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sábado, 7 de janeiro de 2023

Sobre pesos e olhares





















Um peso efêmero 
Pregresso ao entendimento 
Alheio ao pensamento 
Regressa ao peito 

Num desalento da alma 
Grita sem a calma 
Sábia de outrora 
E o choro, demora. 

Sob sinais singulares 
De tantos outros olhares 
O seu, enfim pesou.

E o peito, cansado 
De tantos outros afagos 
Finalmente silenciou.



quinta-feira, 31 de março de 2022

Areias do tempo
















Nas indecisões do pensamento
Por um breve momento
Pensei em desistir
Ou que nunca mais pudesse sorrir

No passar das areias do tempo
Vi lentamente o pensamento
Esvaindo-se em fumaça
De um dia nublado e sem graça

Mas o peito mantinha a esperança
E ansiava uma velha lembrança
De um passado que nunca passou

As nuvens limparam e um céu azul se abriu
Meu peito então, sorriu
Sabendo que a felicidade enfim voltou.
 

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Paixão derradeira














Arrebenta-me
Ou vá-te embora
Que já é a minha hora
De escolher só aquilo que me tire o ar
Me revire do avesso e me quebre,
Pra depois me juntar.
Não me venha de meios termos
De meios ermos
E leva-te a calmaria
Que eu perdi essa mania
De amar de mansinho
Eu quero beijos, bocas, corpo e suor
E só depois o carinho
Onde antes havia dor
Se não for pra me desmontar
Me moldar e me cravar de beijos, mordidas e anseios
Que vá-te com teus meios
Em busca de amores rasos.
Eu quero o avassalo
O torpor, a alma inteira
E se não for aquela paixão derradeira
Deixa-me aqui sozinho
Que eu encontro meu caminho
Em busca de quem queira
O fogo que queima nas minhas veias
Querendo amar
Sem pensar.
Só amar.


domingo, 18 de novembro de 2018

Pra Hoje













Pra hoje eu desejo
Que todo anseio
Que carrego no peito
Seja desfeito.
Como o acaso
Que guardo no sorriso
Mas que não são só risos,
Mas também choro, grito e poesia.
Que clareie um novo dia!
E que todo pensamento seja positivo
E cada momento mais vivo
E cheio do melhor de mim
Para que eu possa enfim
Me livrar do peso passado
Esquecer os erros findados
E os recomeços mal recomeçados.
Que venha uma segunda, uma terça
Uma quarta e quinta
E que eu sinta
Uma alegria pintada de sexta-feira
Pra relaxar e ficar de bobeira
Com a alma cor de fim de semana
E que essa paz que o meu peito clama
Renasça como toda segunda
Sendo cada vez mais profunda
A minha felicidade
Que pra hoje eu desejei...



domingo, 19 de agosto de 2018

Os ventos mudam.
















Que seja leve
E breve
O recomeçar.
Sem medo de tentar
De novo
O novo.
Deixe pois o que ficou
Passou.
E não é mais
Nem menos.
Só foi embora
E outrora
Os ventos mudaram
As velas se ajustaram
E partiu-se para o mar
Num novo recomeçar
Remando.
Amando
Bem leve... 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

(C)Oração














Do peito cansado
Ferido, machucado.
Fez- se ausente
Para não mostrar a dor que sente.

Coração que pede calma
Que pede paz na alma
Coração calejado
De tantos erros passados

Fez silêncio em prece
E seu bater padece
Precisando de atenção...

Coração indulgente
Que sempre se mostrou valente,
Hoje silencia em oração.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Mulher (Um conto sobre Sherlock Holmes)


