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sábado, 10 de agosto de 2019

Sobre Passos e Tempo

















Faço das urgências do tempo
Uma pausa por um momento
Para uma caminhada a passos leves
Por toda minha história
E nas retilíneas lembranças
Perco-me
Entre recordações desbotadas,
Histórias passadas,
E algumas outras inventadas
Vejo o acaso
Presente em meus passos
Todos eles dados
Com alguns descasos
E no fim, a conclusão:
Que carrego no coração
Muito mais do que os passos que dei,
Os amores que amei
E os caminhos que trilhei.
Parei o tempo para ver
Que dentro de mim
Há mais do que as mil vidas que vivi
E ainda algum espaço para as tantas outras que ainda hei de viver... 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Todos os cantos do meu dia














Desmazelada andorinha,
Passarinha, que canta na janela
Aurora nascente de novo dia
Pia forte, que a vida é bela.

Entardece depois do meio dia
"Dia quente dá agonia!"
Quem reclama  é a Cotovia,
cantarolando sua humilde melodia

E o Sabiá lá no jardim
anda falando para mim
Que não anda mais afim
De dividir o seu espaço
com o recém chegado Sanhaço

E por falar em quem chegou
O último pássaro que piou
Logo que eu vi a noite cair
Era ela, dona Coruja
Tão altiva tão intruja
A todos mandando dormir...

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Todo eu

Todo eu é lírico.
É prosaico.
Arcaico
Todo eu é mais
Sempre mais
Todo eu é poético,
É cinético
É patético.
Todo eu é assim
Caos sem fim.
Todo eu é tanto eu
Que já não cabe em mim...

sábado, 28 de julho de 2018

Questionamento

















Questiono-me
Se sou, de fato
Um afeto
Em corações;
Ou bruscas emoções
Que passam e se vão.
Sem ser
Sem existir.
Quem saiba sou aquilo que há de vir.
O fato,
É ato
Que já nem sei.
Tentei.
Lutei.
Corri tanto atrás
Tentenando ser mais
E talvez no fim,
Fui menos.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Mulher (Um conto sobre Sherlock Holmes)


Encontrei-me com ela.
Meu caro amigo Watson sempre me ouviu referir-me sobre ela como “A” Mulher, mas cá entre nós, Irene sempre fora muito mais. Eu, o mais altivo e astuto homem que já caminhou sobre estas terras, cuja destreza do raciocínio sempre fora impecavelmente perfeita, encontrei em Irene Adler meu calcanhar de Aquiles.
               Watson poupara os seus leitores dos fatos mais importantes sobre ela a meu pedido. Não incluíra em seus contos-registros, as muitas vezes pelas quais a senhorita Adler cruzou meu caminho e venceu-me. Talvez porque John sempre quisera ver-me como um homem sagaz, um herói, coisa que eu mesmo o adverti sobre nunca ser e menos ainda almejar ser. Lestrade que o diga. Não fosse pelas inúmeras vezes as quais cedi os créditos de minhas vitórias a ele, apesar de ser um brilhante inspetor da Scotland Yard, não teria a boa fama que ostenta hoje.
               Mas este breve relato não se trata de outra coisa, senão dela. A Mulher. Irene Adler. Poucas vezes na vida eu vi alguém conseguir unir inteligência e sabedoria como ela. Nem tampouco vi caminhar sobre a terra, pessoa mais esperta, arisca e arredia. Ela era, em todos os sentidos possíveis, impossível de ser domada. Não sou capaz de fazer uma descrição fisionômica de sua pessoa, porque, esta habilidade pertence ao meu biógrafo Watson que sabe conduzir uma narrativa melhor do que ninguém, e embora eu ainda possua o retrato dela, guardado no meio daquela minha surrada agenda velha no fundo do baú onde guardo as anotações dos casos de Moriarty, eu não toco em sua fotografia muito menos ouso olhá-la. Permanece lá, inquieta e solene. Para lembrar-me da primeira vez que a vi, naquele escândalo evitado envolvendo o herdeiro do trono da Boêmia tão bem descrito nos contos de meu velho amigo.
               Mas a grande verdade, que acho eu nem mesmo Watson sabe é que eu guardei o seu retrato e o mantenho comigo até hoje. Porque é da minha persona exaltar-me com minhas vitórias pessoais, mas também faz parte de mim, Sherlock Holmes, lembrar sempre de que nunca serei nada comparado a Irene. E aceito este fardo de bom grado. Watson disse certa vez, se me lembro com exatidão de suas palavras (Peço a gentileza de que me concedam o direito à dúvida, pois Watson sempre fora muito preciso em seus julgamentos sobre minha personalidade, mas em dadas ocasiões, escondi dele o que sentia com exatidão para poupá-lo de preocupações desnecessárias)que eu, Sherlock, sempre tivera uma inteligência fria, porém admiravelmente equilibrada o que me tornava imune a emoções,  incluindo o amor.
               Mas ela. A Mulher. Irene Adler.  Teve de mim o mais próximo desse sentimento que eu pudesse ser capaz de sentir.
               É certo quando dizem por aí que nenhum homem jamais venceu o grande Sherlock Holmes. Porque as únicas vezes que fui vencido, não fora um homem. E sim uma Mulher.
               A Mulher.
               Irene Adler.


