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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Fase dos tropeços
















Ao doce encargo da vida,
Entrego-me sem medida.
Ao novo.
De novo.
Só que novo.
Em amplitude aumentada,
Vida que segue uma vez purificada,
Não se apaga
Nem some.
Resta meu nome
A zelar em demasia.
Faz versos, prosa e poesia.
E que renascer,
Seja parte do verbo viver.
Do auto-entendimento,
Desapego meu sofrimento
Para seguir com o vento
Onde Deus me levar.
E um dia eu ei de estar
Lá na frente e olhar
Dizendo a mim:
"Passou em fim
A fase dos tropeços. "

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A lenda das canetas



Reza a lenda que
Uma caneta, tem nela
O poder de contar histórias
Criar mundos e fazer versos
E que, em mãos que saibam de seu valor
Viram uma espécie de varinha mágica
Capazes até de mudar o mundo
Uma simples caneta
Pode ser um objeto místico
Capaz de tantas coisas
Que ainda que o homem mais sábio,
Possuísse todas as canetas do mundo, 
Ainda sobraria muitas coisas boas
A serem escritas
E transmitidas 
À um mundo tão
Cheio de caos
E vazio de sonhos simples...

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Pontes Indestrutíveis - CBJr

(Letra: Pontes Indestrutíveis - Charlie Brown Jr.)
[...] Viver, viver e ser livre,
Saber dar valor para as coisas mais simples
Só o amor constrói pontes indestrutíveis

"O que se Leva dessa Vida é o que se vive, o que se faz!"

domingo, 1 de outubro de 2017

#Liberte sua cabeça





Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
(Gabriel pensador)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nunca é tarde pra pedir perdão



Hoje eu só quero agradecer. Há alguns anos, quando perdi alguns amigos queridos num acidente de carro, havia perdido também minha fé. Foi aos poucos, primeiro deixando de ir à igreja aos domingos, depois parando de fazer minhas orações antes de dormir e quando dei por mim, tinha fechado as portas do meu coração para Deus. E foram muitos os momentos em que fechei meus olhos ao meu senhor. Até que bem pouco tempo atrás, ouvi esta música do vídeo, tocando numa rádio no carro no caminho de volta pra casa depois de um dia estressante de trabalho. Encostei o carro no acostamento, e quando dei por mim, estava chorando como criança, porque de alguma forma, aquela música tinha entrado dentro de mim, entrado em um lugar em meu coração que há muito estava fechado, e esta canção rompeu este silêncio. E ali mesmo, na beira da estrada, eu rezei e pedi perdão. Não um perdão falado apenas. Um perdão na alma. Um perdão pedido de filho pra pai, numa oração que durou minutos, mas que para mim, foram os minutos mais valiosos da minha vida. Algumas pessoas, reencontram Deus num momento de dificuldade. Num momento onde a esperança já é falha. Mas eu tive a graça de reencontrá-lo num fim de tarde, de ficarmos alí, observando o pôr-do-sol. E se você, assim como eu, foi deixando que as coisas do mundo fossem capazes de lhe afastar das coisas de Deus, lembre-se que nunca é tarde para se arrepender. E ele sempre estará ali, esperando por ti, na beira de uma estrada, numa noite mal dormida, numa manhã de chuva. Não importa como ou quando, se você chamá-lo com seu coração, ele te receberá de braços abertos.
Por isso hoje, eu só tenho à agradecer.
Pai, meu pai do céu, eu quase me esqueci, que teu amor vela por mim.
Que seja feito Assim.