Encontrei-me com ela.
Meu caro amigo Watson sempre me ouviu referir-me sobre ela como “A” Mulher, mas cá entre nós, Irene sempre fora muito mais. Eu, o mais altivo e astuto homem que já caminhou sobre estas terras, cuja destreza do raciocínio sempre fora impecavelmente perfeita, encontrei em Irene Adler meu calcanhar de Aquiles.
               Watson poupara os seus leitores dos fatos mais importantes sobre ela a meu pedido. Não incluíra em seus contos-registros, as muitas vezes pelas quais a senhorita Adler cruzou meu caminho e venceu-me. Talvez porque John sempre quisera ver-me como um homem sagaz, um herói, coisa que eu mesmo o adverti sobre nunca ser e menos ainda almejar ser. Lestrade que o diga. Não fosse pelas inúmeras vezes as quais cedi os créditos de minhas vitórias a ele, apesar de ser um brilhante inspetor da Scotland Yard, não teria a boa fama que ostenta hoje.
               Mas este breve relato não se trata de outra coisa, senão dela. A Mulher. Irene Adler. Poucas vezes na vida eu vi alguém conseguir unir inteligência e sabedoria como ela. Nem tampouco vi caminhar sobre a terra, pessoa mais esperta, arisca e arredia. Ela era, em todos os sentidos possíveis, impossível de ser domada. Não sou capaz de fazer uma descrição fisionômica de sua pessoa, porque, esta habilidade pertence ao meu biógrafo Watson que sabe conduzir uma narrativa melhor do que ninguém, e embora eu ainda possua o retrato dela, guardado no meio daquela minha surrada agenda velha no fundo do baú onde guardo as anotações dos casos de Moriarty, eu não toco em sua fotografia muito menos ouso olhá-la. Permanece lá, inquieta e solene. Para lembrar-me da primeira vez que a vi, naquele escândalo evitado envolvendo o herdeiro do trono da Boêmia tão bem descrito nos contos de meu velho amigo.
               Mas a grande verdade, que acho eu nem mesmo Watson sabe é que eu guardei o seu retrato e o mantenho comigo até hoje. Porque é da minha persona exaltar-me com minhas vitórias pessoais, mas também faz parte de mim, Sherlock Holmes, lembrar sempre de que nunca serei nada comparado a Irene. E aceito este fardo de bom grado. Watson disse certa vez, se me lembro com exatidão de suas palavras (Peço a gentileza de que me concedam o direito à dúvida, pois Watson sempre fora muito preciso em seus julgamentos sobre minha personalidade, mas em dadas ocasiões, escondi dele o que sentia com exatidão para poupá-lo de preocupações desnecessárias)que eu, Sherlock, sempre tivera uma inteligência fria, porém admiravelmente equilibrada o que me tornava imune a emoções,  incluindo o amor.
               Mas ela. A Mulher. Irene Adler.  Teve de mim o mais próximo desse sentimento que eu pudesse ser capaz de sentir.
               É certo quando dizem por aí que nenhum homem jamais venceu o grande Sherlock Holmes. Porque as únicas vezes que fui vencido, não fora um homem. E sim uma Mulher.
               A Mulher.
               Irene Adler.


Sherlock Holmes, 221B Baker Street, Londres 18 de maio de 2018.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Fase dos tropeços
















Ao doce encargo da vida,
Entrego-me sem medida.
Ao novo.
De novo.
Só que novo.
Em amplitude aumentada,
Vida que segue uma vez purificada,
Não se apaga
Nem some.
Resta meu nome
A zelar em demasia.
Faz versos, prosa e poesia.
E que renascer,
Seja parte do verbo viver.
Do auto-entendimento,
Desapego meu sofrimento
Para seguir com o vento
Onde Deus me levar.
E um dia eu ei de estar
Lá na frente e olhar
Dizendo a mim:
"Passou em fim
A fase dos tropeços. "

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Renovando-se














Houve um silêncio
Que outrora fora puro anseio
E o que antes era quieto
Tornou-se um incerto devaneio

E de escritos pendentes
Foi-se fazendo indulgente
Até ser de novo o inesperado
Sem apego amargo ao passado

Fez então cotidiano
E foi continuando
Reinventando-se

No emaranhado de sentimentos
Pousou seus próprios pensamentos
Renovando-se...