Sherlock Holmes, 221B Baker Street, Londres 18 de maio de 2018.

terça-feira, 8 de maio de 2018

O verdadeiro amor
















Tinha ele a convicção
De que sabia o que guardava no coração
Sem saber de fato
Que amar não é apenas um ato.
É tato
É toque, é sentir.
E não apenas sorrir
Mas ser feliz de verdade.
Não se ama pela metade
Nem se apega a necessidade
De ter alguém só por ter
Amar é ser.
Completo
Certo
De que não há vazio interior
Onde habita o verdadeiro amor


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A pessoa que é o poeta.

www.fhcanata.blogspot.com.br
Pessoa mentia
Quando dizia:
"O poeta é um fingidor"
Talvez a maioria não entenda nossa dor
Mas as palavras, elas entendem
E elas não mentem.
Talvez elas até sintam
Que os versos gritam
O que a voz já não fala.
E o sorriso apenas nos cala.
Para não ferir ainda mais a alma
O poeta escreve
Porque se soubesse
Ao menos cantar
Poderia concordar
Com a tal da Cássia:

"Eu sou poeta e não aprendi a amar" 






terça-feira, 7 de novembro de 2017

E de novo, a bailarina

















Pisava em passos leves
A bailarina inquieta
E com movimentos breves
Ao dançar sentia-se completa.

Refugiando-se em sua dança
Fazia reverberar uma risada discreta
Recuperando aos poucos sua confiança
Porém ainda nem tão feliz e completa.

Bailarina persistente
Se faz valente
E permanece dançando.

Apesar dos sofrimentos
Não desiste fácil de seus pensamentos
E ainda continua sempre se amando...


sábado, 4 de novembro de 2017

Retrato mal emoldurado
























Falam-se, as inquietudes mal faladas
Num jogo de palavras
Desprovido de memória.
Antes apego, hoje história.
E fica-se no gosto da lembrança penuriosa
Como numa tarde chuvosa,
A sensação de frio.
E o vazio.
Onde antes bombeava as artérias
Hoje é só misérias
Em falsos relatos
E nem os retratos
Ficaram intactos.
Todos posto pra fora
Como se quem chora
Fosse o motivo do choro alheio.
E o poeta então, fica só em seu devaneio
Já que das fotos, não sobraram nem molduras
Ele faz poesias duras
Falando às vezes de amarguras
Que carrega no próprio peito.
Aprendeu que suas palavras tem efeito
E que sua poesia sem jeito
É a única a confiar nele, depois de tanto ter errado.
E antes ser um poeta fracassado
Do que nunca ter tentado
E ser só mais um retrato mal emoldurado. 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Paradoxos Próprios



