E não nos deixeis cair em tentação.
mas livra-nos de todo mal, amém.

sábado, 13 de abril de 2013

Matéria do Estado de S. Paulo: Lygia Fagundes Telles, testemunha literária


A leitura de hoje, é a reprodução da matéria de Ubiratan Brasil do Jornal: O Estado de S. Paulo com uma entrevista a escritora Lygia Fagundes Telles, publicada no caderno Sabático 











(Para ler a entrevista diretamente na Página do Jornal Estadão Acesse o Link: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,lygia-fagundes-telles-testemunha-literaria,1020463,0.htm)




Lygia Fagundes Telles, testemunha literária
A escritora relembra momentos marcantes de sua trajetória, como a amizade com Clarice Lispector e Hilda Hilst, a viagem à China em 1960, o encontro com Montero Lobato e a agonizante espera pela liberação de 'As meninas' pela censura



Para João Ubaldo Ribeiro, é a grande dama da literatura brasileira. Milton Hatoum destaca a magnitude e a perenidade dos contos de Antes do Baile Verde e Seminário dos Ratos, livros publicados nos anos 1970. Já Ignácio de Loyola Brandão garante não "existir, na literatura brasileira, uma pessoa mais adorável". Próxima dos 90 anos (completa na sexta-feira, dia 19), a escritora Lygia Fagundes Telles é praticamente uma unanimidade. Autora de uma obra de estilo elegante, ecos machadianos e um permanente estado de espírito que permite manipular a escrita com firmeza e serenidade, Lygia sempre oferece ao leitor a oportunidade de pensar sobre suas existências.
Basta conferir sua obra, reeditada com esmero pela Companhia das Letras desde 2009. Muitos livros se tornaram clássicos, como o romance As Meninas, de 1973, "livro até hoje muito lido nas escolas, pois reflete o impasse de jovens que viveram numa época obscura", observa Milton Hatoum. "O destino das personagens é, de algum modo, o destino de uma geração movida por sonhos de liberdade sexual e política, ou por um desejo de ascensão social. É um romance que opera com o equilíbrio entre o psicológico, o social e o político. Sem dúvida, um dos melhores livros da autora."

De fato, a literatura sempre foi, para Lygia Fagundes Telles, um caminho para mudar o mundo. Pelas letras, ela transmite aos leitores a aventura de novos conhecimentos - seja pelos detalhes do cotidiano, pelo devaneio particular ou mesmo pela vida da imaginação. "É uma escritora que se dedica aos temas universais: a loucura, o amor, a paixão, o medo, a morte", observa o crítico José Castello, autor do posfácio da nova edição de Seminário dos Ratos.

Mesmo assim, é uma mulher ligada ao cotidiano. Em seu apartamento, em São Paulo, vive rodeada de boas lembranças: fotos dos dois maridos (Goffredo da Silva Telles e Paulo Emílio Salles Gomes), do filho querido Goffredinho, de amigos e de viagens inesquecíveis. Nos últimos meses, Lygia recebeu o Sabático para reavivar lembranças, escrevendo ou falando, como as que vêm a seguir.

Clarice Lispector

Era uma grande amiga, além de excepcional escritora. Sempre me dizia: "Liginha, não sorria nas fotos. Ninguém leva a sério mulher que aparece sorrindo na fotografia!". Também era ótima companhia em viagens. Certa vez, em Cali, na Colômbia, abandonamos os debates para ficar no bar, bebendo champanhe (ela) e vinho tinto, enquanto ríamos gostosamente e ela pedia a minha opinião sobre quem era mais indiscreto nas suas traições, o homem ou a mulher. Aliás, na viagem de ida, quando o avião balançava muito e eu estava preocupada, Clarice se voltou para mim e disse: "Não tenha medo porque o avião não vai cair. Minha cartomante disse que eu morreria deitada, portanto, fique tranquila". Esse misticismo era contagiante. Certa noite, quando eu dormia em um hotel da cidade de Marília, onde participava de um seminário, fui acordada por uma andorinha desgarrada, que entrou voando no meu quarto. Levei um susto, mas logo estranhei a forma como o animal me encarava, muito amigável. Logo, consegui que o pássaro saísse pela janela. No dia seguinte, fui informada que Clarice morrera naquela noite. Só consegui dizer, baixinho: "Eu já sabia".

