sábado, 31 de maio de 2014

(Des)Concerta-me















Do tato ao teto
Tocar-te, sem medo.
Poesia despida
Corpos unidos
Fluindo num mesmo pulsar.

Desconcerta-me
      concerta-me novamente
                                mente que me ama
E eu acredito, por uma noite.
Por uma vida inteira.
Ou só... acredito.

Do que não tenho dito, não me importo
Do que me importo é do que digo.
E hoje, eu só quero dizer, fica comigo.
Pelo tempo que quiser.

Puder.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O conto da Alice Inventada Parte I

[Apresentação]
"E havia aquela garota, que tinha os olhos da cor do mar em dia de tempestade. E ao olhá-los, só se via um turbilhão de sentimentos e sensações. Todavia, aquele olhar carregava a magia. Carregava mistérios incógnitos que nem ela ousava desvendar. Ou desventurar-se em si mesma a levaria de volta a pensamentos distantes. Pensamentos que, agora estavam ocultos sobre o mar em seus olhos. E eu era o pobre marujo que ao contrário dos demais, queria morrer lentamente naquela tempestade, porque se o mundo realmente acabasse hoje, valia a pena morrer embriagado no olhar daquela garota ao qual, imaginavelmente passei a chamar de Alice. E Alice, trazia dentro de si, seu próprio mundo de segredos e verdades"

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"Janeirando"


















O novo.
Que quebra a grafia
Inspira semântica nas equações
de toda a teoria.

O velho
Sabedoria parafraseada
Num parágrafo de linhas tortas
De mãos meio trêmulas em toda enseada.

As ondas.
Ondulações vocabulárias
Das frases não ditas
e fases mal interpretadas.

O tempo.
Que não passa.
De invenção criada.
Pra dar impressão errada.

Nós.
Que éramos tão sós.
No novo, no velho.
Nas ondas do tempo
Na poesia mal articulada.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Fechado pra Balanço

É hora de fechar as contas de 2013. Não, este não foi um bom ano. Perdi pessoas, algumas perdi para sempre na incompreensão da morte, outras apenas decidiram que não era mais importante me ter em suas vidas. Ah, sim meu caro, 2013 foi um daqueles anos que tinha tudo pra dar errado. E deu. Mas no fechamento das contas no final de ano, é claro que, se somadas, as alegrias ainda foram em maior número que as tristezas, porque não importa o quão difícil seja suas decisões, não importa o quanto o mundo esteja corrompido com o ódio, no final o amor sempre vence.
Tivemos tempestades. Muitas. Mas também há que se lembrar de todos os dias de sol.
Perdemos alguns amores, perdemos algumas noites de sono. Perdemos o prazo de algumas prestações. Mas superamos, com muito trabalho e amor próprio.
Escrevi menos poesias. Vivi menos do que devia. Sorri menos.
Vivi dias que você não gostaria de saber, e talvez por saber disso, toda vez que me perguntaram se eu estava bem, a resposta falsa era Sim.
Mas eu cresci em 2013. Mais do que já havia crescido nos seus anos seguintes. Fui afastando sonhos impossíveis. Firmando o pé no chão e sendo de fato, homem.
Em 2013 eu bebi mais do que devia.
Na verdade, não me lembro de nenhum dia que não tenha bebido.
Não foi a forma mais corajosa que escolhi para esquecer as decepções, admito.
Mas não se pode acreditar em um escritor que vive sóbrio.
No fim das contas, foi mais um ano de aprendizagem. Mais um ano de coisas novas. Mais um ano de vida. E chegar ao final dele, é mais uma prova de superação interior.
E por falar em interior, foi mais um ano de solidão.
Mais um ano.


E este poeta, queria desejar de coração um Feliz Natal e Feliz Ano Novo a todos que por aqui passaram., vocês foram muito importantes para que não desistisse do blog. Agradeço a quem esteve ao meu lado, a quem esteve junto em diversos projetos e garanto à vocês que em 2014 darei mais atenção ao blog, com postagens mais atualizadas e visitas constantes nos blogs amigos.

Enfim, tudo de bom pra vocês leitores, que são e serão sempre a melhor parte dos meus anos.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Poética Problemática das Próprias Estruturas



















Toda vida, todavia,
é Poesia.
Algumas de tristeza, outras de beleza
E umas tantas de incerteza.

Há tempos deixei de rimar sentimentos concretos.
E talvez por isso, passei a escrever versos incertos.

Mas haverá sempre outros.
Versos, vinhos, noites e rostos.
Que eu não procurei na multidão.
[Meu verso mais sincero, sempre fala de solidão]
Em poemas descompassados, sem questão de metrificação.

Porque a vida é uma bagunça nova todo dia
E por que não seria?
Se é assim também a poesia?

Cópias mal colocadas em porta-retratos
São molduras apenas.
O que não vale a pena é ter alma pequena
Que não caiba moldura de quadro
nem coração de papel picado.

O que não vale a pena meu caro, é poema mal começado.
Porque no fim, toda vida, todavia,
É poesia.