Dos complexos paradoxais
Das crises existenciais
Fundamentalismo barato
Sentimento abstrato

Retrata-se o desequilibrado
Deixando arestas dos erros passados
E o contraste do contexto
Já não é mais válido como pretexto

Vê-se às margens da inquietude
Tem lá seus medos de que tudo mude
Mas é fato consumado sua intensidade
E nada nem ninguém mudara sua identidade

Olha-se no íntimo do ser-ou-não-ser
E chega ao ponto de sentir o coração doer
Por ser tantos "eus" num só corpo
Coabitando na mente de um louco

Mas chega a conclusão de que é assim
"Queres eu que todos gostem de mim?"
NÃO. Em alto e bom som pra todo mundo ouvir
Ele é no fundo, só mais um dentre tantos...
...tentando existir.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Rotineiro




















A calmaria da cidade pequena
Fazia as almas serenas
Dançarem ao embalo da lua
Que tinha para si, o brilho toda sua
E de mansinho a noite foi clareando
E um novo dia chegando
E tudo começa outra vez
Os velhos na praça jogando xadrez
A padaria lotada para o café
A igreja com seus devotos cheios de fé
Homens indo trabalhar como sempre
Um dia nada diferente
Mas nessa rotina toda havia algo inusitado
E se o sol não tivesse acordado?
E se a vida tivesse parado?
E se, numa noite tudo tivesse mudado?
Não percebemos que um novo dia deve-se sempre celebrar
Não mais 24 horas pra sorrir, viver e amar
Cada dia é uma dádiva que não percebemos
Ou fingimos que não vemos
Hoje mesmo você viveu o seu dia
e ainda teve a ousadia
de reclamar do cotidiano rotineiro
Meu caro, a vida é de momentos inteiros
Então hoje, antes de dormir, agradeça ao dia de hoje de verdade!
Que o amanhã lhe recompensará com muita felicidade...

sábado, 7 de outubro de 2017

Encontrando-se















Faço do vento leve
Uma pequena prece
Que me traga a felicidade
E um pouco mais de coragem

Ouço o vento passar
E no seu sopro, meu pedido levar
E um dia ele será atendido
E eu serei alegre por ter vivido

E é na calmaria da brisa mansa
Que me faço criança
E fico as nuvens a olhar
Esperando um dia me encontrar

E deitado aqui nesse chão de terra
Vejo que tudo se encerra
E ponho fim nessa agonia.
No fim, esse tempo todo eu era feliz e não sabia...

domingo, 6 de agosto de 2017

Nunca é tarde para amar
















Havia em si o peso do mundo
E o olhar profundo
De algumas noites mal dormidas
E outras tantas bem vividas
E questionava-se por suas inquietudes
Uma parte de si, exigia mais amplitude
Queria alçar voos mais altos
Partiu pra vida em um novo salto
Saltou e foi.
Pra longe de si mesmo e se perdeu
A chama alta do seu ser, enfim ardeu.
E resplandeceu.
Uma alvorada de novos erros
Que ele perseguiu com muito aferro
Até finalmente encontrar
Depois de tanto chorar
Tinha ele alguém pra amar
E no amargo gosto que sentia
Ele se via
Como alguém que se desviou
E voltou
Por um novo amor
Mas principalmente por si mesmo
Porque cansou de viver à esmo
E encontrou no sorriso de alguém sua morada
E tirou da alma empoeirada
Aquele sentimento de mudança
Que ele acreditava ser apenas uma lembrança
De que ele tinha muito a sonhar
E que nunca
É tarde pra amar...

