segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O fantasma da tempestade.



















Não há muito mais do que sombras agora.
Lembranças de outrora que emergiram
Fugiram do meu controle e foram embora
Pra qualquer lugar onde não existam.

E no meio da ventania eu gritei seu nome
Tão alto que nem o trovão da tempestade
Tirou de mim essa imensa vontade
De fazer uma loucura e dançar no meio da chuva.

Eu visitei os anjos no céu
Mas os demônios na terra me puxaram.
E eu vi meus próprios medos
E todos eles me afogaram.

Apenas me deixe ir
Ou me deixe ficar aqui, bem à vontade.
Porque as histórias que contam, são todas verdade
Eu sou o fantasma no meio da tempestade.


E quando a tempestade passou,
Tudo que restou,
Foram as sombras que sobraram de mim.

Quando a noite do funeral chegar, não me dê flores
Nem me lembre de todos aqueles amores
Que eu deixei morrer antes de chegarem ao fim.

2 comentários:

  1. Oi Canata!!!

    uau,
    esse texto me tirou o fôlego e fez pensar que eu não quero deixar morrer meus amores antes que cheguem ao fim, não quero que meus gritos ecoem como trovão sem resposta e anunciando a tempestade que está em mim... lindo, gostei muito mesmo...

    saudades suas poeta,
    apareça!
    grande beijo

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