domingo, 30 de dezembro de 2012

Poesia para a Esperança [Feliz 2013]















Balanço de mar, balanço manso de vida que passa
Da janela de casa, dos  altos morros em outras terras
Entre olhares de um verde, cor de chão depois de chuva
Chuvaradas de fim de ano no alto dessas serras

Vão se indo o que antes já vinha vindo em direção
Em emoção valsada na esperança de outros dias
Criando círculos de amizades destoantes sem dissidência
Vão se indo as tristezas e renovando novas alegrias.

Novos dias, novos meses, onde cada um é de novo
O novo que pode ser tudo o que quiser
Desde chuva mansa que passa sem graça
Até sorrisos plenos, tão serenos quanto puder

E a vida enfim, recomeça, com ressonância nos tons
Reverberando em outros caminhos os novos sons
E as palavras recém nascidas em outra poesia  se fez
Recomeçando novo ano, vivendo um dia de cada vez

Grita forte a alegria, grita mais alto ainda a esperança dentro da gente
Só é feliz, quem não só ama, mas também sente
E sentindo-se renovações revela o que há no interior
Trazendo pra dentro da gente um novo ano, de muita paz, alegria e amor...












E que deixemos para trás todas as incertezas, todas as angústias e tudo aquilo que não nos fez bem. E que 2013 seja um novo ano, não apenas novo, mas renovado dentro da gente!

Um Feliz 2013 a cada um de vocês, e que Este novo ano que se inicia,
Nos traga ainda mais felicidades, emoções e novas poesias ;)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Poema da Curva - Oscar Niemeyer



Não é o ângulo reto que me atrai,
Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo o homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual.
A curva que encontro no curso sinuoso dos nossos rios, 
nas nuvens do céu, 
no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo,
O universo curvo de Einstein. 



(Oscar Niemeyer)
O Homem que aprendeu a transformar poesia em formas.



A VIDA É UM SOPRO!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Últimas horas de Novembro


















Novembro já se pôs no horizonte, indo além dos mares
Trazendo um novo dezembro de vida e novos ares.
Uma última noite para sentir os beijos doces e músicas calmas.
Reflorescendo novas cores em novas almas.
Vai passando, como poesia recitada, cantada dentro da gente
Em ritmo de paixões brandas, com um pouco de fogo ardente
Ah, sim, Novembro me deixa saudades de outros tempos
Me faz lembrar de olhares perdidos no vento
Vento que leva e trás outros dias.
Ventos que sempre nos levam a novas poesias
Novembro, mês de lembrar de quem já partiu
E nunca se esquecer daqueles com quem sorriu.
Trinta dias que vão chegando ao fim
E que as últimas horas de novembro, façam nascer um novo Dezembro dentro de mim

domingo, 11 de novembro de 2012

Uma ajuda ao amor sincero de um amigo


Hoje vou usar meu blog para ajudar um amigo meu.  Este amigo, se apaixonou  por  uma garota, e hoje eles brigaram por um motivo de desconfiança entre eles.  E depois de uma longa conversa, e vários momentos de choro  entre nossa amizade, pude perceber  ele realmente a amava. Meu amigo, é um cara forte, o dobro do meu tamanho, e uma pessoa de caráter sem igual. Uma espécie de anjo da guarda  musculoso. E hoje, na minha frente, pela primeira vez ele chorou por causa de uma mulher.
Alguém assim como ele, não se apaixona todos os dias, quando alguém entra em seu coração, é porque é amor de verdade. E por causa disso, venho aqui,  humildemente pedir para que meus seguidores e fãs deste blog me ajudem a reconciliar este amor entre estes dois. Prometi a ele que passaria a noite inteira escrevendo se fosse preciso, até que esta mensagem chegasse até a Patrícia. E que ela entendesse que este amor, não é algo passageiro.  É algo pra vida toda.
Vou terminar esta postagem como de costume, com uma poesia. Em homenagem,claro, a este amor  que como poeta, não posso deixar acabar, sem ter feito algo entre eles.


Dos dias tristes, criei forças em teus olhos
Fiz-me presente, em tua lembrança
Fazendo de mim, parte de ti.
Como criança que vive um pedaço de infância.