Ato da escrita

Para escrever, você precisa se dedicar de corpo e alma a seu personagem, a seu enredo e à sua ideia. É preciso que seja um ato de amor, uma doação absoluta, e é impossível sair do transe enquanto não dá a história por acabada, enquanto não decifra o humano. O detalhe é que o ser humano é indefinível. Por mais que tente, você não consegue defini-lo totalmente. O ser humano é inalcançável, inacessível e incontrolável, ele está sujeito a esses três 'Is'.

Mao Tsé-tung

Era um homem atarracado, com os olhos muito puxados e uma expressão quase imutável. Em nossa visita à China (éramos vários escritores), nos presenteou com um livro de poemas, escrito por ele mesmo, em francês e chinês. Os versos até que eram bons.

Monteiro Lobato

No longo corredor que me pareceu sombrio, o carcereiro avisou que a visita teria que ser breve, mesmo porque já tinha um visitante lá dentro. Entrei na saleta fria. Uma mesa tosca, algumas cadeiras de palhinha. Em torno da mesa, Monteiro Lobato de sobretudo preto, um longo cachecol de tricô enrolado no pescoço. Sentado ao lado, o visitante de terno e gravata, calvo, os olhos azuis. Monteiro Lobato levantou-se abotoando o sobretudo e veio ao meu encontro com um largo sorriso. Era mais franzino e mais baixo do que eu imaginava. Tinha os cabelos grisalhos bem penteados e o tom da pele era de uma palidez meio esverdeada, mas os olhos brilhavam joviais sob as grossas sobrancelhas negras. Ofereceu-me a cadeira que estava entre ambos. "Este aqui é um caro editor", apresentou-o e disse o nome do editor que não guardei. Sem saber o que dizer, fui logo enumerando os seus livros que já tinha lido e que ocupavam uma prateleira da minha estante, "ah! as paixões da minha adolescência": Narizinho Arrebitado, Tia Nastácia, o Jeca Tatu, as memórias daquela boneca de pano, a Emília, o Saci-pererê...
Ele me interrompeu com um gesto afetuoso, eu sabia que era avesso às homenagens e assim entendi a razão pela qual desviou a conversa, afinal seus personagens não eram culpados pela sua prisão, mas sim as cartas que andou escrevendo, ou melhor, as denúncias que andou fazendo através dessas cartas porque livros os governantes não liam mesmo. Deviam ler, mas não liam e daí a ideia das cartas curtas e diretas. "Estou aqui no meio de bandidos, tinha que me calar ao invés de avisar que o petróleo é nosso. A mocinha já entendeu, hein? Sei que é estudante, mas o que está estudando?" Quando contei que estava na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ele abriu os braços num gesto radiante: "Pois foi lá que eu me formei!". Só que na nossa turma não tinha meninas, só marmanjos. "Ah! Se tivesse aqui um vinho a gente poderia brindar estes doutores! Quer dizer que a mocinha vai advogar?" Comecei gaguejando, bem, era difícil explicar, eu era uma estudante pobre, queria me formar para ter um diploma e assim anunciar um bom emprego. Na realidade queria ser escritora, escrever contos, romances...

Monteiro Lobato voltou-se para o editor e tocou-lhe no ombro. "Olha aí, a mocinha é vidente! Já está sabendo que escrever neste país não dá dinheiro, escritor morre pobre e ignorado. Então ela é uma vidente!", disse e tirou do bolso do sobretudo um pequeno bloco e uma caneta. "Vamos, deixe o seu nome e endereço, o meu amigo aqui vai lhe enviar algumas reedições dos meus livros, vamos, diga logo antes que o carcereiro apareça."