sábado, 5 de agosto de 2017

Sobre nós























De todas as pessoas nesse mundo
Foi você quem teve meu amor mais profundo
E nas inconsistência do meu ser
Fiz morada no teu peito e fui viver
Algumas vezes na minha vida, me deparei com certos amores
E todos eles de alguma forma, terminavam em dores
Mas com você eu só vejo flores
Fazendo do meu peito um imenso jardim
E é tanto amor, que já não cabe em mim.
Vaza pelos poros, Desce pelas mãos e viram poesia
Foi você quem trouxe luz de novo pro meu dia
E me fez entender quem eu sou de verdade
E encontrar no teu abraço a minha felicidade.
E mesmo que a distância insista em nos atrapalhar
Mesmo que o tempo do mundo tente nos derrubar
Eu juro que eu nunca vou deixar de te amar
E apesar de não saber o que vai ser de nós no futuro
Você será sempre meu porto seguro
Aquela que me aturou nos dias complicados
E sempre me fez sentir-me muito amado
Aquela que segurou minha mão, quando todo mundo me largou
De todas as pessoas do mundo, foi você quem mais me amou
E eu vou fazer tudo diferente, no que depender de mim
Pra te provar, com gestos e atitudes, que não chegou ao fim
E que nós, já não estamos mais tão sós.
O que antes era eu e você, agora seremos NÓS...




Dedicada à Caroline

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Sobre ela






















Ela sentia um peso na alma
E o coração ainda gritava
Que o amava
Com toda força de sempre
E o coração nunca mente
O que a gente sente.
Ela tentou fugir
Tentou resistir
Tentou não existir
E no fim se deu por vencida
Ele era o amor de sua vida
Mesmo com todos os erros sofridos
Mesmo com o coração partido
Ela não conseguia o esquecer
Ela sentia a necessidade de viver
Naqueles momentos dos dois
E deixar todo resto pra depois
Passar horas com ele conversando
E lembrar dos dois caminhando
Numa tarde quente de julho, iluminada pelo sol
Mesmo com todos os erros, ele era seu farol
Que a fazia acreditar
Que os bons tempos voltariam a chegar
E que toda dor ia passar
E que os dois ainda poderiam se amar
E de tanto ela sonhar
Um belo dia ele voltou
E ficou.
E tudo voltou a ser claridade.
Eles puderam enfim
Viver um amor de verdade... 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Partida

















Disse tudo que havia pra ser dito
E com o coração partido
Foi-se embora
Viver a vida lá fora

Numa despedida ainda aos prantos
Deixou espalhada por todos os cantos
Lembranças de momentos bons
E o céu ficou escuro cheio de novos tons

O dia se tornou mais cinza e escuro
A luz já não entrava pelas frestas do muro
E a casa se inundou em melancolia
Era ali, a despedida da alegria.

E a vida seguiu seu curso
O mundo rumou em seu fluxo
E ele partiu e foi embora

Era um dia frio de julho
E o coração no peito fazia barulho
E havia um pouco de chuva lá fora. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O fantasma da tempestade.



















Não há muito mais do que sombras agora.
Lembranças de outrora que emergiram
Fugiram do meu controle e foram embora
Pra qualquer lugar onde não existam.

E no meio da ventania eu gritei seu nome
Tão alto que nem o trovão da tempestade
Tirou de mim essa imensa vontade
De fazer uma loucura e dançar no meio da chuva.

Eu visitei os anjos no céu
Mas os demônios na terra me puxaram.
E eu vi meus próprios medos
E todos eles me afogaram.

Apenas me deixe ir
Ou me deixe ficar aqui, bem à vontade.
Porque as histórias que contam, são todas verdade
Eu sou o fantasma no meio da tempestade.


E quando a tempestade passou,
Tudo que restou,
Foram as sombras que sobraram de mim.

Quando a noite do funeral chegar, não me dê flores
Nem me lembre de todos aqueles amores
Que eu deixei morrer antes de chegarem ao fim.

sábado, 9 de julho de 2016

A volta da bailarina


















Bailarina que dança sem pressa.
Tinha tristeza que carregava no olhar
São tantas as tempestades que atravessa
Que aprendeu  a andar na chuva sem se molhar.

Bailarina que sonha acordada.
Tem planos e habita dentro de si.
Bailarina recém amada
Aprendeu a olhar o mundo e apenas sorrir.

Os ventos do leste lhe trazem poesia
E do alto dos montes, ela sorria.
Feliz da vida por mais um dia.