Fui feliz com teus sorrisos.
Admirando teu jeito terno de mulher.
Caminhando pelas ruas estreitas
Como quem caminha entre meu viver


Chorei e sorri por ti.
E ainda chorarei mil vezes mais.
Tu és minha estrela guia
Com quem aprendi a não desistir jamais

E hoje, e peço em lágrimas
Uma nova chance e um perdão
Para te fazer feliz de novo
E entrar de vez no teu coração

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Afinidade ao amor próprio


















Introdutório é o amor que nos mantém
Sobrescrito em anteparo do próprio tempo
Entre desdém de gritos tão calados
Força a alma a se jogar contra fortes ventos

E segue manso enfim, o que é subentendido
Submetido a razão do próprio ser
E é assim, tão fácil de ser notado
Em cada canto do nosso próprio viver

Contradigo-me em contextos desiguais
Para criar finais felizes sem pretexto.
E no figurativo da palavra, faço invisível
Todo amor que às vezes eu esqueço

E seguramente, vivo amando ser assim
Cuidando um tanto mais de mim
Nos momentos frágeis que passei.

Faço firme o pensamento em dia de sol
Para que nas noites, ele me guie como um farol
Nos caminhos desconhecidos que ainda não andei. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Areias sobre palcos alheios


















Cortinas escuras, em palcos cheios de vazio
Teatro de peças, representando algumas dores
Repintadas em personagens de vermelho
Refletindo como espelhos a alma de atores

Espetáculo de falas casuais ao público
Que ouve atento, os ventos falarem sobre nós
Deixando ser parte da arte propriamente dita
Ergue-se a cortina, e já não estamos mais a sós

E vivemos outra vez, um conto recontado
Um retalho solto de versos desenhado
Em areias sobre palcos alheios

Somos outra vez, protagonistas
Representando um roteiro de palavras não ditas
Sussurrando desejos, memórias e devaneios

Poesia sobre poetas mau amados















Desatento aos desencontros, o poeta cria
Em perfeita harmonia com sua dança de palavras
Enxuga lágrimas de um sonho ainda recente
Crescendo dentro da gente paixões desencontradas

Poesias de além mar, de céus invisíveis
Canções displicentes  de histórias marcantes
Faz-se a vontade própria de ser
Ecoada num grito de liberdade berrante

Poeta esse, de sofrimentos e descontentamento
De choros, melodias frágeis e palavras irrisórias
Mas de sorrisos alheios, em simples devaneios
Do que já faz parte dum pedaço de memória

Diz-se que poetas vivem de ilusões, amores irreais
E das noites em claro, dos choros ecoados, tiram poesia
Na verdade, ser poeta, é estar com a porta sempre aberta
Para um novo amor que chegue sem aviso a qualquer dia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A bailarina que dançava sobre a vida



















Dançava pois, sobre gotas de chuva recém caída
A bailarina dos sorrisos e sonhos quase inventados
O recomeço forçado dos passos ainda perdidos
Coabitando sentimentos, buscando outros sentidos

Numa dança de desejos, sorrisos e gestos
Tornava a poesia da palavra em verbo incandescente
Em harmonia consigo mesma, dançava.
Com a mesma calma, de que não apenas ama, mas sente

E sentindo-se livre, dançou sem pressa
Como poesia lenta na memória do poeta
Criou melodias, passos e amores na poesia
Despertando em si, sua própria ousadia

E ao partir, deixou linhas em branco
Na melodia, da poesia do canto seu
Foi-se embora a bailarina
Viver a vida que sempre lhe pertenceu

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Avante ao contratempo



















Deveria saber eu, sobre os céus pintados de vermelho
Em dias de poesia quieta, incontida num poeta e seu devaneio
Deveria saber eu, as horas passadas, ou folhas caídas
Em outonos de chuva pálida, ou em noites esquecidas

Mas era só silêncio, e felicidade de momento
Euforia durante o dia, e a noite sofrimento
E de contratempo em contratempo foi desfeito
O laço de memórias presas em suaves desafetos

Os pés balançando sobre o mar, no alto da vida
A canção falava sobre coisas há muito esquecida
E o vento agora era tão vago quanto os céus vermelhos
Minha alma era, não só por momento um breve espelho

E esnobes reflexos eram quem eu não queria ser
Desatento ao pensamento,  foi se indo meu viver
Sem que eu pudesse esquecer de coisas abstratas
Memórias, pessoas, e vidas ingratas

E no final da noite, abriu-se as portas das palavras
E foram ditas as línguas caladas
Que a poesia precisava de novo acontecer
E assim, se fizeram os versos antes do amanhecer

E as dores guardei-as em caixas no sótão
Onde não fizessem mal ao coração
E num sorriso único de quem é feliz
Saí pra vida que há muito tempo eu  sempre quis 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Desamores

















Já se foi aquele tempo em que eu chorava por você.
Já se foi aquele tempo em que eu vivia por nós dois
Um mundo de ilusões precipitadas
Sem saber ao certo o que era o antes, o agora e o depois

Você foi o calor da primavera
Numa manhã estranha de inverno
Um daqueles delírios insanos que a gente tem
Quando se acha que está amado um amor sincero


Você foi palavras sem sentido
Ditas ao acaso numa tarde sem nome
Um tipo raro de prece
Que às vezes vem, acontece e depois some

Você foi música, sentido e razão
Foi  por um tempo dona do meu coração
Mas partiu e as areias do tempo passaram

Tornou-se lembrança não esquecida
De tempos bem vividos em outra vida
Com traços desse amor que ainda restaram...