Faculdade de Direito

Decidi ser advogada por causa do meu pai, Durval, que também se formou na São Francisco. Era um homem lindo, adorável, mas que tinha um grande pecado: era um jogador contumaz. Adorava roleta. Ele me levava a um cassino em Santos e, enquanto eu, pequena, tomava uma enorme taça de sorvete, meu pai jogava as fichas e as perdia, uma a uma. Quando íamos embora, derrotados, ele sempre dizia: "Hoje perdemos, mas amanhã a gente ganha". Eu o admirava muito. Mas não foi fácil estudar na São Francisco. Na minha turma, éramos apenas seis mulheres entre mais de cem homens. Todas virgens! Certa vez, um dos meus colegas me perguntou: 'O que vocês, mulheres, querem aqui na faculdade? Casar?' Respondi, de bate-pronto: 'Também!' Mal sabia ele que me casaria com um dos professores (Goffredo da Silva Telles).

Hilda Hilst

Verão de 1952. Eu já estava casada com Goffredo quando a Hilda foi nos visitar no Rio. Ficou hospedada no Hotel Olinda, em Copacabana. Ela usava um maiô claro de tecido acetinado, inteiriço, na moda, os discretos maiôs inteiriços. Lembro que tinha no pescoço um longo colar de conchinhas. Falou-me dos novos planos, tantos. Estava amando e escrevendo muito, quando ela se apaixonava a gente já sabia que logo viria um novo livro celebrando o amor. Nesse sábado, tínhamos marcado no nosso apartamento um encontro com alguns amigos, Carlos Drummond de Andrade, Cyro dos Anjos, Breno Accioly, José Condé... Hilda Hilst chegou toda de preto, os cabelos dourados soltos até os ombros. Falou em Santa Teresa d'Ávila, a do "amor duro e inflexível como o inferno". Pedi-lhe que dissesse o seu poema mais recente. Então, eu me lembro, Cyro dos Anjos cumprimentou-a com entusiasmo e começou a examinar a pequena palma da mão que ela lhe estendeu, ele sabia ler o destino nas linhas da mão.

Livraria Jaraguá

Segunda Guerra Mundial, ano de 1944. Eu era uma mocinha de boina, morava com a minha mãe num apartamento na Rua Sete de Abril e duas vezes por dia passava pela Rua Marconi, quando ia para as aulas na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. E quando retornava no final da tarde, emendava a manhã com o meu expediente de trabalho na Secretaria da Agricultura, onde colava retratos, era uma estudante pobre.
Nessa Rua Marconi ficava a bela Livraria Jaraguá, de Alfredo Mesquita, e onde se reuniam as mais importantes personalidades da tranquila cidade de São Paulo, comoção da minha vida! - no desabafo ardente de Mário de Andrade. Esse mesmo Mário de Andrade que foi um dos primeiros frequentadores da livraria nos encontros no fim da tarde, ele o Oswald de Andrade. A esses intelectuais mais velhos (Sérgio Milliet, Lívio Xavier, Sérgio Buarque de Hollanda) foi se juntando um grupo de jovens, os fundadores com Alfredo Mesquita da revista Clima: Antonio Candido, Lourival Gomes Machado, Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado e Ruy Coelho, ah, tanta gente e tantos projetos. Tantos planos. Era a elite intelectual da Faculdade de Filosofia, os jovens herdeiros da Semana de 22 e aos quais Oswald de Andrade apelidou de chato-boys: "Com oito anos eles começaram a ler Marcel Proust e com dez já discutiam Spengler, ai! não aguento tamanha precocidade!", disparava Oswald de Andrade e Alfredo Mesquita dava aquela risadinha cascateante.

Paulo Emílio Salles Gomes

Meu segundo marido era um homem encantador, inteligente, vibrante, irônico. Ele me apelidou de Cuco, brincadeira com o relógio de uma velha tia cujo cuco sempre cantava as horas com atraso - eu sempre me atrasava para nossos compromissos. Também apelidou meu filho Goffredinho de Cré, pois, nas aulas de francês, quando o garoto errava feio, Paulo disparava: 'Crétain!" (cretino). Paulo sempre foi um grande incentivador da minha obra, especialmente nos momentos mais difíceis. Como em 1973, quando publiquei As Meninas. Era época pesada da ditadura militar e eu me inspirei, entre outras coisas, num panfleto que detalhava a violência física sofrida por um preso político. Coloquei isso no meio da trama e fiquei apreensiva quando o livro foi enviado para a censura. Enquanto aguardava, nervosa, o veredicto, fui surpreendida pela chegada, alegre, de Paulo, em nosso apartamento. Ele trazia uma garrafa de vinho e estava muito disposto a comemorar. Logo explicou: aborrecido com uma história em que não acontecia nada, o censor só lera algumas páginas, não chegara àquele ponto da tortura e liberava a obra.