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A lenda das canetas



Reza a lenda que
Uma caneta, tem nela
O poder de contar histórias
Criar mundos e fazer versos
E que, em mãos que saibam de seu valor
Viram uma espécie de varinha mágica
Capazes até de mudar o mundo
Uma simples caneta
Pode ser um objeto místico
Capaz de tantas coisas
Que ainda que o homem mais sábio,
Possuísse todas as canetas do mundo, 
Ainda sobraria muitas coisas boas
A serem escritas
E transmitidas 
À um mundo tão
Cheio de caos
E vazio de sonhos simples...

terça-feira, 7 de novembro de 2017

E de novo, a bailarina

















Pisava em passos leves
A bailarina inquieta
E com movimentos breves
Ao dançar sentia-se completa.

Refugiando-se em sua dança
Fazia reverberar uma risada discreta
Recuperando aos poucos sua confiança
Porém ainda nem tão feliz e completa.

Bailarina persistente
Se faz valente
E permanece dançando.

Apesar dos sofrimentos
Não desiste fácil de seus pensamentos
E ainda continua sempre se amando...


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pra sempre
















Vivenciamos coisas boas
E a vida que ecoa
Emana bons momentos
Transborda sentimentos
E transpassa a alma
Nos tira a calma
No bom sentido
Por tudo aquilo já vivido
E o que há de vir
Com tudo aquilo que vamos sentir
Na intensidade do ser
E na alegria de viver
Estamos ainda longe de alcançar
O verdadeiro sentido de amar
Porque amor sempre é mais
É sempre capaz
De nos fazer seguir em frente
E às vezes a gente sente
Que dentre todos os amores
Um deles é pra sempre...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Inquietudes Mudas
















A inquietude das falácias
E todas as expressões das palavras
Leves voam longe
E como pontes
Ligam pessoas, coisas e lugares
fazem da alma seus novos lares
E deixam o grito surdo
Que ecoa num peito ainda mudo
As mudanças que hão de vir
E as esperanças que podem ressurgir
Sem um aviso tangente
Tem tanta coisa que a gente sente
Mas quase sempre
Se cala
Mas o pensamento fala
E fala bem alto
Que o que se sente de fato
É que as inquietudes doem
E os sonhos se desconstroem
Pelo medo reprimido
Num peito abatido
Que precisa a qualquer custo gritar
Que mesmo em silêncio
Ele nunca vai deixar de amar...

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Tempo
















O tempo
Leve como o vento
Leva as dores
Nos traz novos amores
O tempo
Que já não temos
É passado
Foi deixado
Pra sempre guardado
Dentro de nós
Mas nunca estamos sós
Enquanto houver lembrança
O tempo leva tudo
Menos a esperança
De dias melhores
E que o tempo traga
Aquilo que nos agrada
E que nos mude
Que acabe com as inquietudes
E nos faça parar de chorar
Que o tempo nos ensine a amar
De novo, de novo e mais uma vez
E que talvez
O tempo nos traga de volta
Aquele amor que pensamos ter morrido
Mas que permanece vivo
Dentro de nós.

Mudanças II





















Caminhos tortos, andei.
Lágrimas derramei
Mas nunca parei de sonhar
E nunca deixei de amar

Alguns erros cometi
E por eles sofri
Mas não deixei me abater
Nunca perdi a vontade de viver

Aprendi novos caminhos
E descobri que nunca estamos sozinhos
E que sempre temos com quem contar
Mesmo quando seja difícil acreditar

Fiz versos simples, mas verdadeiros
Aprendi a me amar por inteiro
E não parar de lutar nunca
Porque no fim, a vida sempre muda

E o que antes era só escuridão
Se transforma em paz no coração
E a gente entende que a vida é uma continuidade
E é se levantando dos tombos, que se vive de verdade

domingo, 6 de agosto de 2017

Nunca é tarde para amar
















Havia em si o peso do mundo
E o olhar profundo
De algumas noites mal dormidas
E outras tantas bem vividas
E questionava-se por suas inquietudes
Uma parte de si, exigia mais amplitude
Queria alçar voos mais altos
Partiu pra vida em um novo salto
Saltou e foi.
Pra longe de si mesmo e se perdeu
A chama alta do seu ser, enfim ardeu.
E resplandeceu.
Uma alvorada de novos erros
Que ele perseguiu com muito aferro
Até finalmente encontrar
Depois de tanto chorar
Tinha ele alguém pra amar
E no amargo gosto que sentia
Ele se via
Como alguém que se desviou
E voltou
Por um novo amor
Mas principalmente por si mesmo
Porque cansou de viver à esmo
E encontrou no sorriso de alguém sua morada
E tirou da alma empoeirada
Aquele sentimento de mudança
Que ele acreditava ser apenas uma lembrança
De que ele tinha muito a sonhar
E que nunca
É tarde pra amar...