Obs: Dedico estes novos versos ainda destoantes a pequena Lívia, uma fã muito especial deste blog, a quem tenho um carinho enorme, por suas palavras de incentivo à este poeta que vez ou outra se perde no caminho cotidiano da vida. E para homenagear a fã número 1 do escritos desvairados, nada melhor do que dar-lhe um poema de presente! E que viva a poesia em nós! 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Reflexão aos espelhos da alma

















Pressuponho que evita-se o ser 
Que é em pedra viva
Coração vetante aos berros
Ecoante é a voz esquecida.

Aproxima-se pois a poesia
Do verbo enfadonho
Do medo tristonho indevido
Que segue vivo a cada dia

Poesia recuidada
Entoada
Repintada aos versos
Caminhante aos tropeços

E de avessos em avessos,
Vão formado cenas
Paralelas as palavras entendidas
A vida vira novo poema

E segue encantando
Entoando cantos  de alegria
Em sorrisos meros
Seguem meus ‘eus’ em poesia...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A bailarina e seu vestido vermelho
























Ela olhava com os olhos tristes
E escondia as lágrimas ao dançar
Olhava o céu em noite escura
Caminhando nas águas do mar

Bailarina com vestido vermelho
Poesia viva embalada em verso
Caminhando em danças ausentes
Evitando sentimentos controversos

Pensava conhecer a vida
Entre os ritmos de sua dança
Sonhava em ser princesa
Nos dias de sua infância

E tinha um beijo só seu
Tão quente quanto tango argentino
Quando dançava com seu vestido vermelho
Fazia todo homem virar menino

E ainda assim, chorou algumas noites
Porque nem toda dança terminava com sorrisos
Nas desilusões manchou batons
Mas nunca deixou seus sonhos perdidos

E ao descer do palco, foi ter com a vida
E decidiu recomeçar uma nova dança
Enxugou as lágrimas do rosto
E partiu em busca da esperança...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Feche a porta ao Sair [A última poesia à um amor passado]


Você foi a pessoa que me ensinou a olhar o céu, me fez ver estrelas lá em cima, e imaginá-las tão perto que poderia tocá-las com o coração, ao mesmo tempo que compunha poemas sobre seus olhos. Você foi a paixão mais forte do amor mais insano que já vivi, e pessoalmente, posso lhe garantir que nunca sentirei algo assim outra vez.  Mas aí então você partiu, e da primeira vez, pude suportar sua ausência e esperar longos anos até que te reconquistasse novamente.  Durante esses anos de espera, eu chorei pelos meus erros que te levaram embora, eu fui forte para mantê-la viva em minha lembrança, e segui em frente. Até que você resolveu voltar, e eu, todo apaixonado, abri de novo as portas dos meus sentimentos, escancarando todo o otimismo do mundo, num sorriso sincero. Eu estava feliz de novo, e isso me fazia sentir vivo. Vivo como a muito não sentia. O poeta, tinha sua inspiração de volta, e as coisas estavam certas.
E aí então, veio a nova tempestade.
Você mais uma vez partiu. Quebrou minha confiança. Quebrou todo o encanto.
E as noites voltaram a ser sem brilho, e os dias eram vagos.  O poeta tornou-se silêncio pela segunda vez.  Mas dessa vez, sem o peso dos erros do passado. Eu deixei que você partisse, tendo a certeza de que havia feito todo o possível para que nosso amor fosse verdadeiro, mas mesmo assim, você quis ir. Quis conhecer o mundo e continuar a vida.
Já faz um ano que você partiu, e hoje eu volto a falar de nós aqui neste blog.  Porque essa será a última poesia que escrevo a você. A última vez que vou falar de nós.
Depois deste longo ano que passei longe de ti, aprendi, mesmo que forçado a deixar de te amar, e acredite, todo amor pode sim morrer, se não for correspondido. E meu amor por você se foi. Eu achei a minha inspiração para continuar minhas poesias sem a inspiração que seu sorriso me trazia, e assim, passei a caminhar sozinho longe de ti.
Sei que daí onde está, do outro lado da vida, vai sentir saudades outra vez, como já sentiu antes. Mas dessa vez, o poeta cresceu, continuou caminhando, e esta é a última poesia que eu faço pra você, quando terminar de lê-la, por favor, guarde as lembranças, siga seu caminho e feche a porta ao sair...