Dom Casmurro

Eu estava na Faculdade de Direito quando li pela primeira vez Dom Casmurro, uma edição que comprei em um sebo. Achei, então, que Capitu era uma santa, uma pobrezinha; e ele, Bentinho, um neurótico, um doido varrido, histérico. Conversei com as minhas colegas, éramos seis mulheres, sobre a leitura, e eu dizia: "Não pode isso, esse homem é um louco, neurastênico, desesperado, casado com uma santa em que via a traição." Enfim, não li mais o livro. A segunda leitura foi na maturidade. Estava casada com o Paulo Emílio e preparávamos Capitu (roteiro filmado por Paulo César Saraceni e lançado pela Cosac Naify). Reli o livro e disse ao Paulo: "Mudei completamente de ideia, a mulher traiu ele, sim, o filho não era dele". E ele me perguntou: "Você tem certeza? Cuco, você não pode ser juiz, temos que suspender o juízo, como o próprio Machado queria." E eu: "Mas eu não posso suspender, esse homem é um doido, coitada dessa mulher". "Cuco, não vista a toga de juiz. Vamos apresentar o roteiro como está no livro. Você está ficando com a cara do Bentinho!" "E você então está me traindo!" Capitu traiu Bentinho? Eu já não sei mais. Minha última versão é essa, não sei. Acho que, enfim, suspendi o juízo. No começo, ela era uma santa; na segunda, um monstro. Agora, na velhice, eu não sei. 




domingo, 24 de março de 2013

Ana e o Mar - O Teatro Mágico




Veio de manhã molhar os pés na primeira onda
Abriu os braços devagar e se entregou ao vento
O sol veio avisar que de noite ele seria a lua,
Pra poder iluminar Ana, o céu e o mar

Sol e vento, dia de casamento
Vento e sol, luz apagada no farol
Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol

Ana aproveitava os carinhos do mundo
Os quatro elementos de tudo
Deitada diante do mar
Que apaixonado entregava as conchas mais belas
Tesouros de barcos e velas
Que o tempo não deixou voltar

Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar

Ana e o mar... mar e Ana
Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir

Ana e o mar... mar e Ana
Todo sopro que apaga uma chama
Reacende o que for pra ficar

Quando Ana entra n'água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor... Ana e o mar

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Retribuindo a gentileza


No ano passado, soube através da Cátia Bosso do blog : Cátia Bosso Poesias  que eu tinha uma fã, que adorava ler minhas poesias. E essa fã era ninguém menos que sua filha, a querida Lívia, que na época, tinha 10 anos. E acredite, vocês, donos de blogs famosos, podem até achar isso insignificante, mas para mim, foi um motivo de orgulho muito grande.  Tocar o coração de gente grande, é algo compreensível. Mas tocar o coração de alguém tão jovem, é algo fantástico. Algo que me deu muita força pra manter viva toda a poesia humilde e cambaleante em mim.
E ainda mais porque Lívia é filha da talentosíssima poetisa  Cátia Bosso, que sempre me encantou com a graciosidade e leveza das palavras desde que comecei aqui no blog.

E algumas semanas atrás, A Lívia me mostrou seu Tumbrl, e lá havia um texto em homenagem ao Escritos desvairados.  E então decidi homenageá-la aqui também, indicando seu Tumbrl pra todo o pessoal que me visita:



Tumbrl da Lívia




Lívia, admiro sua inteligência e leveza com as palavras. Com certeza, tens o dom da mamãe coruja, para escrever com o coração, fazendo das letras, belas melodias de sentimento!

