, vai ser sempre você. Sempre amor à causas perdidas.
Aprendi a me encostar nos ombros da solidão e ficar ali. Sem me incomodar ou incomodar alguém. Por mais que possa parecer triste, eu aprendi a ser sozinho depois que você se foi e hoje isso não me incomoda tanto. Ok, pode incomodar um pouco às vezes, mas é melhor que mentir a mim mesmo que te esqueci e abrir as portas para um novo amor, que vai acabar ao menor sinal da sua presença. 
Talvez daqui uns anos, eu também aprenda a não chorar.
E de vez em quando, eu vou voltar a falar de você. Porque só assim vou escrever outras novas poesias. 
Bom, a tempestade chegou.
E agora eu só quero ouvi-la bater na minha janela.
Enquanto eu vou ficar aqui pensando em você outra noite.
Porque tudo sobre mim, é como aquela velha canção do U2:

"And I wait without you.
                     With or without you"

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

De volta aos Blocos de Papel II


A gente conta os dias
Conta os meses, o ano.
Conta a verdade,
Conta a mentira.
A gente conta com os amigos,
Conta piadas sem graça,
Conta as saudades e as lágrimas.
Porque a vida é uma matemática.
Cheia de contos de fatos.

domingo, 29 de setembro de 2013

Como salvar uma vida?


















Não há na vida, qualquer aviso dos tropeços futuros
Nem sinais presentes no decorrer de um longo dia
Que venha nos avisar que em alguma dessas esquinas
Esteja o nosso amor acalantado em novas poesias.
Não há sobreaviso dos nossos erros ainda não cometidos
Nem paixões sobrescritas em receitas médicas quem venham a nos curar
de todos os males, de todos os tropeços, de todos os devaneios
mas há sim, um acaso escondido que nos dita todo o ritmo
E que vira rima em canções antes não ouvidas sobre como é lindo amar.
E que nos enche de vida todo o momento que ainda está por vir.
E que nos fazem olharmos uns aos outros com um algo a mais que nos faça rir.
Rir da vida é um remédio e tanto nos momentos de pranto
Quando todas as portas parecem fechadas
Quando todos os gestos parecem fachada
para ocultar o que se sente.
A vida é uma coisa surpreendente.
E se reinventa a cada momento
Ser feliz é algo que vem de dentro da gente.
Não tem data marcada, não avisa com antecedência e nem pede licença.
Quando ela chega, é porque aquele é o momento pra vida toda que dura pouco.
Mas que esse pouco é muito pra quem tem fé.
E que a nossa fé seja a força que nos mova
Que as histórias de amor real nos comova
Como as histórias dos filmes e livros
E que venha junto com a felicidade, nos ensinar
Que há uma vida de surpresas lá fora pra quem ainda puder amar.
E todos nós ainda podemos, se para isso, ainda manter forte a capacidade de acreditar
Acreditar em dias melhores, em acasos, em nós mesmos, no mundo
Acreditar que bem lá no fundo
Há algo escrito nessa vida, que nos pertence.
Quem acredita, no final sempre vence.
Se a vitória ainda não foi acrescida em mim,
então é porque ainda não chegou ao fim.


O texto acima é um singelo presente do aprendiz à suas queridas amigas: Denise e Amanda, que talvez até sem perceber, me ensinaram muito sobre a vida e me deram uma lição de como salvar uma vida. Meu muito obrigado :)