 Feche a Porta ao sair
















Eu não via mais seus sorrisos entreabertos
E nem as noites de lua nos faziam bem
Entregamos o sentimento reverso
E o ‘nós’ já não era ninguém

E assim, seguiu o caminho
Cada um sozinho
Repensando o que não fomos
Sem saber ao certo quem somos

Vivemos amores intensos
Propensos pelos enganos
Houve uma época de sorrisos
Nos momentos que amamos

Mas assim quis  ser a minha margarida
Viver o mundo, viver a vida
E a mim, só me restou deixar partir
Sem mais angustias, vá em paz, mas feche a porta ao sair...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Poesia de começo novo

















Há tempos que vejo-me em reflexos alheios
Como se contemplasse  meu outro eu
De gestos e faces opostas
Sobrepostas aos dias que não são meus

E nessa alavanca de sobe-e-desce
Cresce o  desejo ecoante de não ser
Tudo que ao mesmo tempo
Não me ajuda e nem faz crescer

Numa alcova descuidada de acasos
Tranquei  verdades incessantes
Vivendo de esperanças flagelas
E alguns medos constantes

E assim foi seguindo novos tempos
De amores que nem conheço
Em rostos novos e belos
De alguns novos começos...

sábado, 18 de agosto de 2012

Convalescença























Tendo visto o mundo
Entre os olhos meus
Descobri amores
Em outros mundos teus

Entretanto, foi-se o pensamento
Em alusão aos dias frios
Meu coração aquiesceu-se
Sem o peso dos sentimentos vazios.

E de breves palavras
À canções dadas
Foi emoldurando-se

Num aceno ao que ficou,
Seguiu em frente com o que restou.
[E a poesia modificando-se]





***

domingo, 29 de julho de 2012

Indivisível





















Entende-se a alma que sente
Amor descabido em sentimento
E de choros a breves sorrisos
Vive paixão displicente

Entende-se as ilusões
Com corações perdidos
Em inevitáveis caminhos
De sonhos  meramente esquecidos

Entende-se o viver ao acaso
Numa leva de lembranças e passado
Num mar mal ecoado

De Palavras não ditas
E esperanças bem vindas
Nas canções ainda não escritas...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Você



















Aprendi a guardar-te,
Dentro de mim
Como uma lembrança boa
Que não tem fim

Aprendi a amar-te em silêncio
Longe dos teus braços
Apegado aos detalhes
Como o calor dos teus abraços

Aprendi a seguir em frente
Sem me esquecer do meu amor
E caminhando adiante
Vou pensando em você por onde eu for







***

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vórtice
















Aprendi a olhar o tempo, como quem já não espera
E na independência dos passos provisórios
Vi saídas em estradas de vida desocupadas
Pelos amores mal amados de sentimentos introdutórios

Em brigas internas constantes, descobri-me
Talvez, nem tão forte quanto pensava
Eu era um poeta de fragmentos de amor
Que há muito tempo não amava

E foi por acaso que descobri seu sorriso
Numa pintura, numa foto, numa outra vida
E reinventei-me novamente
Sem as máscaras incertas das mentiras

E fui me apaixonando pelos acasos
Deixando de ser silêncio por dentro
Vivendo de novo  a pura esperança
De ser feliz sem sentir medo




***

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Entendimento Introdutório























Pressuponho que o entendimento
É uma questão de ponto de vista
Do que era antes uma suposição
E hoje um pensamento realista.

De indulgencias à suposições
O pensamento é uma objetividade
De palavras soltas e descabidas
Voando em um mar de liberdade

E acreditando nas possibilidades
De formas de pensar contraditórias
Encontrei virtudes despercebidas
Incomunicáveis com minhas vitórias

E por estar compreendendo a mim mesmo
Estive em sintonia com uma parte que não conhecia
De devaneios insólitos
E ideias diferentes  um pouco adormecida

Mas estava num caminho certo
Chegando mais longe do que eu poderia imaginar
Agora, já era um poeta pensante
Só me faltava agora, aprender a amar






***

terça-feira, 12 de junho de 2012

Amor Solitário






















Eu tenho estado sozinho por um longo tempo
E cada vez menos, me lembro de nós dois
Como um amor contínuo e duradouro
Com as histórias de antes e depois.

