quinta-feira, 13 de abril de 2017

Um post de despedida.

Prezados amigos que acompanham este blog, todos sabem que o Escritos Desvairados é minha vida. Sempre foi e sempre será. Mas é chegada uma hora na vida de um poeta que até as mais belas palavras se calam. E tudo que resta é o silêncio na alma. Por este motivo, este poeta que vos fala decidiu encerrar suas atividades por um tempo. Uns dias, uns meses, uns anos, ninguém sabe ao certo quando a poesia volta a falar com um poeta. Este não é um post de adeus. É só um post de até breve. Não vou desativar o blog, porque como já disse, ele é minha vida, mas vou parar de escrever por uns tempos. Passei por perdas irreparáveis, por tempos difíceis e crises depressivas que me tiraram um pouco do brilho de escrever e não acho justo que a poesia morra dentro de mim. Por isso darei tempo ao tempo e esperar que ela volte um dia a me encantar como sempre fez. Até lá, terei que conviver com meus silêncios inquietantes.
Agradeço imensamente todos que me visitaram ao longo desses anos, a todos os elogios e críticas que recebi, e principalmente a todos os amigos que fiz através deste blog. Nunca os esquecerei.
Eu sei que uma despedida é sempre dolorosa e difícil de se fazer por isso serei o mais breve possível: Só quero agradecer o carinho de todos, meus amigos do facebook e meus parceiros do blog.
Um dia, quando a poesia voltar a nascer em mim, o Escritos Desvairados voltará. Mas até que isso aconteça, eu vou deixar que o tempo faça seu trabalho e cure não só minha escrita, mas meu coração cansado.

Até breve.

(F.H.Canata) 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O fantasma da tempestade.



















Não há muito mais do que sombras agora.
Lembranças de outrora que emergiram
Fugiram do meu controle e foram embora
Pra qualquer lugar onde não existam.

E no meio da ventania eu gritei seu nome
Tão alto que nem o trovão da tempestade
Tirou de mim essa imensa vontade
De fazer uma loucura e dançar no meio da chuva.

Eu visitei os anjos no céu
Mas os demônios na terra me puxaram.
E eu vi meus próprios medos
E todos eles me afogaram.

Apenas me deixe ir
Ou me deixe ficar aqui, bem à vontade.
Porque as histórias que contam, são todas verdade
Eu sou o fantasma no meio da tempestade.


E quando a tempestade passou,
Tudo que restou,
Foram as sombras que sobraram de mim.

Quando a noite do funeral chegar, não me dê flores
Nem me lembre de todos aqueles amores
Que eu deixei morrer antes de chegarem ao fim.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Lua Sem Príncipe


























As falácias que da alma ecoam
em versos tão frágeis que
às vezes até destoam
Proseiam pelo corpo descrito em rimas
finas camadas sob a pele
-Que se encerre os erros-
Ela pede.
Aos prantos
Aos tantos que passsaram
E nunca ficaram
Nunca rimaram como queria
Nunca a fizeram sentir como sentia
E no desapego do que ficou
Rimou.
Só, também aprendeu a amar
Foi ver o mar
E pedir  pra ele levar
Seu pranto
Toda a angústia que já não era sua
Linda, leve e nua
Era ela a lua
Sem seu príncipe num cavalo branco...

sábado, 9 de julho de 2016

A volta da bailarina


















Bailarina que dança sem pressa.
Tinha tristeza que carregava no olhar
São tantas as tempestades que atravessa
Que aprendeu  a andar na chuva sem se molhar.

Bailarina que sonha acordada.
Tem planos e habita dentro de si.
Bailarina recém amada
Aprendeu a olhar o mundo e apenas sorrir.

Os ventos do leste lhe trazem poesia
E do alto dos montes, ela sorria.
Feliz da vida por mais um dia.

Sem o peso do mundo a bailarina podia agora dançar.
Sentia-se livre, leve pelo ar
Porque finalmente, havia aprendido a amar.

A si mesma. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Catedral de Lembranças

Faço graça com os desatinos
E desato meus próprios nós.
{Do que já não somos nós}
Tão a sós
Com nossas vidas.
Que sobrevida, sobretudo,
Ainda somos os mesmos.
Insólitos com nossos medos
Procurando respostas
Onde só há perguntas.
Faço pose, aperto o passo
Ando com graça
Pela praça das memórias.
Mas aqui dentro, só eu sei
que sou do tamanho de uma cidade de desesperança
Com uma bela catedral de lembranças
Bem no meio de mim.