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sábado, 1 de julho de 2023

Devaneios de um coração





















A efemeridade da vida
Num momento descompassado
Deixa no peito magoado
Uma esperança perdida

Os dias, de um inverno gelado
Esfriam um coração cansado
Revivendo dias passados
Enquanto sofre calado

O tempo e o vento
Alheio aos pensamentos
Passam sem cessar.

O peito cansado
Procura um afago
Como quem só quer amar…

terça-feira, 30 de maio de 2023

Verdades nuas e cruas











De perto, todo o eco
Que ecoa nas mentes 
São vazios 
E quase sempre, mentem. 


De longe, todo grito
Que reverbera pelas ruas
São verdades
nuas e cruas. 


Espanto, sobre o pranto
Alguém chora em silêncio 
Em algum beco qualquer


No teatro dos raivosos
Há gritos imperiosos 
E nenhum silêncio sequer. 

sábado, 7 de janeiro de 2023

Sobre pesos e olhares





















Um peso efêmero 
Pregresso ao entendimento 
Alheio ao pensamento 
Regressa ao peito 

Num desalento da alma 
Grita sem a calma 
Sábia de outrora 
E o choro, demora. 

Sob sinais singulares 
De tantos outros olhares 
O seu, enfim pesou.

E o peito, cansado 
De tantos outros afagos 
Finalmente silenciou.



quinta-feira, 31 de março de 2022

Areias do tempo
















Nas indecisões do pensamento
Por um breve momento
Pensei em desistir
Ou que nunca mais pudesse sorrir

No passar das areias do tempo
Vi lentamente o pensamento
Esvaindo-se em fumaça
De um dia nublado e sem graça

Mas o peito mantinha a esperança
E ansiava uma velha lembrança
De um passado que nunca passou

As nuvens limparam e um céu azul se abriu
Meu peito então, sorriu
Sabendo que a felicidade enfim voltou.
 

domingo, 12 de janeiro de 2020

Desprenda-se para viver














Mergulho em memórias
E algumas outras histórias.
Revivo e relembro
Aqueles bons dias de dezembro.

E entre lembranças plenas
E felicidades pequenas
Percebo que talvez
Seja minha mente apenas insensatez

E que na verdade nada existiu, de fato.
E que alheio aos antigos atos,
Tudo que sobra é ilusão
De um maniqueísta coração.

Nada é e nada foi como nos lembramos.
Na verdade, nos enganamos
Ao esquecer do que foi mal
Vendo apenas o bem, afinal.

Porque queremos acreditar
Que antes, era mais fácil amar
Mas é preciso desprender do que passou
E tentar ser feliz com o que restou

E se possível, viver o hoje e o agora.
E ser feliz em demora
Sem se lamentar pelo que veio antes.

Porque a nossa vida passa.
E não devemos viver sem a graça
De sermos protagonistas e não meros coadjuvantes.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Paixão derradeira














Arrebenta-me
Ou vá-te embora
Que já é a minha hora
De escolher só aquilo que me tire o ar
Me revire do avesso e me quebre,
Pra depois me juntar.
Não me venha de meios termos
De meios ermos
E leva-te a calmaria
Que eu perdi essa mania
De amar de mansinho
Eu quero beijos, bocas, corpo e suor
E só depois o carinho
Onde antes havia dor
Se não for pra me desmontar
Me moldar e me cravar de beijos, mordidas e anseios
Que vá-te com teus meios
Em busca de amores rasos.
Eu quero o avassalo
O torpor, a alma inteira
E se não for aquela paixão derradeira
Deixa-me aqui sozinho
Que eu encontro meu caminho
Em busca de quem queira
O fogo que queima nas minhas veias
Querendo amar
Sem pensar.
Só amar.