Tenho olhando os céus procurando por estrelas
Mesmo nas duras noites de tempestades
Eu procuro não me sentir tão sozinho
Num amor incontido em duas metades

E cada vez que a porta se abre
Eu espero ver você voltando para mim
Com o velho sorriso no rosto
Eu tento me enganar, pensando ser  fácil assim

Amando-te num amor solitário
Vivendo de personagens imaginários
E recriando uma história que já não existe

A porta se fechou, o avião partiu
E aqui dentro de mim faz frio
Amando um frágil amor triste

domingo, 10 de junho de 2012

Daqueles dias

















Musicas lentas, me falam muito sobre nós.
Sobre coisas que dançaram numa valsa
Sobre dias enroscados à melodias calmas
Em corações entrelaçados sobre uma única voz.

Num tempo onde nostalgia não existia.
Músicas eram dançadas e vividas
Sinto saudades daqueles dias.
De uma vida menos vazia

Durante todos os dias de todas as estações
Sinto falta da sua pele, do calor
Daqueles dias, dos abraços, do querer.

Sinto falta da poesia, das paixões
E de toda a história linda cantada em amor
Eu sinto falta de você

terça-feira, 5 de junho de 2012

Entre a chuva, as palavras e folhas de papel em branco
















Do alto, do som, da poesia
Em luzes de pura vida
E tilintar brando de gotas de chuva
Do futuro ao presente, e o passado que não muda
Em noites sem estrelas
As palavras sorrateiras
Se esquivando do poeta e fugindo
E a vida, ora indo, ora vindo
Era o canto de uma sinfonia
E a solidão persistia
Espalhada pelos cantos
Relembrando a luz dos seus encantos
Dos olhos castanhos
E meus amores estranhos
E apenas um pequeno amor que era só meu
Amando aquele jeito que era somente seu
Entrelaçando, abraçando apertando
O vazio do coração que continuava te amando
Em recordações frágeis, de cartas escritas
Ou em fotos, nas gavetas esquecidas
Do alto, do som, da poesia
Ainda havia luzes da pura vida
Livre dos agouros e silêncios
O poeta era mais uma vez, feito de momentos
E olhava a chuva,  relembrando
Talvez até chorando
Ou quem sabe sorrindo
Querendo apenas estar fugindo
De todas as confusões de  um coração ferido
Numa noite de chuva e sentimentos  perdidos

terça-feira, 29 de maio de 2012

condizente















Pensei em poesias, flores, cores e novos tons.
Tentei tirar do violão velho, novos sons
E abrir meu mais novo sorriso à vida
Sem as precauções dos próprios paradigmas

E vi entre as palavras não ditas
Os argumentos  de outras vidas
Passageiras, momentâneas e insólitas
Perdidas na compreensão de velhas memórias

Colhi galhos caídos de outros outonos
Relembrando de amores que já não somos
À espera de um novo inverno  sozinho
Tendo encontrado na felicidade um novo caminho

E talvez, não me faça falta
O que não me pesa na alma
Nem a consequência do verbo
Que ficou preso ao silêncio eterno

Com meus silêncios
Deixei de viver de momentos
E passei a ser mais sentimentos

Recriando-me, encontro o eu
Que em outra vida lhe pertenceu
Mas que por hora, é só meu










