sábado, 9 de julho de 2016

A volta da bailarina


















Bailarina que dança sem pressa.
Tinha tristeza que carregava no olhar
São tantas as tempestades que atravessa
Que aprendeu  a andar na chuva sem se molhar.

Bailarina que sonha acordada.
Tem planos e habita dentro de si.
Bailarina recém amada
Aprendeu a olhar o mundo e apenas sorrir.

Os ventos do leste lhe trazem poesia
E do alto dos montes, ela sorria.
Feliz da vida por mais um dia.

Sem o peso do mundo a bailarina podia agora dançar.
Sentia-se livre, leve pelo ar
Porque finalmente, havia aprendido a amar.

A si mesma. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Catedral de Lembranças

Faço graça com os desatinos
E desato meus próprios nós.
{Do que já não somos nós}
Tão a sós
Com nossas vidas.
Que sobrevida, sobretudo,
Ainda somos os mesmos.
Insólitos com nossos medos
Procurando respostas
Onde só há perguntas.
Faço pose, aperto o passo
Ando com graça
Pela praça das memórias.
Mas aqui dentro, só eu sei
que sou do tamanho de uma cidade de desesperança
Com uma bela catedral de lembranças
Bem no meio de mim. 

sábado, 2 de abril de 2016

Comparação






















Alguém canta aqui no sanatório.
E o sopro que vem do mar
Levam as dores dum coração
Que já cansou de esperar...

Alguém chora num funeral.
E o vento lá fora bate forte.
Meu coração cansado se entrega
E espera sereno pela morte.

Alguém grita numa catedral.
E o vento sopra enlouquecido.
Meu coração relembra sozinho
De um simples amor vivido...

O louco, o morto, o santo.
Devaneios de uma vida simples
Que agora eu canto...

O santo, o morto, o louco.
De cada um desses,
Todo mundo tem um pouco...


sexta-feira, 11 de março de 2016

Notas curtas: Sobre o tempo.

São tempos.
Outros.
Tempos e termos.
Que não se aplicam.
E se complicam
No pensamento.
E no fim, tudo é tempo.
Que já não temos
Que já não vemos
Mas que está lá.
Há tempos.
Esperando por nós.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Notas, sobre o que vem depois...

Amar não dói. Perder um amor é que dói.  E sim, isso dói muito.  Lá no fundo, num lugar onde a gente nem sequer poderia imaginar que pudesse doer.
Mas mesmo se eu soubesse que iria doer tanto vê-la partir, eu a amaria mil vezes de novo. Porque essa dor, essa dor também me faz lembrar que nós tivemos bons momentos. Que nós, vivemos uma história linda, mas que acabou.

Eu vou chorar essa noite toda.
E vou chorar na próxima
E na próxima.
Até que essa dor vá aos poucos cicatrizando.
Não, ela também não desaparecerá.  Ficará ali, gravada em mim e vez ou outra vou me permitir chorar por ela. Porque essa história de que homem não chora, não é verdade. Alguns, menos que outros. Alguns às escondidas. Mas eles choram, nem sempre pelo mesmo motivo, nem sempre se permitem, mas todo homem, mais cedo ou mais tarde, vai chorar.
E depois disso, eu vou viver.
Porque no fim das contas, os dias que fui feliz com ela, serão sempre o meu alicerce pra enfrentar um dia após o outro. Mas quando se perde o amor da sua vida, é sempre necessário ter cautela pra não confundir, relembrar com reviver.  O que passou, passou.
E é exatamente por ter passado, que eu vou chorar.
Ninguém sabe ao certo quanto tempo leva pra superar. Porque amor é algo que não pode ser fracionado, medido ou equacionado. Cada amor tem um peso diferente. Uma medida diferente.
Mas se você passar por isso e quiser um conselho, só posso te dar um:
Não se martirize pelos erros. Aprenda com eles a ser uma pessoa melhor e guarde sempre na lembrança, tudo de bom que viveu ao lado desse amor. Outros podem surgir, mas ela será sempre a única.
Solidão e sofrimento, não são a mesma coisa.
Há vida além de um grande amor.
Também há saudade.

E sempre, sempre e sempre, haverá amor...