Parabéns a tí!












***


terça-feira, 1 de maio de 2012

18 anos sem o maior Brasileiro de todos os tempos. Saudades de Ayrton Senna



Eu era garoto, tinha pouco mais de 4 anos. E já me emocionava a cada corrida quando ouvia o grito de campeão do Galvão, e logo em seguida: “Ayrton Senna do Brasil” E naquela manhã, como não poderia ser diferente, eu estava assistindo aquela corrida. Sentadinho, no tapete da sala, brincando com um carrinho e me imaginando um dia estar lá, correndo com ele.

E depois disso, eu só me lembro daquela tristeza.

Do carro dos bombeiros no cortejo , centenas de milhares de pessoas seguindo o corpo de Ayrton por são Paulo,  e meu pai, tentando conter as lágrimas sentando no sofá, dizendo para mim, que tudo aquilo não era verdade.

Foi um momento da minha infância que me marcou demais, por ser tão triste, tantos silêncios, tantos choros.

Ele foi, ele é, ele sempre vai ser o maior brasileiro de todos os tempos.
E vai sempre nos lembrar, de que o orgulho é sempre maior que qualquer tristeza.

E dele, eu sempre vou ter a lembrança maior das vezes que ouvi o tema da vitória.  Sempre vou ter a lembrança daquela corrida, que ganhou com apenas uma das marchas, dando todo seu esforço para estar no pódio. Dele, eu sempre vou me lembrar, de que o bem, é nossa maior riqueza.

Hoje fazem dezoito anos que ele partiu. E quando fecho meus olhos, ainda choro, por lembrar daquele momento mágico, ouvindo a voz de Galvão Bueno gritando:

“Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”







Esteja bem meu herói.




"Agora, que todas as palavras foram ditas, que todas as cenas de uma vida foram velozmente revistas; A alma é uma pista vazia, a espera que os motores do dia, arranquem, e nos traga alguma alegria"
(Galvão Bueno)








***

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pare o vicio antes que o vicio te pare!













Este texto (Originalmente a letra de um RAP) foi criado pela minha amiga Amanda do Blog Um Blog Nada Mais e por mim, numa conversa pelo Facebook. Fizemos essa letra em Parceria, com o objetivo de demonstrar a banalidade com que as drogas vem sendo tratadas. Sem mais demoras, vamos então ao Rap, digo, ao Texto:




Virou normal,
É ... Banalizou!
O mundo...
Pirou!
Em cada esquina,
Em cada canto,
Eu vejo gente cada vez mais se acabando
Elas não escolhem ninguém,
São as pessoas que as escolhem
e elas dominam sem olhar a quem...
Inconsequentes ou desinformadas,
Todas acabam do mesmo jeito : viciadas
Na vida a gente tem que escolher...
Se quer ir ou ficar
Qual vai ser?

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

E o desespero da alma- humana -
Que vai queimando em fumaça branca
- mundana-
Queima. Queima instinto, neurônio, lembrança
Transforma em monstro, até a pobre criança
E de beco em beco, eu me pergunto, até quando isso vai continuar?
Até quando você vai deixar a droga te dominar?

Pare o vício antes que o vício te pare 2X

Pra tudo na vida existe saída,
Percorra seu caminho e seja forte...
Só não tem jeito pra morte!
Vai destruindo,
Vai corrompendo...
E cada vez mais pessoas por isso morrendo.
Pense na história que ainda pode ser vivida.
Pense no choro do filho.
Da mãe, da família.
Deixe de lado seu egoísmo, e salve sua vida
Antes que seja lembrado apenas como mais um suicida
Destrói lares,
Vidas e corações...
E nessa brincadeira já são milhões

Pare o vício antes que o vício de pare 2x

Vai te sugando...
Te enlouquecendo...
E tudo o que  é importante,
Você vai esquecendo..
E aquela sua liberdade
Você já nem acredita que era de verdade.
Acredite na força da vida que existe em você
Não deixe que as drogas te impeçam de vencer