***

terça-feira, 22 de maio de 2012

A história da sala secreta e o dia que conheci as poesias de Fernando Pessoa


Há muito tempo atrás, na época em que eu cursava o ensino médio, em uma escola pública da minha cidade, ouvia-se pelos corredores a antiga história de fantasmas mal assombrados de 4 alunos do ano de 89 que haviam morrido em um incêndio numa das salas do porão. Durante muito tempo, esta história fez-se viva entre os alunos, fazendo com que nenhum deles, jamais ousasse adentrar na sala do porão embaixo das escadarias. 
Era uma noite de agosto, e eu e meus colegas estávamos fazendo apresentações do grêmio estudantil para a turma do terceiro ano que estudavam a noite.  Durante o intervalo, brincadeira vai, brincadeira vem,  e logo , o tema de discussão do grupo era sobre a existência de fantasmas na escola. Eu, com meu fascínio pelo mistério,  sempre me colocava a disposição para desvendá-los.  E lá pelas tantas horas, um de meus amigos, chamou a garota que eu gostava e me armaram um desafio.  Disseram-me que se eu conseguisse a chave da porta da sala embaixo da escada e entrasse lá e por lá ficasse durante um período, a garota, em retribuição me daria um beijo.
Não havia como negar tal desafio.
Levei dois dias para conseguir roubar as chaves do zelador, e testar uma por uma, até que encontrasse a chave certa. Disse aos meus amigos, que poderiam me esperar na próxima noite, que eu entraria.
Na noite seguinte, eu e meus amigos, voltamos a escola a noite, para terminar a apresentação e concluir meu desafio sinistro. Um período inteiro dentro da sala assombrada. 50 minutos que poderiam ser os mais assustadores da minha vida. Mas na época, eu era um adolescente, e adolescentes fazem de tudo por um beijo da menina mais linda da escola.
Era Por volta das oito da noite, as escadarias estavam desertas e não havia nenhuma alma no saguão. Tirei a chave do bolso, e não havia como negar. Eu estava com medo. Mas não votaria atrás. Desci as escadas até o porão, coloquei a chave no trinco e girei a maçaneta devagar.  A porta soltou um rangido alto que ecoou por todo o saguão, como se não fosse aberta à mil anos.  E então, depois de observar o escuro em seu interior, adentrei. Fechei a porta atrás de mim, ainda tremendo. Minhas mãos tatearam as paredas cegamente atrás de um interruptor, e minha mente, já começava a produzir ilusões motivadas pelo medo. Até que finalmente, encontrei o interruptor. Ao acender a luz, tive um espanto assombroso.
A sala estava repleta de livros velhos. Quase todos relacionados à poesia.  E em meio a todos aqueles livros, peguei um que estava sobre o chão. Um livro de poesias de Fernando Pessoa.  Um conjunto de poemas do poeta português, que até aquele momento, eu nunca tinha ouvido falar. Comecei a ler, e não pude mais parar. O jeito como ele descrevia o amor, a forma alinhada de suas palavras me encantaram.
Ao sair da sala, meus amigos não acreditaram na minha coragem, e eu ganhei o meu prêmio, o beijo da garota mais linda da escola. Mas meu maior troféu, naquela noite e em todo o resto da minha vida, foi minha descoberta naquela sala.
Algum tempo depois, perguntei ao professor de português sobre o incêndio, e ele disse que isso nunca aconteceu. Contei a ele sobre a sala do porão e os livros esquecidos, e ele me disse que lá, funcionou u clube de leitura muito antigo, que já não existia mais. Os livros ficaram esquecidos até minha descoberta naquela noite. E aquela sala, foi meu refúgio por 4 anos.

Lá eu me escondia do mundo todo, para ficar em paz com os meus fantasmas, e os livros sem dono.

Acredito que até hoje a sala ainda esteja lá, com os livros todos espalhados pelos quatro cantos. Mas ainda assim, continuará sendo meu refúgio secreto. Porque o tempo passou, eu saí da escola, mas nunca devolvi a chave de volta ao zelador... 














***

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Retribuindo a gentileza


No ano passado, soube através da Cátia Bosso do blog : Cátia Bosso Poesias  que eu tinha uma fã, que adorava ler minhas poesias. E essa fã era ninguém menos que sua filha, a querida Lívia, que na época, tinha 10 anos. E acredite, vocês, donos de blogs famosos, podem até achar isso insignificante, mas para mim, foi um motivo de orgulho muito grande.  Tocar o coração de gente grande, é algo compreensível. Mas tocar o coração de alguém tão jovem, é algo fantástico. Algo que me deu muita força pra manter viva toda a poesia humilde e cambaleante em mim.
E ainda mais porque Lívia é filha da talentosíssima poetisa  Cátia Bosso, que sempre me encantou com a graciosidade e leveza das palavras desde que comecei aqui no blog.

E algumas semanas atrás, A Lívia me mostrou seu Tumbrl, e lá havia um texto em homenagem ao Escritos desvairados.  E então decidi homenageá-la aqui também, indicando seu Tumbrl pra todo o pessoal que me visita:



Tumbrl da Lívia




Lívia, admiro sua inteligência e leveza com as palavras. Com certeza, tens o dom da mamãe coruja, para escrever com o coração, fazendo das letras, belas melodias de sentimento!

Parabéns a tí!












***


terça-feira, 15 de maio de 2012

Croniqueiro




















Noite de chuva mansa me remete a histórias corriqueiras
E poesias de palavras abrangentes e passageiras.
Linhas longas de vida distante
Espaço curto de tempo constante.

Noites frias, com cheiro de café quente
Amores passados, de aroma presente
Encontro de almas às escondidas
Sonho e histórias perdidas.

Noite de céu escuro e nublado
Triste é o inferno sem alguém do lado
Mas assim é a vida de quem inventa amores
De quem faz palavras com seus próprios dessabores.