Sem o peso do mundo a bailarina podia agora dançar.
Sentia-se livre, leve pelo ar
Porque finalmente, havia aprendido a amar.

A si mesma. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Retomando...

Bloquinho com poesia minha, escrita pela Lívia
Olá meus caros amigos, o blog do aprendiz, enfim será retomado, depois de um longo período de inquietudes deste poeta que vos escreve. Andei por lugares vazios, por vidas vazias e pro mundos próprios, refiz meus conceitos errôneos, que continuaram errôneos, mas pelo menos agora refeitos. Eu vi o meu reflexo no espelho da vida, sendo testemunha assistida dos meus defeitos que sempre me colocavam invulneráveis a mim mesmo.
Mas o tempo das inconsistências foi se dissipando, cada vez mais e mais e agora a poesia voltou a fazer sua morada por aqui.
Agradeço aos que aqui permaneceram, aos que esperaram pacientes por este aprendiz, aos que confiaram na minha escrita e principalmente, aos que nunca me deixaram desistir. Esta minha volta é graças a vocês.
Um super abraço especial à minha amiga de blog Denise Oliveira, que sempre muito carinhosa, nunca deixou de visitar esta janela da minha alma ao qual chamo de Escritos Desvairados.
E um super abraço especial também a minha querida Livia Garcia, mas do que uma fã, uma irmã que ganhei através deste blog.
Passado este momento de agradecimentos, hora da nossa boa e velha poesia de sempre


Resetei formas antigas de pensar
Pelo fato de elas me faltarem o respeito
Com a própria expressão literal
Que obviamente, nunca foi minha por direito.

Busquei a espiritualidade das palavras
Dedicando amor incondicional
Libertando todo sentimento
Amando cada momento por igual

Vivi paradigmas intensos
Acreditando ser impenetrável
Mas eis que no íntimo da alma
Todo ser é vulnerável.

E dos meus sórdidos erros
Fiz aprendizado consciente
E aos poucos, fui me levantando
Para viver o que ainda há pela frente


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nunca é tarde pra pedir perdão



Hoje eu só quero agradecer. Há alguns anos, quando perdi alguns amigos queridos num acidente de carro, havia perdido também minha fé. Foi aos poucos, primeiro deixando de ir à igreja aos domingos, depois parando de fazer minhas orações antes de dormir e quando dei por mim, tinha fechado as portas do meu coração para Deus. E foram muitos os momentos em que fechei meus olhos ao meu senhor. Até que bem pouco tempo atrás, ouvi esta música do vídeo, tocando numa rádio no carro no caminho de volta pra casa depois de um dia estressante de trabalho. Encostei o carro no acostamento, e quando dei por mim, estava chorando como criança, porque de alguma forma, aquela música tinha entrado dentro de mim, entrado em um lugar em meu coração que há muito estava fechado, e esta canção rompeu este silêncio. E ali mesmo, na beira da estrada, eu rezei e pedi perdão. Não um perdão falado apenas. Um perdão na alma. Um perdão pedido de filho pra pai, numa oração que durou minutos, mas que para mim, foram os minutos mais valiosos da minha vida. Algumas pessoas, reencontram Deus num momento de dificuldade. Num momento onde a esperança já é falha. Mas eu tive a graça de reencontrá-lo num fim de tarde, de ficarmos alí, observando o pôr-do-sol. E se você, assim como eu, foi deixando que as coisas do mundo fossem capazes de lhe afastar das coisas de Deus, lembre-se que nunca é tarde para se arrepender. E ele sempre estará ali, esperando por ti, na beira de uma estrada, numa noite mal dormida, numa manhã de chuva. Não importa como ou quando, se você chamá-lo com seu coração, ele te receberá de braços abertos.
Por isso hoje, eu só tenho à agradecer.
Pai, meu pai do céu, eu quase me esqueci, que teu amor vela por mim.
Que seja feito Assim.


E não nos deixeis cair em tentação.
mas livra-nos de todo mal, amém.