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sábado, 1 de julho de 2023

Devaneios de um coração





















A efemeridade da vida
Num momento descompassado
Deixa no peito magoado
Uma esperança perdida

Os dias, de um inverno gelado
Esfriam um coração cansado
Revivendo dias passados
Enquanto sofre calado

O tempo e o vento
Alheio aos pensamentos
Passam sem cessar.

O peito cansado
Procura um afago
Como quem só quer amar…

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Efemeridades













Tenho me perguntado sobre o tempo.
Se é ele quem passa tão as pressas,
Ou se sou eu que já não valseio 
Com ele em meus devaneios.

Houve um tempo 
Que eu pensei ter todo o tempo
Só pra mim
E assim me  imaginei
Vivendo todos os sonhos que sonhei.

Mas o tempo não espera.
Como Cazuza já disse,
O tempo não para 
O tempo não cura e nem sara
todas as feridas.
Ele apenas... passa.

Somos efêmeros. 
Breve instantes.
Que num tempo, existe
e noutro não existe mais.

Tenho me perguntado sobre o tempo,
Mas o tempo não perguntou sobre mim.
Ele apenas passou.
E o que ficou,
Foi a certeza de que, 
Ainda há tempo 
Sempre há
O tempo 
Que não passou, mas que passará...

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Paixão derradeira














Arrebenta-me
Ou vá-te embora
Que já é a minha hora
De escolher só aquilo que me tire o ar
Me revire do avesso e me quebre,
Pra depois me juntar.
Não me venha de meios termos
De meios ermos
E leva-te a calmaria
Que eu perdi essa mania
De amar de mansinho
Eu quero beijos, bocas, corpo e suor
E só depois o carinho
Onde antes havia dor
Se não for pra me desmontar
Me moldar e me cravar de beijos, mordidas e anseios
Que vá-te com teus meios
Em busca de amores rasos.
Eu quero o avassalo
O torpor, a alma inteira
E se não for aquela paixão derradeira
Deixa-me aqui sozinho
Que eu encontro meu caminho
Em busca de quem queira
O fogo que queima nas minhas veias
Querendo amar
Sem pensar.
Só amar.


sábado, 3 de agosto de 2019

Pensamentos Esparsos




















Da vida, eu levo um breve anseio
E entre os meus tantos devaneios
Imagino-me sendo um ser diferente.
E diante de todos esses pensamentos indulgentes
Eu falho em saber quem sou.
Mas sei que o que eu sou
É apenas uma parcela do que me compõe.
E dentre todas as questões
Uma delas se sobrepõe:
Entre anseios e devaneios,
Entre as coisas que farei e as que já fiz,
Será que sou feliz?
Quem há de saber?
A alma sabe.
Quanto a mim, apenas cabe
Continuar a viver. 

domingo, 28 de julho de 2019

Entendimento



No emaranhado de pensamentos
Perco meu entendimento
E fundo-me as memórias
Que em outrora
Compunham-me.
Recolho-me a sós
Onde todos nós
Vamos em busca de paz.
E assim, vejo-me capaz
De ir além
Mas não muito aquém
De quem realmente sou.
Sou verbo, sou carne, sou palavra
Também sou aquele fogo que não se apaga
E que, num auto entendimento
Fica sempre subentendido.
Porque todo meu pensamento
É apenas parte somada
De tudo aquilo
Que tenho vivido...

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Marionetes






















Eles vão se partindo
Todos os sonhos e planos
Os meus passos se tornam perdidos
E de repente
Eu que era tão cheio de certezas
Nem ao certo me reconheço.
A vida virou um palco
E uma dança de bonecos rotineiros
Seguem seu curso
Num espetáculo de absurdos.
Bonecos mudos
marionetes.
E no meio de tudo,
Eu não consigo distinguir
Não consigo fugir,
Reagir.
Me prendi a cordas invisíveis
Deixei escapar a liberdade
Pra viver uma triste vida
Que não me pertence...

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Ser só






















Às vezes minh'alma implode
Carregada de um pragmatismo atemporal
Que de em tempos em tempos
Berra no inconsciente
Umas verdades,
Todas antes ignoradas.

Às vezes também
Eu me sinto tão vazio
Que esse misto de sensações que sinto
São apenas uma forma consciente
De me manter vivo
Nessa revoada assintomática
Que é ser só
Um cidadão sozinho. 

segunda-feira, 25 de março de 2019

Erros.
















