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sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Mulher (Um conto sobre Sherlock Holmes)


Encontrei-me com ela.
Meu caro amigo Watson sempre me ouviu referir-me sobre ela como “A” Mulher, mas cá entre nós, Irene sempre fora muito mais. Eu, o mais altivo e astuto homem que já caminhou sobre estas terras, cuja destreza do raciocínio sempre fora impecavelmente perfeita, encontrei em Irene Adler meu calcanhar de Aquiles.
               Watson poupara os seus leitores dos fatos mais importantes sobre ela a meu pedido. Não incluíra em seus contos-registros, as muitas vezes pelas quais a senhorita Adler cruzou meu caminho e venceu-me. Talvez porque John sempre quisera ver-me como um homem sagaz, um herói, coisa que eu mesmo o adverti sobre nunca ser e menos ainda almejar ser. Lestrade que o diga. Não fosse pelas inúmeras vezes as quais cedi os créditos de minhas vitórias a ele, apesar de ser um brilhante inspetor da Scotland Yard, não teria a boa fama que ostenta hoje.
               Mas este breve relato não se trata de outra coisa, senão dela. A Mulher. Irene Adler. Poucas vezes na vida eu vi alguém conseguir unir inteligência e sabedoria como ela. Nem tampouco vi caminhar sobre a terra, pessoa mais esperta, arisca e arredia. Ela era, em todos os sentidos possíveis, impossível de ser domada. Não sou capaz de fazer uma descrição fisionômica de sua pessoa, porque, esta habilidade pertence ao meu biógrafo Watson que sabe conduzir uma narrativa melhor do que ninguém, e embora eu ainda possua o retrato dela, guardado no meio daquela minha surrada agenda velha no fundo do baú onde guardo as anotações dos casos de Moriarty, eu não toco em sua fotografia muito menos ouso olhá-la. Permanece lá, inquieta e solene. Para lembrar-me da primeira vez que a vi, naquele escândalo evitado envolvendo o herdeiro do trono da Boêmia tão bem descrito nos contos de meu velho amigo.
               Mas a grande verdade, que acho eu nem mesmo Watson sabe é que eu guardei o seu retrato e o mantenho comigo até hoje. Porque é da minha persona exaltar-me com minhas vitórias pessoais, mas também faz parte de mim, Sherlock Holmes, lembrar sempre de que nunca serei nada comparado a Irene. E aceito este fardo de bom grado. Watson disse certa vez, se me lembro com exatidão de suas palavras (Peço a gentileza de que me concedam o direito à dúvida, pois Watson sempre fora muito preciso em seus julgamentos sobre minha personalidade, mas em dadas ocasiões, escondi dele o que sentia com exatidão para poupá-lo de preocupações desnecessárias)que eu, Sherlock, sempre tivera uma inteligência fria, porém admiravelmente equilibrada o que me tornava imune a emoções,  incluindo o amor.
               Mas ela. A Mulher. Irene Adler.  Teve de mim o mais próximo desse sentimento que eu pudesse ser capaz de sentir.
               É certo quando dizem por aí que nenhum homem jamais venceu o grande Sherlock Holmes. Porque as únicas vezes que fui vencido, não fora um homem. E sim uma Mulher.
               A Mulher.
               Irene Adler.


Sherlock Holmes, 221B Baker Street, Londres 18 de maio de 2018.

domingo, 8 de outubro de 2017

Doutor e paciente
















Entre anotações e linhas, pergunta o doutor:
O que sentes e qual a sua dor?
Jovem tão irritado!
Que mal consegue ser controlado?

Descobri doutor que sofro de dores
Alguns chamam de amores
Mas a mim só me causam mal
O que é isso afinal?

Isso meu caro paciente
É a dor de todo vivente
que um dia se pôs a amar
Você aprendeu que seu coração foi feito pra somar!

E o paciente saiu dali aliviado
Tinha enfim encontrado
O sentido de viver
Não importa que às vezes tenhamos que sofrer

O importante é se permitir amar mais a cada dia!

domingo, 1 de outubro de 2017

#Liberte sua cabeça





Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
(Gabriel pensador)

sábado, 5 de agosto de 2017

Sobre nós























De todas as pessoas nesse mundo
Foi você quem teve meu amor mais profundo
E nas inconsistência do meu ser
Fiz morada no teu peito e fui viver
Algumas vezes na minha vida, me deparei com certos amores
E todos eles de alguma forma, terminavam em dores
Mas com você eu só vejo flores
Fazendo do meu peito um imenso jardim
E é tanto amor, que já não cabe em mim.
Vaza pelos poros, Desce pelas mãos e viram poesia
Foi você quem trouxe luz de novo pro meu dia
E me fez entender quem eu sou de verdade
E encontrar no teu abraço a minha felicidade.
E mesmo que a distância insista em nos atrapalhar
Mesmo que o tempo do mundo tente nos derrubar
Eu juro que eu nunca vou deixar de te amar
E apesar de não saber o que vai ser de nós no futuro
Você será sempre meu porto seguro
Aquela que me aturou nos dias complicados
E sempre me fez sentir-me muito amado
Aquela que segurou minha mão, quando todo mundo me largou
De todas as pessoas do mundo, foi você quem mais me amou
E eu vou fazer tudo diferente, no que depender de mim
Pra te provar, com gestos e atitudes, que não chegou ao fim
E que nós, já não estamos mais tão sós.
O que antes era eu e você, agora seremos NÓS...




Dedicada à Caroline

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nunca é tarde pra pedir perdão



Hoje eu só quero agradecer. Há alguns anos, quando perdi alguns amigos queridos num acidente de carro, havia perdido também minha fé. Foi aos poucos, primeiro deixando de ir à igreja aos domingos, depois parando de fazer minhas orações antes de dormir e quando dei por mim, tinha fechado as portas do meu coração para Deus. E foram muitos os momentos em que fechei meus olhos ao meu senhor. Até que bem pouco tempo atrás, ouvi esta música do vídeo, tocando numa rádio no carro no caminho de volta pra casa depois de um dia estressante de trabalho. Encostei o carro no acostamento, e quando dei por mim, estava chorando como criança, porque de alguma forma, aquela música tinha entrado dentro de mim, entrado em um lugar em meu coração que há muito estava fechado, e esta canção rompeu este silêncio. E ali mesmo, na beira da estrada, eu rezei e pedi perdão. Não um perdão falado apenas. Um perdão na alma. Um perdão pedido de filho pra pai, numa oração que durou minutos, mas que para mim, foram os minutos mais valiosos da minha vida. Algumas pessoas, reencontram Deus num momento de dificuldade. Num momento onde a esperança já é falha. Mas eu tive a graça de reencontrá-lo num fim de tarde, de ficarmos alí, observando o pôr-do-sol. E se você, assim como eu, foi deixando que as coisas do mundo fossem capazes de lhe afastar das coisas de Deus, lembre-se que nunca é tarde para se arrepender. E ele sempre estará ali, esperando por ti, na beira de uma estrada, numa noite mal dormida, numa manhã de chuva. Não importa como ou quando, se você chamá-lo com seu coração, ele te receberá de braços abertos.
Por isso hoje, eu só tenho à agradecer.
Pai, meu pai do céu, eu quase me esqueci, que teu amor vela por mim.
Que seja feito Assim.


E não nos deixeis cair em tentação.
mas livra-nos de todo mal, amém.

sábado, 26 de outubro de 2013

Praça Coronel Flamínio Ferreira de Camargo (Praça do Museu)

Ala Leste da Praça, Fachada do antigo prédio da Biblioteca Municipal.




















Poucos Lugares me encantam mais nessa cidade que a praça do museu. Um lugar que já foi palco para muitos escritos meus, palco de grandes lembranças e grandes momentos. Lugar aonde sempre ia e sempre vou quando quero um pouco de paz, quando preciso me encontrar em meio a tantos sentimentos adversos.
Limeira, que era a menina dos meus olhos, hoje é uma estranha desconhecida. Nunca escondi meu descontentamento com os atuais rumos políticos desta cidade. Sou crítico convicto dos descasos da administração pública e testemunha do abandono desta praça, que nos tempos áureos abrigava a minha tão querida biblioteca municipal e que hoje está praticamente abandonada. Mas mesmo assim não deixo de vir até aqui sempre que posso. É aqui que encontro a paz num fim de tarde qualquer, onde fico a escrever por horas no meu caderninho, sentado, fico quase invisível em meu canto, observando as pessoas seguirem apressadas suas vidas sem se dar conta que no coração desta cidade, pulsa uma alma querendo se encontrar.
Algumas coisas são simplesmente impossíveis de serem explicadas por palavras, mesmo a quem tem intimidade com elas. E este amor incondicional por este pequeno canto no mundo é uma dessas coisas que para mim não se explica, apenas se sente.

E este texto, não trará nenhuma poesia, nenhuma crônica ou texto cheio de palavras bonitas. Na verdade, este texto é apenas um agradecimento, deste pequeno aprendiz, para este canto no mundo, que de tão particularmente especial, se tornou uma parte indispensável de mim, um dos poucos lugares que restaram nesta cidade, que me faz bem. 

domingo, 29 de setembro de 2013

Como salvar uma vida?


















Não há na vida, qualquer aviso dos tropeços futuros
Nem sinais presentes no decorrer de um longo dia
Que venha nos avisar que em alguma dessas esquinas
Esteja o nosso amor acalantado em novas poesias.
Não há sobreaviso dos nossos erros ainda não cometidos
Nem paixões sobrescritas em receitas médicas quem venham a nos curar
de todos os males, de todos os tropeços, de todos os devaneios
mas há sim, um acaso escondido que nos dita todo o ritmo
E que vira rima em canções antes não ouvidas sobre como é lindo amar.
E que nos enche de vida todo o momento que ainda está por vir.
E que nos fazem olharmos uns aos outros com um algo a mais que nos faça rir.
Rir da vida é um remédio e tanto nos momentos de pranto
Quando todas as portas parecem fechadas
Quando todos os gestos parecem fachada
para ocultar o que se sente.
A vida é uma coisa surpreendente.
E se reinventa a cada momento
Ser feliz é algo que vem de dentro da gente.
Não tem data marcada, não avisa com antecedência e nem pede licença.
Quando ela chega, é porque aquele é o momento pra vida toda que dura pouco.
Mas que esse pouco é muito pra quem tem fé.
E que a nossa fé seja a força que nos mova
Que as histórias de amor real nos comova
Como as histórias dos filmes e livros
E que venha junto com a felicidade, nos ensinar
Que há uma vida de surpresas lá fora pra quem ainda puder amar.
E todos nós ainda podemos, se para isso, ainda manter forte a capacidade de acreditar
Acreditar em dias melhores, em acasos, em nós mesmos, no mundo
Acreditar que bem lá no fundo
Há algo escrito nessa vida, que nos pertence.
Quem acredita, no final sempre vence.
Se a vitória ainda não foi acrescida em mim,
então é porque ainda não chegou ao fim.


O texto acima é um singelo presente do aprendiz à suas queridas amigas: Denise e Amanda, que talvez até sem perceber, me ensinaram muito sobre a vida e me deram uma lição de como salvar uma vida. Meu muito obrigado :)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Amigo Canário



















No alto do morro, do páteo da casa velha
Canário de canto forte, amarelado da cor da terra
Da manha na fazenda, as lembranças
Do canto da vida que levo desde criança

Café coado em coador de pano
Longe da cidade e seus ruídos insanos
a vida no mato se renova a cada dia.
E o canário bem disposto, entoa a cantoria.

Fazendo companhia ao poeta aprendiz
Viver nesse cantinho de mundo me faz feliz
E felicidade é um canto que se canta com gosto
E o canário lá fora, acompanha a melodia com gosto.

E de canto em canto, vamos seguindo
às vezes abatido, mas sempre sorrindo
Porque não há alegria maior que viver apaixonado
Sempre na boa companhia, de meu amigo amarelado...



Esta poesia é um presente pra querida amiga Denise Oliveira do blog: Detalhes, pela ideia da poesia.!

domingo, 24 de março de 2013

Ana e o Mar - O Teatro Mágico




Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar

Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol

Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

Ana e o mar... mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir

Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor... Ana e o mar

terça-feira, 1 de maio de 2012

18 anos sem o maior Brasileiro de todos os tempos. Saudades de Ayrton Senna



Eu era garoto, tinha pouco mais de 4 anos. E já me emocionava a cada corrida quando ouvia o grito de campeão do Galvão, e logo em seguida: “Ayrton Senna do Brasil” E naquela manhã, como não poderia ser diferente, eu estava assistindo aquela corrida. Sentadinho, no tapete da sala, brincando com um carrinho e me imaginando um dia estar lá, correndo com ele.

E depois disso, eu só me lembro daquela tristeza.

Do carro dos bombeiros no cortejo , centenas de milhares de pessoas seguindo o corpo de Ayrton por são Paulo,  e meu pai, tentando conter as lágrimas sentando no sofá, dizendo para mim, que tudo aquilo não era verdade.

Foi um momento da minha infância que me marcou demais, por ser tão triste, tantos silêncios, tantos choros.

Ele foi, ele é, ele sempre vai ser o maior brasileiro de todos os tempos.
E vai sempre nos lembrar, de que o orgulho é sempre maior que qualquer tristeza.

E dele, eu sempre vou ter a lembrança maior das vezes que ouvi o tema da vitória.  Sempre vou ter a lembrança daquela corrida, que ganhou com apenas uma das marchas, dando todo seu esforço para estar no pódio. Dele, eu sempre vou me lembrar, de que o bem, é nossa maior riqueza.

Hoje fazem dezoito anos que ele partiu. E quando fecho meus olhos, ainda choro, por lembrar daquele momento mágico, ouvindo a voz de Galvão Bueno gritando:

“Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”







Esteja bem meu herói.




"Agora, que todas as palavras foram ditas, que todas as cenas de uma vida foram velozmente revistas; A alma é uma pista vazia, a espera que os motores do dia, arranquem, e nos traga alguma alegria"
(Galvão Bueno)








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