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

Independentemente da sua raça, do seu sexo e da sua cor...
Você se torna dependente,
Dessa perigosa e alucinante dor...
E lá no fundo você sabe que é errado...
Mas não se importa, afinal,
Isso é irado
Você se torna tão dependente que nem sente...
E isso é deprimente
E vai gostando dessa alucinação...
Criando uma certa obsessão
Já não percebe que isso tudo é ilusão

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

Seus 15 minutos de glória e euforia
Levam sua vida , qualquer dia
E quando o efeito dessa droga cessa
A mente enfim se estressa
Criando o inferno em você
Te fazendo querer morrer,
Então você,
Indignado e estressado
Mais uma vez se livra disso drogado

Pare o vício antes que o vício te pare 2x

O mundo por si só já é muito triste
Veja quanta coisa errada nele existe
É hora de levantar, deixar o vício na sarjeta e dar a volta por cima
Levar os erros como aprendizado e não olhar pro passado que foi sua amarga sina
Cada um constrói a sua felicidade
Seja o escritor da sua liberdade
Você quer, você pode e você consegue...
O efeito passa e a vida segue.
Erga a cabeça e vamos nessa
Já passou da hora de você sair dessa.

Pare o vício antes que o vício te pare... 4x


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário SÃO PAULO!


São Paulo, minha terra da garoa.
De paulistanos estressados, de vida boa.
Paulicéia, tampouco desvairada
Terra de partidas, Ponto de entrada.
Mais que um município Brasileiro.
Tão bela, e ainda é centro financeiro
Capital, de beleza sem igual.
E de enorme valor cultural.
Do pátio do colégio, surgiu e cresceu.
Capitania de Santo Amaro, São Paulo apareceu.
Fez-se gritos, retumbantes do Ipiranga.
Proclamando a liberdade, espalhando esperança.
Terra de imigrantes, de outras línguas, terras estrangeiras.
Povo de lutas e batalhas, e no currículo uma guerra mineira.
Povo de crenças, culturas e jeitos diferentes.
São Paulo, mãe dos povos irreverentes.
458 anos de uma história tão vivaz
Dos encantos e magias que esta terra trás.
De quem vem, em busca do sonho da vida melhor
Do povo sofrido, que batalha duro derramando seu suor.
De quem constrói a capital que a gente vê.
Paulistano, se orgulhe. Tem tanta gente que queria ser você.
Visitar o Ibirapuera, biblioteca Mário de Andrade, ou o famoso Mercadão.
Passear na ciclofaixa, faz bem pra alma e pro coração.
O que vale mesmo é abraçar São Paulo e desejar-lhe um FELIZ ANIVERSÁRIO.
Esta terra única, uma garota de alguns centenários.
Neste dia 25, daqui onde estou, quero ouvir Adoniran Barbosa cantar.
E sentir-me paulistano à ti amar...


FELIZ ANIVERSÁRIO SÃO PAULO.
TERRA DA GAROA E DE MUITOS AMIGOS QUERIDOS...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Adele - Chasing Pavements


(Tradução)

Perseguindo Sonhos Impossíveis

Eu me decidi,
Não preciso refletir sobre isto,
Se estivesse errada estaria certa
Não é preciso mais nenhum olhar
Isto não é luxúria,
Eu sei que isto é amor mas,

Se eu dissesse ao mundo,
Eu nunca diria o bastante,
Porque que não foi dito a você,
E isso é exatamente o que eu preciso fazer,
Se eu estou apaixonada por você,

Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Ou seria um desperdício?
Até mesmo se eu soubesse que é meu lugar deveria deixá-lo?
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma

Eu me construiria,

E voaria em círculos
Espere então meu coração cair
E atrás de mim começa a dor
Finalmente isto poderia ser

Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Ou seria um desperdício?
Até mesmo se eu soubesse que é meu lugar deveria deixá-lo?
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma

Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma
Ou seria um desperdício?
Até mesmo se eu soubesse que é meu lugar deveria deixá-lo?
Eu deveria me render,
Ou eu deveria continuar perseguindo sonhos impossíveis?
Até mesmo se não conduz a parte alguma

sábado, 31 de dezembro de 2011

Receita de Ano Novo - Carlos Drummond de Andrade





Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.