Nessa reinvenção

De ser de novo
Ainda sou o mesmo velho
Frágil e perdido
Com tudo aquilo
Que eu não consegui esquecer.
E de tanto tentar ser
Novo de novo
Já nasci velho
E fragmentado.
Revivendo do passado,
Estagnado.
Naquela loucura desenfreada
De estar,
Sem pertencer.
E permanecer
Alheio ao novo ciclo
Totalmente novo
E cercado de velhos erros conhecidos.

domingo, 18 de novembro de 2018

Pra Hoje













Pra hoje eu desejo
Que todo anseio
Que carrego no peito
Seja desfeito.
Como o acaso
Que guardo no sorriso
Mas que não são só risos,
Mas também choro, grito e poesia.
Que clareie um novo dia!
E que todo pensamento seja positivo
E cada momento mais vivo
E cheio do melhor de mim
Para que eu possa enfim
Me livrar do peso passado
Esquecer os erros findados
E os recomeços mal recomeçados.
Que venha uma segunda, uma terça
Uma quarta e quinta
E que eu sinta
Uma alegria pintada de sexta-feira
Pra relaxar e ficar de bobeira
Com a alma cor de fim de semana
E que essa paz que o meu peito clama
Renasça como toda segunda
Sendo cada vez mais profunda
A minha felicidade
Que pra hoje eu desejei...



domingo, 19 de agosto de 2018

Os ventos mudam.
















Que seja leve
E breve
O recomeçar.
Sem medo de tentar
De novo
O novo.
Deixe pois o que ficou
Passou.
E não é mais
Nem menos.
Só foi embora
E outrora
Os ventos mudaram
As velas se ajustaram
E partiu-se para o mar
Num novo recomeçar
Remando.
Amando
Bem leve... 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Todo eu

Todo eu é lírico.
É prosaico.
Arcaico
Todo eu é mais
Sempre mais
Todo eu é poético,
É cinético
É patético.
Todo eu é assim
Caos sem fim.
Todo eu é tanto eu
Que já não cabe em mim...

segunda-feira, 30 de julho de 2018

(C)Oração














Do peito cansado
Ferido, machucado.
Fez- se ausente
Para não mostrar a dor que sente.

Coração que pede calma
Que pede paz na alma
Coração calejado
De tantos erros passados

Fez silêncio em prece
E seu bater padece
Precisando de atenção...

Coração indulgente
Que sempre se mostrou valente,
Hoje silencia em oração.

sábado, 28 de julho de 2018

Questionamento

















Questiono-me
Se sou, de fato
Um afeto
Em corações;
Ou bruscas emoções
Que passam e se vão.
Sem ser
Sem existir.
Quem saiba sou aquilo que há de vir.
O fato,
É ato
Que já nem sei.
Tentei.
Lutei.
Corri tanto atrás
Tentenando ser mais
E talvez no fim,
Fui menos.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Mulher (Um conto sobre Sherlock Holmes)


Encontrei-me com ela.
Meu caro amigo Watson sempre me ouviu referir-me sobre ela como “A” Mulher, mas cá entre nós, Irene sempre fora muito mais. Eu, o mais altivo e astuto homem que já caminhou sobre estas terras, cuja destreza do raciocínio sempre fora impecavelmente perfeita, encontrei em Irene Adler meu calcanhar de Aquiles.
               Watson poupara os seus leitores dos fatos mais importantes sobre ela a meu pedido. Não incluíra em seus contos-registros, as muitas vezes pelas quais a senhorita Adler cruzou meu caminho e venceu-me. Talvez porque John sempre quisera ver-me como um homem sagaz, um herói, coisa que eu mesmo o adverti sobre nunca ser e menos ainda almejar ser. Lestrade que o diga. Não fosse pelas inúmeras vezes as quais cedi os créditos de minhas vitórias a ele, apesar de ser um brilhante inspetor da Scotland Yard, não teria a boa fama que ostenta hoje.
               Mas este breve relato não se trata de outra coisa, senão dela. A Mulher. Irene Adler. Poucas vezes na vida eu vi alguém conseguir unir inteligência e sabedoria como ela. Nem tampouco vi caminhar sobre a terra, pessoa mais esperta, arisca e arredia. Ela era, em todos os sentidos possíveis, impossível de ser domada. Não sou capaz de fazer uma descrição fisionômica de sua pessoa, porque, esta habilidade pertence ao meu biógrafo Watson que sabe conduzir uma narrativa melhor do que ninguém, e embora eu ainda possua o retrato dela, guardado no meio daquela minha surrada agenda velha no fundo do baú onde guardo as anotações dos casos de Moriarty, eu não toco em sua fotografia muito menos ouso olhá-la. Permanece lá, inquieta e solene. Para lembrar-me da primeira vez que a vi, naquele escândalo evitado envolvendo o herdeiro do trono da Boêmia tão bem descrito nos contos de meu velho amigo.
               Mas a grande verdade, que acho eu nem mesmo Watson sabe é que eu guardei o seu retrato e o mantenho comigo até hoje. Porque é da minha persona exaltar-me com minhas vitórias pessoais, mas também faz parte de mim, Sherlock Holmes, lembrar sempre de que nunca serei nada comparado a Irene. E aceito este fardo de bom grado. Watson disse certa vez, se me lembro com exatidão de suas palavras (Peço a gentileza de que me concedam o direito à dúvida, pois Watson sempre fora muito preciso em seus julgamentos sobre minha personalidade, mas em dadas ocasiões, escondi dele o que sentia com exatidão para poupá-lo de preocupações desnecessárias)que eu, Sherlock, sempre tivera uma inteligência fria, porém admiravelmente equilibrada o que me tornava imune a emoções,  incluindo o amor.
               Mas ela. A Mulher. Irene Adler.  Teve de mim o mais próximo desse sentimento que eu pudesse ser capaz de sentir.
               É certo quando dizem por aí que nenhum homem jamais venceu o grande Sherlock Holmes. Porque as únicas vezes que fui vencido, não fora um homem. E sim uma Mulher.
               A Mulher.
               Irene Adler.


