domingo, 30 de outubro de 2011

Feitiçarias de uma noite de Outubro


















Do alto do topo do mundo,
Sussurrei o nome do vento
Quase como fazem os amantes
De corpo, alma e pensamento.

Conversei com nuvens de algodão
Pressupondo estar voando
Tirei os pés presos na realidade
E por alguns instantes, me senti sonhando.

Desatei nós aficionados à razão
E permiti-me uma noite sozinho.
De magia, mistério e fantasia,
Usei o verbo para fazer o desaninho

E as ideias insolentes, conjeturaram-se
Fazendo forte a vontade de por ali permanecer
Mais já era tarde, e lá embaixo
Novos dias estavam prestes a amanhecer.

Guardei então, os momentos  escritos no caderninho
De folhas brancas e capa de papel rubro.
Desci do ápice das nuvens cintilantes da fantasia
Para escrever os contos das feitiçarias de uma noite de outubro

(Obs.: Esta é uma poesia introdutória de uma futura série de contos que pretendo publicar nos próximos meses, e que não estão ligados à poesia propriamente dita. O blog ainda passa por mudanças, e Novembro será um mês decisivo para decidir-me se os contos saem dos papéis com cheiro de tinta, e ganham forma num cantinho de poesia. Portanto, se os contos não forem publicados, peço que perdoem o jovem poeta. )

4 comentários:

  1. Que com certeza encantarão tanto quanto teu poema.
    Um grande bj

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  2. Está ótimo o poema. Um abraço, Yayá.

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  3. Canata,


    Amei sua poesia 'enfeitiçada'. Brilhante! Tõ gostando de tudo!

    bjs meus

    CAT

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  4. não achei enfeitiçada,mas encantada kkkk'
    ainda bem que as folhas de papel acolhem esses momentos de fantasia tão bem,para que assim possam ser compartilhados ...

    beijos!
    =)

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