Esta é a mensagem que este blogueiro poeta deseja à todos que por aqui passam. Um Feliz 2012. Não apenas na data. Mais na alma. Que é onde mora a esperança que nos move. 


Um grande abraço,
e até o ano que vem!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Oração - A banda Mais Bonita da Cidade














Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe essa oração

(Observação: Esta postagem é uma homenagem ao 100º seguidor do Escritos Desvairados. Seja muito bem vinda: Joseane Silva, um grande abraço à você e a todos os outros queridos amigos e amigas que por aqui passam deixando seu  carinho!)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Teatro Mágico - Eu não sei na verdade quem eu sou




Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Por que a gente é desse jeito
Criando conceito pra tudo que restou?
Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!
Mas eu não sei na verdade quem eu sou!
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro o sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou!
Perceber da onde veio a vida,
Por onde entrei deve haver uma saída,
Mas tudo fica sustentado pela fé!
Na verdade ninguém sabe o que é!
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo!
Com água e farinha eu colo figurinha e foto em documento!
Escola é onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração!
Mas eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro o sorriso e o meu paraíso é onde estou!
Eu não sei na verdade quem eu sou!
Descobri que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente rezando no escuro, tem gente sentindo ausência!
Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!
Mas eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Eu não sei na verdade quem eu sou.

Pra quem ainda não conhece o trabalho da trupe do teatro, segue os Links:
http://oteatromagico.mus.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Teatro_M%C3%A1gico


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tenho Tanto Sentimento - Fernando Pessoa













Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Avenged Sevenfold - Dear God (Letra Traduzida)


Querido Deus



Numa estrada solitária, cruzando outra linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo as coisas são difíceis
Enquanto me recordo de todas as palavras que você me falou
Não posso fazer nada além de desejar que eu estivesse aí
De volta ao lugar onde eu amo estar, oh yeah

Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que cuide dela enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez

Não há nada aqui para mim, nessa estrada abandonada
Não há ninguém aqui enquanto a cidade dorme
E todas as lojas estão fechadas
Não posso fazer nada além de lembrar dos momentos que passei com você
Fotografias e algumas memórias irão me ajudar a superar, oh sim

Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que cuide dela enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez

Sempre procuram,nunca encontram o caminho
Depois de muito, eles desperdiçaram tudo
Eu encontrei você, alguma coisa me disse para ficar
Eu cedi, aos caminhos egoístas
E como eu sinto a falta de abraçar alguém
Quando toda a esperança começa a desaparecer....

Numa estrada solitária, cruzando outra linha fria de estado
Milhas longe daqueles que amo as coisas são difíceis

Querido Deus, a única coisa que peço a você é
Que cuide dela enquanto eu não estiver por perto
Quando eu estiver muito distante
Todos nós precisamos dessa pessoa que pode ser verdadeira com você
Mas eu a deixei quando eu a encontrei
E agora eu desejo ter ficado
Pois eu estou solitário e estou cansado
Estou sentido sua falta de novo oh não
Mais uma vez

(Hoje eu estava me recordando do dia em que você me cantou esta música e me mostrou a letra. Talvez o tempo passe. Talvez, apague pra sempre você dos meus dias futuros. Mais querendo ou não, eu sempre vou tropeçar nas lembranças dos pequenos, porém felizes dias que tivemos juntos. Naquele dia, você só estava antecipando em melodia, o que meu coração queria te dizer neste momento...)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dom Quixote - Engenheiros do Hawaii



 
Tem dias em que eu acordo, e não consigo tirar essa música da cabeça.
Tem dias em que eu também  me sinto vivendo  “Por amor as causas perdidas...”



Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem... Até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Muito prazer... Ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas