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domingo, 29 de setembro de 2024

Fantasmas






















Os demônios de outrora
Às vezes suspensos 
Na aurora dos tempos 
Presos em silêncios 
Como demônios na garrafa
Às vezes gritam 
Às vezes calam
Às vezes sentem. 
Ou apenas consentem. 
Consertam-me
Em um concerto de vozes
Como legiões 
Como leões
Rugem 
E tremem 
Meus poros sob a minha pele. 
São os mesmos e velhos demônios 
De noites mal dormidas
Mal vividas
Mal faladas
Mal amadas. 
E dos constantes
Inconstantes momentos 
Eu vivo ao vento.
Refém de demônios 
Que outrora chamei de fantasmas. 

domingo, 22 de outubro de 2023

A Estrada sem graça




Na noite densa, um homem solitário,
Caminhando com seu sobretudo preto,
Pelas estradas desertas, sem destino, sem guia,
À sombra da lua, ele busca a si mesmo.

Seu passo é pesado, ecoa na noite,
O vento uiva alto, a escuridão o açoita,
Em busca de respostas, ele segue a senda,
No coração a dor, na alma, a tormenta.

Seus olhos, dois abismos de escuridão profunda,
Refletem a tristeza, a dor que o inunda,
Um rosto pálido, um semblante cansado,
Ele carrega segredos, pesares do passado.

Cada passo ecoa como um eco sinistro,
Enquanto o sobretudo balança ao vento frio,
Nas sombras ele busca um alívio, uma cura,
Para a angústia que em sua alma perdura.

Mas a estrada é longa, e o fim incerto,
E a escuridão profunda, um manto esperto,
Envolvendo o homem em seu abraço frio,
Enquanto ele caminha, sem rumo, vazio.

Pelas estradas desertas, ele segue sem cessar,
O homem com sobretudo, a sua sina a encarar,
Na noite eterna, seu destino se entrelaça,
Com o manto da solidão, na estrada sem graça.
 

sábado, 1 de julho de 2023

Devaneios de um coração





















A efemeridade da vida
Num momento descompassado
Deixa no peito magoado
Uma esperança perdida

Os dias, de um inverno gelado
Esfriam um coração cansado
Revivendo dias passados
Enquanto sofre calado

O tempo e o vento
Alheio aos pensamentos
Passam sem cessar.

O peito cansado
Procura um afago
Como quem só quer amar…

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Ser da noite

 








Nas trevas de Londres vagueia um ser fatal,

Misterioso, sem alma ou perdão mortal.

Seus passos sibilam nas vielas enigmáticas,

Ecoando sua presença, na noite sombria e ática.


Vulto obscuro, olhos velados, mistério lúgubre,

Figura sinistra, império etéreo que perturba.

Sua alma, sombria, oculta segredos enredados,

Em catacumbas vagantes, onde o mundo é sepultado.


O vento gelado sussurra ao seu caminhar,

Enquanto Londres adormece, no medo a se afogar.

Segredos obscuros circulam entre as esquinas,

Enquanto o ser misterioso tece suas sinas.


Solitário, exilado na penumbra da existência,

Preso no passado, mal que lhe seduz a consciência.

Ele vagueia, um ser da noite e da perdição,

Em Londres, a escuridão é sua eterna mansão.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

LIVRO - ESCRITOS DESVAIRADOS



O livro físico de poesias de F.H. Canata: “Escritos Desvairados” já disponível para encomendas pela Amazon!
Escritos Desvairados é o primeiro livro de poesia do autor F.H.Canata e reúne uma seleção com mais de 100 poemas que ele escreveu ao longo dos anos em seu antigo blog que levava o nome deste livro.

As poesias expressam a mistura de sentimentos de várias fases da vida, sempre com um olhar sentimental e certa melancolia. Poesias para rir, chorar, se emocionar e acima de tudo, celebrar a vida e a escrita através de alguns escritos desvairados.

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quinta-feira, 5 de maio de 2022

O Vazio

 



















A amargura
Do ser e do não ser
Desentranhamento
Lento e rastejante abismo.
Sobrevoa os pensamentos
Sobre o campo nevoento de memórias plácidas
Ácidos sentimentos Que corroem... o ser.
Goteja na ideia
E enche a alma,
Feito veneno, tira a calma.
E incendeia o espírito.
O não ser, predomina
E então...O Vazio. 


quinta-feira, 31 de março de 2022

Areias do tempo
















Nas indecisões do pensamento
Por um breve momento
Pensei em desistir
Ou que nunca mais pudesse sorrir

No passar das areias do tempo
Vi lentamente o pensamento
Esvaindo-se em fumaça
De um dia nublado e sem graça

Mas o peito mantinha a esperança
E ansiava uma velha lembrança
De um passado que nunca passou

As nuvens limparam e um céu azul se abriu
Meu peito então, sorriu
Sabendo que a felicidade enfim voltou.
 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Sobre Lobos e Porcos







Era uma vez um porquinho. 

Com 6 anos, ele acompanhou pela TV o lançamento de uma nave espacial que levaria os porcos a lua pela primeira vez, aquilo o fascinou e ele decidiu que seria um porco astronauta um dia. 

Aos 10 ele era o melhor porco da sala. 

Aos 15 ele passou em uma escola técnica para estudar química. 

Aos 20 ele já tinha 2 diplomas técnicos e fazia faculdade de astrofísica. 

Aos 30 ele estava pronto para ser um porco astronauta. 


Era uma vez um lobo. 

Com 6 anos, o Lobo acompanhou pela TV o lançamento de uma nave espacial que levaria os porcos a lua pela primeira vez, aquilo o fascinou e ele decidiu que seria um lobo astronauta um dia. 

Mas o lobo era muito bem tratado pela sua família, que raramente ou quase nunca o cobravam alguma responsabilidade. 

Aos 10 ele era o pior lobo da sala. 

Aos 15 ele deixou de fazer curso técnico para se dedicar as baladas. 

Aos 20 herdou a empresa de publicidade do pai. 

Aos 30, ele se lembrou de quando queria ser um astronauta. 

Mas o Lobo não sabia nada de química, física, astronomia. 

Então, ele teve uma ideia e iniciou uma campanha, usando a antiga empresa do pai. 

Espalhou cartazes por toda a cidade, acusando os porcos de serem elitistas, de não darem oportunidades aos lobos, de criar um sistema onde só os porcos eram favorecidos e os lobos marginalizados. 

A ideia pegou e em pouco tempo os lobos já eram apoiados por leões, tigres e ursos, que iniciaram uma revolução contra os porcos. 

O lobo que mal sabia fazer uma conta de subtração foi eleito o presidente da nação e a partir dali todos os empregos deveriam possuir lobos em cargos de prestígio, acompanhados de leões, tigres e ursos. Os porcos deveriam se contentar com os cargos básicos, afinal, eles eram porcos. 


Com 50 anos, o porquinho acompanhou pela TV o lançamento de uma nave espacial que levaria
os lobos a Marte pela primeira vez.

A ele, sobrou apenas a tarefa de fazer os cálculos, desenvolver o projeto e executar o lançamento, pois aquilo era tarefa dos porcos. Ao espaço, só cabiam os Lobos. 

sábado, 5 de setembro de 2020

As luzes de setembro

 



Sob as luzes de setembro, ei de vê-la.
E que as velas dos ventos novos
Soprem forte o amor
Além da sorte. 

E que os tempos difíceis 
Nos ensinem a caminhar 
Com a prudência 
E a essência 
Tão leve quanto sonhar. 

Porque além de setembro
Tem outubro, tem novembro. 
Tem dezembro e algo a mais. 
E os passos que deixamos para trás. 


É setembro e logo, a primavera
No peito, a ansiedade de quem ainda espera
Por uma luz pra iluminar o caminho. 

E nesses dias ensolarados
O peito bate apressado
Cansado de bater sozinho.  


...






Poema de nome inspirado no livro de Carlos Ruiz Zafón, autor que nos deixou nesse ano de 2020! 



domingo, 12 de janeiro de 2020

Desprenda-se para viver














Mergulho em memórias
E algumas outras histórias.
Revivo e relembro
Aqueles bons dias de dezembro.

E entre lembranças plenas
E felicidades pequenas
Percebo que talvez
Seja minha mente apenas insensatez

E que na verdade nada existiu, de fato.
E que alheio aos antigos atos,
Tudo que sobra é ilusão
De um maniqueísta coração.

Nada é e nada foi como nos lembramos.
Na verdade, nos enganamos
Ao esquecer do que foi mal
Vendo apenas o bem, afinal.

Porque queremos acreditar
Que antes, era mais fácil amar
Mas é preciso desprender do que passou
E tentar ser feliz com o que restou

E se possível, viver o hoje e o agora.
E ser feliz em demora
Sem se lamentar pelo que veio antes.

Porque a nossa vida passa.
E não devemos viver sem a graça
De sermos protagonistas e não meros coadjuvantes.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Um Morto entre os vivos e o caso das jóias roubadas. (Um conto de Sherlock Holmes)

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Ele voltou.
Era uma noite de cinco de outubro, eu não me recordo bem de qual ano porque quem costuma anotar tudo para transcrever depois é Watson, eu prefiro guardar os fatos que importam em minha mente e o ano não é relevante.
Eu estava um pouco debilitado naquela época porque me recuperava de uma doença severa. E havia conduzido uma experiência que se provou frustrante na tentativa da cura. De forma que, o que tomei conhecimento naquela noite, me chegou pelo jornal.
Quando terminei de ler a notícia, deduzi pelo barulho dos passos, que o inspetor Lestrade da Scotland Yard bateria em minha porta na 221B da Baker Street em no máximo, dez segundos.
A doença obviamente não me deixou em meu melhor raciocínio, porque levaram onze.
- Senhor Holmes, eu sei que o senhor está enfermo, mas uma desgraça aconteceu hoje. – Disse o bom e velho Lestrade, ainda ofegante, ora pelo cansaço, ora pela excitação.
- Sim eu sei, inspetor. Acabei de ler no jornal. Moriarty retornou dos mortos. – Eu disse calmamente.
-Não Holmes, por Deus, o que eu vim lhe contar e pedir sua ajuda, é que alguém conseguiu roubar as joias da coroa. Uma desgraça para esta nação senhor Holmes.
-Exatamente o que eu disse, Lestrade. Moriarty está vivo. Ninguém no mundo conseguiria tal proeza, além de mim, talvez. Exceto o professor e como mortos não roubam joias reais, a lógica responde a questão. Ele está vivo.
-Mas, eu não entendo Holmes.
-É compreensível que não entenda meu caro. Uma pessoa sobreviver à Reichenbach já é improvável. Duas, mais improvável ainda. Entretanto, é verdade.
-Não é sobre Moriarty estar vivo que eu não entendo. Não entendo como o senhor disse que leu nos jornais, se a notícia do roubo não foi noticiada ainda para não criar alarde?
- Leia esta notícia. – Disse lhe.
- Estivador morre em acidente em Porto de Southampton. – Neste momento, Lestrade me olhou como se a minha doença tivesse me arrancado uma parte do cérebro e eu não falasse coisa com coisa.
- Eu vou lhe poupar a leitura enfadonha da notícia e ir direto ao ponto: A foto que ilustra a notícia, mostra o suposto estivador. Note o anel em seu dedo. É uma insígnia do MI6. Estivador coisa nenhuma, este homem é um desgarrado do serviço secreto britânico. Usou sua influência para conquistar informações para que seus comparsas roubassem as joias, depois, tratou de arrumar um disfarce como estivador no porto para embarca-las clandestinamente e sem que despertasse nenhuma suspeita. O crime foi a mando de Moriarty, não tenho dúvidas e uma vez consumado, ele tratou de apagar o sujeito para não deixar pontas soltas.
- Santo Deus, Holmes, o senhor conseguiu descobrir tudo isso numa foto desbotada de um jornal londrino?
- Só isso não, meu caro. Eu também sei onde elas estão. O Mesmo jornal informa que as atividades no porto tiveram que ser suspensas após a morte do homem. Os navios não puderam atracar, nem desatracar por pelo menos duas horas. Exceto um. Navio de carga SS Sir Bartholomeu que zarpou 10 minutos depois do acidente. Muito conveniente não? As joias estão no navio, que está indo para a Índia nesse momento. Convém à Scotland Yard que o intercepte assim que atracar.
-Senhor Holmes, o senhor é fantástico!
-Não Lestrade, informação é fantástica. Quem tem informação, tem tudo.
Quando terminei, o inspetor estava de boca aberta o que ele fazia sempre que eu solucionava um caso. Este no entanto, não exigiu nada de minha mente brilhante.
-Mas, eu ainda não entendo porque o senhor ligou este caso à Moriarty.
-Ora, simples. Quem mais teria um plano para roubar as joias de vossa majestade? Mais ainda, quem mais teria audácia e meios para executá-lo?
-Mesmo assim, Moriarty pode ter tudo o que quiser, porque se preocupar com as joias?
-Não é as joias que ele quer, é a mim. Claro que ele tinha uma vã esperança que seu plano desse certo, mas no fim, ele só queria chamar minha atenção. Dizer de forma indireta que está de volta. E se ele está de volta, eu Sherlock Holmes também estou Lestrade. Ande, você tem uma carga valiosa para recuperar e eu tenho meu maior rival de volta do além túmulo para capturar.
E foi assim que a nova jornada começou. Mas esta é uma outra história. História que talvez Watson narre à vocês um dia.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Paixão derradeira














Arrebenta-me
Ou vá-te embora
Que já é a minha hora
De escolher só aquilo que me tire o ar
Me revire do avesso e me quebre,
Pra depois me juntar.
Não me venha de meios termos
De meios ermos
E leva-te a calmaria
Que eu perdi essa mania
De amar de mansinho
Eu quero beijos, bocas, corpo e suor
E só depois o carinho
Onde antes havia dor
Se não for pra me desmontar
Me moldar e me cravar de beijos, mordidas e anseios
Que vá-te com teus meios
Em busca de amores rasos.
Eu quero o avassalo
O torpor, a alma inteira
E se não for aquela paixão derradeira
Deixa-me aqui sozinho
Que eu encontro meu caminho
Em busca de quem queira
O fogo que queima nas minhas veias
Querendo amar
Sem pensar.
Só amar.


sábado, 10 de agosto de 2019

Sobre Passos e Tempo

















Faço das urgências do tempo
Uma pausa por um momento
Para uma caminhada a passos leves
Por toda minha história
E nas retilíneas lembranças
Perco-me
Entre recordações desbotadas,
Histórias passadas,
E algumas outras inventadas
Vejo o acaso
Presente em meus passos
Todos eles dados
Com alguns descasos
E no fim, a conclusão:
Que carrego no coração
Muito mais do que os passos que dei,
Os amores que amei
E os caminhos que trilhei.
Parei o tempo para ver
Que dentro de mim
Há mais do que as mil vidas que vivi
E ainda algum espaço para as tantas outras que ainda hei de viver... 

sábado, 3 de agosto de 2019

Pensamentos Esparsos




















Da vida, eu levo um breve anseio
E entre os meus tantos devaneios
Imagino-me sendo um ser diferente.
E diante de todos esses pensamentos indulgentes
Eu falho em saber quem sou.
Mas sei que o que eu sou
É apenas uma parcela do que me compõe.
E dentre todas as questões
Uma delas se sobrepõe:
Entre anseios e devaneios,
Entre as coisas que farei e as que já fiz,
Será que sou feliz?
Quem há de saber?
A alma sabe.
Quanto a mim, apenas cabe
Continuar a viver. 

domingo, 28 de julho de 2019

Entendimento



No emaranhado de pensamentos
Perco meu entendimento
E fundo-me as memórias
Que em outrora
Compunham-me.
Recolho-me a sós
Onde todos nós
Vamos em busca de paz.
E assim, vejo-me capaz
De ir além
Mas não muito aquém
De quem realmente sou.
Sou verbo, sou carne, sou palavra
Também sou aquele fogo que não se apaga
E que, num auto entendimento
Fica sempre subentendido.
Porque todo meu pensamento
É apenas parte somada
De tudo aquilo
Que tenho vivido...

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Silêncios mudos.















Silenciar.
Com o tempo passei a silenciar
Pessoas, coisas, emoções.
Aquietei-me diante de situações,
Frustrações
E inquietações.
Silenciei
Abrandei meu ser em quietudes
Mudas.
Fui deixando de ser
E o brado do meu viver
Era apenas um silêncio mudo.
Silenciei tanto
Por tanto tempo
Que as palavras entaladas na garganta
Afogaram-me
E morri com tudo aquilo que não disse
De tanto silenciar-me
Silenciaram-me

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Marionetes






















Eles vão se partindo
Todos os sonhos e planos
Os meus passos se tornam perdidos
E de repente
Eu que era tão cheio de certezas
Nem ao certo me reconheço.
A vida virou um palco
E uma dança de bonecos rotineiros
Seguem seu curso
Num espetáculo de absurdos.
Bonecos mudos
marionetes.
E no meio de tudo,
Eu não consigo distinguir
Não consigo fugir,
Reagir.
Me prendi a cordas invisíveis
Deixei escapar a liberdade
Pra viver uma triste vida
Que não me pertence...

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Ser só






















Às vezes minh'alma implode
Carregada de um pragmatismo atemporal
Que de em tempos em tempos
Berra no inconsciente
Umas verdades,
Todas antes ignoradas.

Às vezes também
Eu me sinto tão vazio
Que esse misto de sensações que sinto
São apenas uma forma consciente
De me manter vivo
Nessa revoada assintomática
Que é ser só
Um cidadão sozinho. 

segunda-feira, 25 de março de 2019

Erros.
















Nessa reinvenção

De ser de novo
Ainda sou o mesmo velho
Frágil e perdido
Com tudo aquilo
Que eu não consegui esquecer.
E de tanto tentar ser
Novo de novo
Já nasci velho
E fragmentado.
Revivendo do passado,
Estagnado.
Naquela loucura desenfreada
De estar,
Sem pertencer.
E permanecer
Alheio ao novo ciclo
Totalmente novo
E cercado de velhos erros conhecidos.

sábado, 23 de março de 2019

Solitário
















Tornei-me pragmático
Com todas as minhas desconstruções.
Súplicas, suplícios e tantas falas
Entrepassadas na garganta.
É alento para as desilusões.
E perdendo-se,
Foi sumindo.
A vida, a vontade, a força.
Virou flagelo.
Perdido
Sofrido
Cansado.
Abracei a solidão
E a convidei
De novo para a dança
Que já decorei os passos
E que ao longo da vida
Acostumei-me
A dançar só.