sábado, 10 de agosto de 2019

Sobre Passos e Tempo

















Faço das urgências do tempo
Uma pausa por um momento
Para uma caminhada a passos leves
Por toda minha história
E nas retilíneas lembranças
Perco-me
Entre recordações desbotadas,
Histórias passadas,
E algumas outras inventadas
Vejo o acaso
Presente em meus passos
Todos eles dados
Com alguns descasos
E no fim, a conclusão:
Que carrego no coração
Muito mais do que os passos que dei,
Os amores que amei
E os caminhos que trilhei.
Parei o tempo para ver
Que dentro de mim
Há mais do que as mil vidas que vivi
E ainda algum espaço para as tantas outras que ainda hei de viver... 

sábado, 3 de agosto de 2019

Pensamentos Esparsos




















Da vida, eu levo um breve anseio
E entre os meus tantos devaneios
Imagino-me sendo um ser diferente.
E diante de todos esses pensamentos indulgentes
Eu falho em saber quem sou.
Mas sei que o que eu sou
É apenas uma parcela do que me compõe.
E dentre todas as questões
Uma delas se sobrepõe:
Entre anseios e devaneios,
Entre as coisas que farei e as que já fiz,
Será que sou feliz?
Quem há de saber?
A alma sabe.
Quanto a mim, apenas cabe
Continuar a viver. 

domingo, 28 de julho de 2019

Entendimento



No emaranhado de pensamentos
Perco meu entendimento
E fundo-me as memórias
Que em outrora
Compunham-me.
Recolho-me a sós
Onde todos nós
Vamos em busca de paz.
E assim, vejo-me capaz
De ir além
Mas não muito aquém
De quem realmente sou.
Sou verbo, sou carne, sou palavra
Também sou aquele fogo que não se apaga
E que, num auto entendimento
Fica sempre subentendido.
Porque todo meu pensamento
É apenas parte somada
De tudo aquilo
Que tenho vivido...

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Marionetes






















Eles vão se partindo
Todos os sonhos e planos
Os meus passos se tornam perdidos
E de repente
Eu que era tão cheio de certezas
Nem ao certo me reconheço.
A vida virou um palco
E uma dança de bonecos rotineiros
Seguem seu curso
Num espetáculo de absurdos.
Bonecos mudos
marionetes.
E no meio de tudo,
Eu não consigo distinguir
Não consigo fugir,
Reagir.
Me prendi a cordas invisíveis
Deixei escapar a liberdade
Pra viver uma triste vida
Que não me pertence...

segunda-feira, 25 de março de 2019

Erros.
















Nessa reinvenção

De ser de novo
Ainda sou o mesmo velho
Frágil e perdido
Com tudo aquilo
Que eu não consegui esquecer.
E de tanto tentar ser
Novo de novo
Já nasci velho
E fragmentado.
Revivendo do passado,
Estagnado.
Naquela loucura desenfreada
De estar,
Sem pertencer.
E permanecer
Alheio ao novo ciclo
Totalmente novo
E cercado de velhos erros conhecidos.

sábado, 23 de março de 2019

Solitário
















Tornei-me pragmático
Com todas as minhas desconstruções.
Súplicas, suplícios e tantas falas
Entrepassadas na garganta.
É alento para as desilusões.
E perdendo-se,
Foi sumindo.
A vida, a vontade, a força.
Virou flagelo.
Perdido
Sofrido
Cansado.
Abracei a solidão
E a convidei
De novo para a dança
Que já decorei os passos
E que ao longo da vida
Acostumei-me
A dançar só.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Fantasmas






















-Das minhas dores cuido eu-
Berrei outrora pra minh'alma
Que insiste em pesar sobre meu peito
Aquela aflição
De noites sem dormir
De tantos e tantos medos
Bobos
Ou reais, tanto faz.
- Das minhas dores cuido eu-
Eu enxotei exausto ao coração
Esse velho e burro coração
Que insiste em amar
Os mesmos moinhos de vento.
As minhas dores cuidam do eu,
Que de tão amargo nem sou.
Apenas me refaço
Em uma nova história batida
Com o mesmo semblante abatido
De quem foi, foi tanto e tão pouco
Que nem é mais.
-Das minhas dores cuido...-
Será que ainda é eu
Tentando berrar ao mundo?
Ou essa voz que ecoa
E destoa de tudo
É um eco passado
Dos mesmos fantasmas de outras épocas
Que no fim
São quem cuida de mim...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Todos os cantos do meu dia














Desmazelada andorinha,
Passarinha, que canta na janela
Aurora nascente de novo dia
Pia forte, que a vida é bela.

