domingo, 8 de novembro de 2015

Voltando aos Escritos Desvairados.

E de repente, a vida nos vira do avesso.
E não, ao contrário do que dizem, não descobri que o avesso é o meu lado certo.
Na verdade, foi mais como acordar de um sonho. Perceber que, a vida, esse velha anciã, ainda usa o mesmo argumento frágil pra me fazer poeta: saudade e solidão.
E de repente, eu me vejo agarrado a lembranças, agarrado a momentos, que me trazem uma felicidade ilusória de um tempo em que eu era feliz.
E cá estou eu, de volta ao começo de tudo.
Quando fazia desse blog, meu diário subentendido dos meus desamores.
E aquela música de Cássia Eller, fica ecoando e ecoando e ecoando...


“eu sou poeta e não aprendi a amar”

sábado, 7 de novembro de 2015

Sobre o idiota que eu fui



















Perdi. Sofri e chorei
Pelas vezes que não amei
e mais:
Pelo pranto que causei
Em quem me amou.
Em quem me fez o que eu sou
E que jamais serei.
Pelas vezes que sorri
Ainda ousei te pedir
que ficasse.
Que passasse
Toda tempestade.
E que que ficasse a vontade
De me ter e eu te ter pra sempre.

Mas Cássia já cantava
Que o pra sempre,
Sempre acaba.
E eu Chorei, sofri e te perdi
Sem dizer o quanto te amava...


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Filhos do papelão




















Filhos do papelão
entregues a solidão
Precipício, luz, abismo.
E nós, que não temos nada com isso
Habitamos
coexistimos.
em recesso.
Em excesso de vaidade.
E a verdade, figurada.
Fulgurada, em luz há de vir.
Dissolve-se.
A piedade fechou os olhos e foi dormir... 

sábado, 5 de setembro de 2015

Anotações II

O mundo passa.
Sem pressa alguma.
Refaz-se às pressas
E mostra suas presas.
Aos poucos.
Aos loucos.
Aos tantos outros.
E o reverso do avesso,
É o lado certo
Certo que, sobretudo,
Sobre todos,
Estamos sós.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Anotações




















Tempo
Contratempo inventado.
Repensado e consciente.
E a mente, plana, vaga
Dialoga com seus paradigmas,
suas rimas destoantes.
Distantes.
Ausentes.
E só.
Porque sozinhas fazem verso.
E vice-versa.
Valsa a vida.
Que coabita no peito do poeta
E Há quem diga que é abstrato.
O jeito que trata sua poesia.
Quem diria, que por um dia,
fosse ela e não ele
A inspirar-se e
Reinventar-se
na própria solidão.