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sábado, 27 de abril de 2019

Eles não!

Eles não querem que você pense
Analise reprise, repense
Nem de longe querem o bem comum
Aliás, os "tiros do bem" matou mais um.
Eles preferem "causar" na atitude
Mas não querem que você mude!
Estude, estenda, compreenda e entenda
Que eles não querem o melhor pro povo
E como cantava Chorão
"Enganaram você e ainda vão fazer de novo"





Filosofia pra que?
Só se for a do extremismo
Do ódio, do racismo
Do pragmatismo de achar
Que eles são os donos da razão
E se for preciso, mil vezes diremos
Eles não!


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Hipócritas















Hipocrisia
A Apologia
Do demagogismo do ser
Faz o peito arder
de quem ainda num mundo ferrado
Faz versos um tanto descompassados
Para se sentir aliviado
Mas é um fardo
Ser poeta num tempo de banalidades
Onde a obscenidade virou casualidade
E o lado errado
Já foi implantado
E vive acomodado
Num ser que se tornou retardado.
Não se questiona nem se indaga mais
Violência, corrupção, preconceito. Tanto faz.
[Não é comigo, eles que se resolvam
Vivo minha vida, eles que se fodam]
Por essas mentes podres que não pensam direito
Que o mundo perdeu o respeito
E já nem sei se há mais jeito
Seja causa ou efeito
 A gente finge que tá tudo bem
Vai a igreja aos domingos e diz amém
Num gesto vazio que só comprova a teoria
O mundo de hoje
Enfim matou a poesia. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Poetas de rua






















Na rua
Nua.
Poesia pichada em muros
Reverbera vários sussurros
De periferias esquecidas
Entre tiros e feridas
Faz da vida sofrida
Um eco urbano
De um ser humano
Que quer voz e verso
Quer ser o inverso
Do que é imposto
E eu aposto
Que nos subúrbios violentos
Também há poetas sempre atentos
A espalhar a poesia
No caos do dia a dia
E fazer dos muros, suas pontes
Transmitindo poesias aos montes
As pessoas sem liberdade
Que nunca vivem a intensidade
E talvez nem saibam amar
Como amam os poetas de rua
Que fazem questão de gritar
As poesias que de certa forma, são só suas...



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Rotineiro




















A calmaria da cidade pequena
Fazia as almas serenas
Dançarem ao embalo da lua
Que tinha para si, o brilho toda sua
E de mansinho a noite foi clareando
E um novo dia chegando
E tudo começa outra vez
Os velhos na praça jogando xadrez
A padaria lotada para o café
A igreja com seus devotos cheios de fé
Homens indo trabalhar como sempre
Um dia nada diferente
Mas nessa rotina toda havia algo inusitado
E se o sol não tivesse acordado?
E se a vida tivesse parado?
E se, numa noite tudo tivesse mudado?
Não percebemos que um novo dia deve-se sempre celebrar
Não mais 24 horas pra sorrir, viver e amar
Cada dia é uma dádiva que não percebemos
Ou fingimos que não vemos
Hoje mesmo você viveu o seu dia
e ainda teve a ousadia
de reclamar do cotidiano rotineiro
Meu caro, a vida é de momentos inteiros
Então hoje, antes de dormir, agradeça ao dia de hoje de verdade!
Que o amanhã lhe recompensará com muita felicidade...

sábado, 7 de outubro de 2017

Olhos fechados


















Às vezes é difícil falar
Mas mesmo assim temos que mostrar.

Pensamentos dança em nossas mentes
E todo mundo parece que mentem
E  não sente pena dos seus atos

Perdemos o interesse dos fatos

No alto do prédio, via ela, a cidade iluminada
Mas lá dentro do seu coração, não sentia nada
Só um imenso vazio sem sentido
Pelos tantos sonhos que haviam morrido.
Uma breve brisa de vento tocou-lhe o rosto
E ela ainda sentiu pela última vez  o gosto
De estar viva...

... E então fechou os olhos e saltou...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quadro

Delimita-se o ser
A ser o que é programado
Ensinam-lhe o amor
E o que deve ser amado
Refazem o pensamento
E o lançam ao vento
Pra ser o que não é.
Estipulam-se padrões
Insinuam paixões
E segue a vida às avessas
O mundo passa sem pressa
E finge que não vê
Que o ser humano é manipulado
É dissimulado
E emoldurado
Por fim pendurado
Como um velho quadro
Pintado em preto e branco. 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Poesia Urbana

O sub verso
Da poesia urbana
Atravessa as entranhas
E transbordam pelos muros
Esvaiam-se pelos mundos
E inundam os poros
Até o interior da alma
Onde a palavra cala
E consente
O subconsciente
Dos sub versos
Ainda inexistentes...