terça-feira, 8 de setembro de 2015

Filhos do papelão




















Filhos do papelão
entregues a solidão
Precipício, luz, abismo.
E nós, que não temos nada com isso
Habitamos
coexistimos.
em recesso.
Em excesso de vaidade.
E a verdade, figurada.
Fulgurada, em luz há de vir.
Dissolve-se.
A piedade fechou os olhos e foi dormir... 

sábado, 5 de setembro de 2015

Anotações II

O mundo passa.
Sem pressa alguma.
Refaz-se às pressas
E mostra suas presas.
Aos poucos.
Aos loucos.
Aos tantos outros.
E o reverso do avesso,
É o lado certo
Certo que, sobretudo,
Sobre todos,
Estamos sós.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Anotações




















Tempo
Contratempo inventado.
Repensado e consciente.
E a mente, plana, vaga
Dialoga com seus paradigmas,
suas rimas destoantes.
Distantes.
Ausentes.
E só.
Porque sozinhas fazem verso.
E vice-versa.
Valsa a vida.
Que coabita no peito do poeta
E Há quem diga que é abstrato.
O jeito que trata sua poesia.
Quem diria, que por um dia,
fosse ela e não ele
A inspirar-se e
Reinventar-se
na própria solidão.



domingo, 5 de julho de 2015

Voltando a falar sobre o amor...

Imagem: Do filme - Amor Pleno (2013)
Amar. Não, não é tarefa simples. Tarefa que a gente aprende por obrigação e repetição como a tabuada na época da escola, muito menos uma coisa que a gente possa decidir quando onde e quem quer amar, do tipo hoje às seis e meia da tarde vou amar a Josefina e pronto. Amar exige mais do que isso. Exige um entendimento da alma. De despir o ego e banhar-se no outro como um mergulhador que não tem medo das profundezas do oceano. Amar é antes de tudo isso tudo ao mesmo tempo: Respeito ao outro, carinho ao outro, dedicação ao outro e ao mesmo tempo independência sobre o outro e sobre si mesmo.

Descobre-se que se ama, quando até os defeitos do outro não lhe são adverso aos olhos. Quando você aprende a suportar coisas que não suportaria, se não houvesse amor. Quando você aprende a respeitar as decisões, as opiniões, as inquietudes ou falácias do outro.  E principalmente, sabe-se que é amor, quando mais do que somar, os dois aprendem a multiplicar suas alegrias juntos. Quando um completa o outro no sentido mais completo, de corpo alma e coração.
Felizes os que conseguem encontrar sem buscar.Porque não é a busca quem traz o amor verdadeiro, é o acaso\destino que faz este sentimento tão uníssono e completo.Feliz  quem conseguem de fato, amar sem medo, receio ou descontento. Quem apenas ama por completo.
E a todos os outros que ainda não encontraram: Não parem de acreditar que é possível. Porque se fosse fácil, amar não valeria a pena. E Acredite, vale. Por mais difícil que seja, quando se ama de verdade, nossa vida ganha realmente um propósito válido todos os dias e que se renova a cada minuto. Amar é essencial pra se viver bem. E só vive bem, quem vive no amor...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Monólogo I: Dos desatinos ao meu contento


















Cansado
Das coisas
Das pessoas
De mim mesmo.
Dos desatinos
Desalinhos e desacertos
Inveracidade
Efemeridade
Casualidade
Toda pena é uma pluma.
Que afunda
No revés da própria sorte.
E consente
Consciente
Que o erro
Acontece
Entristece
Padece
Na alma
E depois voa
Destoa
E desencanta.
Em outro canto.
Onde a solidão
Dar-m-ei as mãos,
E me faz chá de hortelã.