Sherlock Holmes, 221B Baker Street, Londres 18 de maio de 2018.

terça-feira, 8 de maio de 2018

O verdadeiro amor
















Tinha ele a convicção
De que sabia o que guardava no coração
Sem saber de fato
Que amar não é apenas um ato.
É tato
É toque, é sentir.
E não apenas sorrir
Mas ser feliz de verdade.
Não se ama pela metade
Nem se apega a necessidade
De ter alguém só por ter
Amar é ser.
Completo
Certo
De que não há vazio interior
Onde habita o verdadeiro amor


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Fase dos tropeços
















Ao doce encargo da vida,
Entrego-me sem medida.
Ao novo.
De novo.
Só que novo.
Em amplitude aumentada,
Vida que segue uma vez purificada,
Não se apaga
Nem some.
Resta meu nome
A zelar em demasia.
Faz versos, prosa e poesia.
E que renascer,
Seja parte do verbo viver.
Do auto-entendimento,
Desapego meu sofrimento
Para seguir com o vento
Onde Deus me levar.
E um dia eu ei de estar
Lá na frente e olhar
Dizendo a mim:
"Passou em fim
A fase dos tropeços. "

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Eu sou o acaso


















Eu sou aquele lobo
Que já não tem matilha ao seu lado
Por escolha ou trágico passado.
Eu sou aquele vento
Inconveniente
Que insiste em vir no inverno
Incomodar tanta gente.
Eu sou aquele passageiro
Desembarcando na estação
No peito traz silêncio
Na mala o coração.
Eu sou a tristeza
A melancolia.
O riso sincero
E toda a poesia.
Eu sou o nascer
De tudo aquilo
Que um dia virá ser.
Eu sou o acaso
Que por acaso, você desconhece.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Amor desmedido

















O entendimento da alma é fraco
Falho no sentido desmedido
Ama-se demasiado
Amor completamente vivido

Mas haveria um propósito
Ou uma mera razão?
Ou seria a alma um depósito
Que guarda os anseios do coração?

E no desentender de si mesmo
Segue ainda que a esmo
O vago ato de pensar.

Entender a si mesmo é tarefa complicada
Deixa sempre inacabada
Toda a tentativa de se amar...


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Incompreensível


















Falava sobre devaneios
Escrevia algo desvairado
Trazia no peito seus anseios
E letra a letra, sofria calado

Poeta que outrora fazia versos com graça
Hoje pousa a caneta em traços leves
E a folha que queima feito brasa
Já não sabe fazer poemas breves.

E a vida, alheia segue seu rumo
É contraventora de seu querer
Poeta é ser errante
Que erra quase sempre sem saber

Já é fato consumado
Que carrega sempre em seu peito o afago
E uma tempestuosa inquietude
Todo poeta, tem medo que nada mude

E escrevendo expressa o que sente
Um poeta nunca mente
Sobre aquilo que vê e crê.
E no fim sua poesia é apenas ele tentando sobreviver.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A pessoa que é o poeta.

www.fhcanata.blogspot.com.br
Pessoa mentia
Quando dizia:
"O poeta é um fingidor"
Talvez a maioria não entenda nossa dor
Mas as palavras, elas entendem
E elas não mentem.
Talvez elas até sintam
Que os versos gritam
O que a voz já não fala.
E o sorriso apenas nos cala.
Para não ferir ainda mais a alma
O poeta escreve
Porque se soubesse
Ao menos cantar
Poderia concordar
Com a tal da Cássia:

"Eu sou poeta e não aprendi a amar"