As escritas, floreiam as folhas brancas e solitárias,
Deixando suas pequenas intenções bem claras
-Que este poeta, só quer apenas ser amado-
Nem que seja mais um simples amor inventado








***

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ruínas dançantes de uma bailarina inventada






















Ela dançava a valsa no topo do edifício
E em ruinas, ruíam as mentiras sobre nós.
De danças casuais, à amores desiguais
Desatamos nossos laços, dançando a sós.

E em cada nova melodia, a bailarina sorria.
Do alto, de cima de onde já não se ouvia.
Havia em nós histórias descabidas em silêncios.
Alheios, aos olhares,  presa em mistérios.

E de controversos versos, foi se indo
A paixão, a dança, e a bailarina caindo
Até que num abrir de asas virou borboleta, e voou.
Para a liberdade, para a vida enfim brilhou.

E dos amores, pouco estranhos, nada restou
Guardados no alto edifício
Fez da vida seu pequeno ofício
Na mente cansada de descasos

[Ora, deveria ser acaso.
Ora,deveria ser destino
Tanto faz.
Estava livre, feliz e em paz...]





***

terça-feira, 1 de maio de 2012

18 anos sem o maior Brasileiro de todos os tempos. Saudades de Ayrton Senna



Eu era garoto, tinha pouco mais de 4 anos. E já me emocionava a cada corrida quando ouvia o grito de campeão do Galvão, e logo em seguida: “Ayrton Senna do Brasil” E naquela manhã, como não poderia ser diferente, eu estava assistindo aquela corrida. Sentadinho, no tapete da sala, brincando com um carrinho e me imaginando um dia estar lá, correndo com ele.

E depois disso, eu só me lembro daquela tristeza.

Do carro dos bombeiros no cortejo , centenas de milhares de pessoas seguindo o corpo de Ayrton por são Paulo,  e meu pai, tentando conter as lágrimas sentando no sofá, dizendo para mim, que tudo aquilo não era verdade.

Foi um momento da minha infância que me marcou demais, por ser tão triste, tantos silêncios, tantos choros.

Ele foi, ele é, ele sempre vai ser o maior brasileiro de todos os tempos.
E vai sempre nos lembrar, de que o orgulho é sempre maior que qualquer tristeza.

E dele, eu sempre vou ter a lembrança maior das vezes que ouvi o tema da vitória.  Sempre vou ter a lembrança daquela corrida, que ganhou com apenas uma das marchas, dando todo seu esforço para estar no pódio. Dele, eu sempre vou me lembrar, de que o bem, é nossa maior riqueza.

Hoje fazem dezoito anos que ele partiu. E quando fecho meus olhos, ainda choro, por lembrar daquele momento mágico, ouvindo a voz de Galvão Bueno gritando:

“Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”







Esteja bem meu herói.




"Agora, que todas as palavras foram ditas, que todas as cenas de uma vida foram velozmente revistas; A alma é uma pista vazia, a espera que os motores do dia, arranquem, e nos traga alguma alegria"
(Galvão Bueno)








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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Destinatário




















Fechou-se a porta das antigas inquietudes
E num mar de mesmice mergulhou os pedaços de si
Relutante contra o próprio pensar retórico
Viveu amores , de outras épocas,  lembrando de ti.

E esqueceu-se dos passos seguidos sem direções
Como quem perde a própria razão, se viu sozinho
De escolhas desfeitas entremeados da própria sorte
Viu sorrisos seus em algum lugar de seu caminho

E dos poemas de falanges soltas no coração
Aquietou-se em silêncios desproporcionais
Guardando em si, todo amor que um dia foi teu.

Um poeta de inverdades sem razão
Que gritou aos quatro ventos até não poder mais
Que este amor, já não poderia ser só meu.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amores assim chamados - Devaneios


















Instintivamente recuei sentimentos
Por não ter certeza alguma sobre o amor
E iniciei em silêncio, diálogos quietos
Entre o ego, e seja lá quem for.

Acreditei na capacidade de amar
Das pessoas incrédulas pelo caminho
Que por algum motivo insólito
Não acreditavam ser possível amar sozinho

E ainda tenho em mim a convicção
Que existem amores inquietos
Em silêncios alheios

E mesmo o mais incerto coração
Carrega no fundo do peito
Amores assim chamados - Devaneios-






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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pare o vicio antes que o vicio te pare!













Este texto (Originalmente a letra de um RAP) foi criado pela minha amiga Amanda do Blog Um Blog Nada Mais e por mim, numa conversa pelo Facebook. Fizemos essa letra em Parceria, com o objetivo de demonstrar a banalidade com que as drogas vem sendo tratadas. Sem mais demoras, vamos então ao Rap, digo, ao Texto:




Virou normal,
É ... Banalizou!
O mundo...
Pirou!
Em cada esquina,
Em cada canto,
Eu vejo gente cada vez mais se acabando
Elas não escolhem ninguém,
São as pessoas que as escolhem
e elas dominam sem olhar a quem...
Inconsequentes ou desinformadas,
Todas acabam do mesmo jeito : viciadas
Na vida a gente tem que escolher...
Se quer ir ou ficar
Qual vai ser?

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

E o desespero da alma- humana -
Que vai queimando em fumaça branca
- mundana-
Queima. Queima instinto, neurônio, lembrança
Transforma em monstro, até a pobre criança
E de beco em beco, eu me pergunto, até quando isso vai continuar?
Até quando você vai deixar a droga te dominar?

Pare o vício antes que o vício te pare 2X

Pra tudo na vida existe saída,
Percorra seu caminho e seja forte...
Só não tem jeito pra morte!
Vai destruindo,
Vai corrompendo...
E cada vez mais pessoas por isso morrendo.
Pense na história que ainda pode ser vivida.
Pense no choro do filho.
Da mãe, da família.
Deixe de lado seu egoísmo, e salve sua vida
Antes que seja lembrado apenas como mais um suicida
Destrói lares,
Vidas e corações...
E nessa brincadeira já são milhões

Pare o vício antes que o vício de pare 2x

Vai te sugando...
Te enlouquecendo...
E tudo o que  é importante,
Você vai esquecendo..
E aquela sua liberdade
Você já nem acredita que era de verdade.
Acredite na força da vida que existe em você
Não deixe que as drogas te impeçam de vencer

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

Independentemente da sua raça, do seu sexo e da sua cor...
Você se torna dependente,
Dessa perigosa e alucinante dor...
E lá no fundo você sabe que é errado...
Mas não se importa, afinal,
Isso é irado
Você se torna tão dependente que nem sente...
E isso é deprimente
E vai gostando dessa alucinação...
Criando uma certa obsessão
Já não percebe que isso tudo é ilusão

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

Seus 15 minutos de glória e euforia
Levam sua vida , qualquer dia
E quando o efeito dessa droga cessa
A mente enfim se estressa
Criando o inferno em você
Te fazendo querer morrer,
Então você,
Indignado e estressado
Mais uma vez se livra disso drogado

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

O mundo por si só já é muito triste
Veja quanta coisa errada nele existe
É hora de levantar, deixar o vício na sarjeta e dar a volta por cima
Levar os erros como aprendizado e não olhar pro passado que foi sua amarga sina
Cada um constrói a sua felicidade
Seja o escritor da sua liberdade
Você quer, você pode e você consegue...
O efeito passa e a vida segue.
Erga a cabeça e vamos nessa
Já passou da hora de você sair dessa.

Pare o vício antes que o vício te pare... 4x


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Temperanças despropositais






















Resetei formas antigas de pensar
Pelo fato de elas me faltarem o respeito
Com a própria expressão literal
Que obviamente, nunca foi minha por direito.

Busquei a espiritualidade das palavras
Dedicando amor incondicional
Libertando todo sentimento
Amando cada momento por igual

Vivi paradigmas intensos
Acreditando ser impenetrável
Mas eis que no íntimo da alma
Todo ser é vulnerável.

E dos meus sórdidos erros
Fiz aprendizado consciente
E aos poucos, fui me levantando
Para viver o que ainda há pela frente





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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Monólogo das Letras Inquietas

















Recrio histórias passageiras
De quem as inventa sem devaneios
E de anseios em anseios
Faço meu os espelhos poéticos que refletem Minh ‘alma
Se o pensar me alivia a alma,
Então o existir é prazer que não se acaba?
Mas ainda assim, sou um poeta de silêncios
De inquietudes flácidas
Um coração que respira letras
E pulso, que pulsa palavras ainda não escritas.
Durante noites em claro, criei monólogos
Para que minha loucura se esquivasse
Dos paradigmas e prepotências ainda vivas em mim
E fizessem um acordo com as letras sem nexo,
De algumas folhas em branco.
Num comum acordo de sentimentos
Despi o orgulho, e entreguei-me.
Mesmo sem ter certeza alguma.
Aliás, certeza eu tinha uma
A certeza de que mesmo que tudo não fosse um sonho estranho,
Amanhã minha escrita levantaria mais branda
Menos eufórica e um tanto mais vistosa.
Apesar de que agora, tanto faz.
A caneta aprendeu a escrever para si mesma
Ignorando alguns amores passados
De um poeta um tanto vazio,
Que ensinou as letras, como elas devem nascer sozinhas
Dentro da alma que habitam...


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