Entardece depois do meio dia
"Dia quente dá agonia!"
Quem reclama  é a Cotovia,
cantarolando sua humilde melodia

E o Sabiá lá no jardim
anda falando para mim
Que não anda mais afim
De dividir o seu espaço
com o recém chegado Sanhaço

E por falar em quem chegou
O último pássaro que piou
Logo que eu vi a noite cair
Era ela, dona Coruja
Tão altiva tão intruja
A todos mandando dormir...

domingo, 18 de novembro de 2018

Pra Hoje













Pra hoje eu desejo
Que todo anseio
Que carrego no peito
Seja desfeito.
Como o acaso
Que guardo no sorriso
Mas que não são só risos,
Mas também choro, grito e poesia.
Que clareie um novo dia!
E que todo pensamento seja positivo
E cada momento mais vivo
E cheio do melhor de mim
Para que eu possa enfim
Me livrar do peso passado
Esquecer os erros findados
E os recomeços mal recomeçados.
Que venha uma segunda, uma terça
Uma quarta e quinta
E que eu sinta
Uma alegria pintada de sexta-feira
Pra relaxar e ficar de bobeira
Com a alma cor de fim de semana
E que essa paz que o meu peito clama
Renasça como toda segunda
Sendo cada vez mais profunda
A minha felicidade
Que pra hoje eu desejei...



domingo, 19 de agosto de 2018

Os ventos mudam.
















Que seja leve
E breve
O recomeçar.
Sem medo de tentar
De novo
O novo.
Deixe pois o que ficou
Passou.
E não é mais
Nem menos.
Só foi embora
E outrora
Os ventos mudaram
As velas se ajustaram
E partiu-se para o mar
Num novo recomeçar
Remando.
Amando
Bem leve... 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Todo eu

Todo eu é lírico.
É prosaico.
Arcaico
Todo eu é mais
Sempre mais
Todo eu é poético,
É cinético
É patético.
Todo eu é assim
Caos sem fim.
Todo eu é tanto eu
Que já não cabe em mim...

segunda-feira, 30 de julho de 2018

(C)Oração














Do peito cansado
Ferido, machucado.
Fez- se ausente
Para não mostrar a dor que sente.

Coração que pede calma
Que pede paz na alma
Coração calejado
De tantos erros passados

Fez silêncio em prece
E seu bater padece
Precisando de atenção...

Coração indulgente
Que sempre se mostrou valente,
Hoje silencia em oração.

sábado, 28 de julho de 2018

Questionamento

















Questiono-me
Se sou, de fato
Um afeto
Em corações;
Ou bruscas emoções
Que passam e se vão.
Sem ser
Sem existir.
Quem saiba sou aquilo que há de vir.
O fato,
É ato
Que já nem sei.
Tentei.
Lutei.
Corri tanto atrás
Tentenando ser mais
E talvez no fim,
Fui menos.


terça-feira, 8 de maio de 2018

O verdadeiro amor
















Tinha ele a convicção
De que sabia o que guardava no coração
Sem saber de fato
Que amar não é apenas um ato.
É tato
É toque, é sentir.
E não apenas sorrir
Mas ser feliz de verdade.
Não se ama pela metade
Nem se apega a necessidade
De ter alguém só por ter
Amar é ser.
Completo
Certo
De que não há vazio interior
Onde habita o verdadeiro amor