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domingo, 19 de agosto de 2018

Sherlock Holmes em: Au revoir, mademoiselle Adler

Uma história de: F.H.Canata

               O bom Lestrade esperava-me em minha sala de visitas há algumas horas. Era uma linda manhã se me lembro bem, detalhes triviais como um agradável dia de verão ou um dia completamente obscuro pela densa neblina só me eram gravados na memória, se fizessem de algum modo parte de alguma investigação dos meus registros, caso contrário eu nunca dedicara atenção a eles de forma precisa. Watson não dividia mais o 221B da Baker Street comigo na época, de forma que, a excitação de Lestrade teve que esperar sozinho até que eu acordasse por completo e me vestisse para o café da manhã. 
               - Oh, Holmes temo trazer-lhe notícias desfavoráveis. Ela...
               -Fugiu.  – Completei de forma brusca a frase, olhando calmamente a rua com seus cabriolés vespertinos, pouco apressados, uma vez que era um domingo como tantos outros, dia de descanso.
               - Então o senhor já sabe, senhor Holmes? Como soube? – Perguntou-me incrédulo o inspetor da Scotland Yard.
               - De certa forma, sim. Os fatos que eu sei, eliminam teorias e induz-me a deduzir o óbvio- Disse-lhe.
               -O senhor surpreende-me senhor, com seus métodos.
               -Não há nada para se surpreender aqui Lestrade. Basta apenas analisar sob a perspectiva correta. Apesar do sono, pude ouvir o murmúrio da voz calma da Senhora Hudson no andar de baixo há, ao que deduzo, umas duas horas atrás, dizendo-lhe que eu estava ainda na cama e que você poderia me esperar aqui. Enquanto me trocava, escutei seus passos apreensivos pela sala de espera e o barulho da corrente de seu relógio várias vezes, o que claramente, me mostrou que você estava ansioso para falar comigo, mas não era um portador de boas notícias, se assim fosse, teria me pedido para acordar imediatamente, mas você preferiu corroer-se com a aflição de quem não quer perturbar Sherlock Holmes enquanto ele dorme com notícias ruins. Uma vez que você e seus homens estavam atrás de um único objetivo, os fatos em si me sugeririam a resposta. Ela fugiu e você veio aqui na intenção de avisar-me do seu infortúnio.
               -Juro Holmes que não sei como ela conseguiu. Mantivemos atento-nos o tempo todo e ainda assim, ela se foi bem diante de nós. Como num passe de mágica.
               -Ora homem, a mágica em si é a sutil arte de desviar a atenção. E este tempo todo você e seus homens da Scotland Yard foram apenas meros espectadores da senhorita Adler.
Ela partiu de Londres ontem à noite no trem para Liverpool. Pegou os passaportes falsos que encomendara à sir Wallace, um dos melhores falsificadores de toda a Londres e de lá, partiu para França. Esses são os fatos que eu sei. Agora, deve estar em qualquer lugar do mundo, menos aqui no ocidente. Seria arriscado até mesmo para ela manter-se perto por hora.
               -Santo Deus homem e como é que sabe disso tudo? – Perguntou-me Lestrade.
               -Porque eu disfarçado a segui desde que ela saiu também habilmente disfarçada de um senhor de meia idade, bem diante dos seus homens.
               -E porque é que o senhor não nos alertou Holmes?
               -Porque meu caro Lestrade, eu encerrei o caso. Está terminado.
               -Terminado? Ora, mas o senhor mesmo acabou de dizer que ela conseguiu fugir! Como pode estar terminado?
               -Porque eu digo que está. Irene Adler era um perigo enquanto esteve por perto. Agora que se foi, não devemos mais nos preocupar com ela.
               -Então isso quer dizer que acabou? – Fitou-me aqueles olhos astutos do inspetor.
               -Sim. Acabou. Nem eu, nem o senhor, nem toda a Londres, jamais ouvirá de novo o nome Irene Adler. E este é o fim do caso. Agora, poderia fazer-me a bondade de me passar o Daily Chronicles desta manhã que está na mesinha. Ah, obrigado. Detestaria começar o dia sem procurar no jornal um novo caso para minha mente...

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Mulher (Um conto sobre Sherlock Holmes)


Encontrei-me com ela.
Meu caro amigo Watson sempre me ouviu referir-me sobre ela como “A” Mulher, mas cá entre nós, Irene sempre fora muito mais. Eu, o mais altivo e astuto homem que já caminhou sobre estas terras, cuja destreza do raciocínio sempre fora impecavelmente perfeita, encontrei em Irene Adler meu calcanhar de Aquiles.
               Watson poupara os seus leitores dos fatos mais importantes sobre ela a meu pedido. Não incluíra em seus contos-registros, as muitas vezes pelas quais a senhorita Adler cruzou meu caminho e venceu-me. Talvez porque John sempre quisera ver-me como um homem sagaz, um herói, coisa que eu mesmo o adverti sobre nunca ser e menos ainda almejar ser. Lestrade que o diga. Não fosse pelas inúmeras vezes as quais cedi os créditos de minhas vitórias a ele, apesar de ser um brilhante inspetor da Scotland Yard, não teria a boa fama que ostenta hoje.
               Mas este breve relato não se trata de outra coisa, senão dela. A Mulher. Irene Adler. Poucas vezes na vida eu vi alguém conseguir unir inteligência e sabedoria como ela. