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Ala Leste da Praça, Fachada do antigo prédio da Biblioteca Municipal. |
Poucos Lugares me encantam mais nessa cidade que a praça do
museu. Um lugar que já foi palco para muitos escritos meus, palco de grandes
lembranças e grandes momentos. Lugar aonde sempre ia e sempre vou quando quero
um pouco de paz, quando preciso me encontrar em meio a tantos sentimentos
adversos.
Limeira, que era a menina dos meus olhos, hoje é uma
estranha desconhecida. Nunca escondi meu descontentamento com os atuais rumos
políticos desta cidade. Sou crítico convicto dos descasos da administração
pública e testemunha do abandono desta praça, que nos tempos áureos abrigava a
minha tão querida biblioteca municipal e que hoje está praticamente abandonada.
Mas mesmo assim não deixo de vir até aqui sempre que posso. É aqui que encontro
a paz num fim de tarde qualquer, onde fico a escrever por horas no meu
caderninho, sentado, fico quase invisível em meu canto, observando as pessoas
seguirem apressadas suas vidas sem se dar conta que no coração desta cidade,
pulsa uma alma querendo se encontrar.
Algumas coisas são simplesmente impossíveis de serem
explicadas por palavras, mesmo a quem tem intimidade com elas. E este amor
incondicional por este pequeno canto no mundo é uma dessas coisas que para mim
não se explica, apenas se sente.
E este texto, não trará nenhuma poesia, nenhuma crônica ou
texto cheio de palavras bonitas. Na verdade, este texto é apenas um
agradecimento, deste pequeno aprendiz, para este canto no mundo, que de tão
particularmente especial, se tornou uma parte indispensável de mim, um dos
poucos lugares que restaram nesta cidade, que me faz bem.
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