sábado, 5 de agosto de 2017

Mensageiro























Quando o pensamento se esvai
E a gente cai
Tudo parece enfim acabado
Nosso rumo sentenciado
E o coração quebrado
Mas nem tudo está perdido
E o ego ferido
Aprende a se reerguer
E volta de novo a viver
E tentar acertar
Ou pelo menos voltar a acreditar
Que tudo nessa vida é passageiro
E que todo erro é mensageiro
Pra nos ensinar
E nos fazer pensar
Nos erros cometidos
E em tudo que já foi vivido
E que ainda tem tudo pra dar certo
Se nos entregarmos por completo
Aos desafios que ainda estão por vir
E suportar as lágrimas que ainda vão cair
Antes que a gente possa enfim,
voltar a sorrir...

Distância














Entre dois pontos distantes
Há dois corações unidos
Onde nada pode apagar
Os bons momentos vividos

E a distância por maior que seja
Jamais tem a força de apagar
Dois corações que se amam
E nasceram pra se amar

A distância queima, magoa e machuca
Mas também nos ajuda
A ser mais fortes a cada dia
E transformar cada gota de saudade em poesia

A distância faz ao amor
Algumas pequenas maldades
Mas ela nunca tem o poder
De apagar um amor de verdade 

Sobre nós























De todas as pessoas nesse mundo
Foi você quem teve meu amor mais profundo
E nas inconsistência do meu ser
Fiz morada no teu peito e fui viver
Algumas vezes na minha vida, me deparei com certos amores
E todos eles de alguma forma, terminavam em dores
Mas com você eu só vejo flores
Fazendo do meu peito um imenso jardim
E é tanto amor, que já não cabe em mim.
Vaza pelos poros, Desce pelas mãos e viram poesia
Foi você quem trouxe luz de novo pro meu dia
E me fez entender quem eu sou de verdade
E encontrar no teu abraço a minha felicidade.
E mesmo que a distância insista em nos atrapalhar
Mesmo que o tempo do mundo tente nos derrubar
Eu juro que eu nunca vou deixar de te amar
E apesar de não saber o que vai ser de nós no futuro
Você será sempre meu porto seguro
Aquela que me aturou nos dias complicados
E sempre me fez sentir-me muito amado
Aquela que segurou minha mão, quando todo mundo me largou
De todas as pessoas do mundo, foi você quem mais me amou
E eu vou fazer tudo diferente, no que depender de mim
Pra te provar, com gestos e atitudes, que não chegou ao fim
E que nós, já não estamos mais tão sós.
O que antes era eu e você, agora seremos NÓS...




Dedicada à Caroline

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sobre ela






















Ela sentia um peso na alma
E o coração ainda gritava
Que o amava
Com toda força de sempre
E o coração nunca mente
O que a gente sente.
Ela tentou fugir
Tentou resistir
Tentou não existir
E no fim se deu por vencida
Ele era o amor de sua vida
Mesmo com todos os erros sofridos
Mesmo com o coração partido
Ela não conseguia o esquecer
Ela sentia a necessidade de viver
Naqueles momentos dos dois
E deixar todo resto pra depois
Passar horas com ele conversando
E lembrar dos dois caminhando
Numa tarde quente de julho, iluminada pelo sol
Mesmo com todos os erros, ele era seu farol
Que a fazia acreditar
Que os bons tempos voltariam a chegar
E que toda dor ia passar
E que os dois ainda poderiam se amar
E de tanto ela sonhar
Um belo dia ele voltou
E ficou.
E tudo voltou a ser claridade.
Eles puderam enfim
Viver um amor de verdade...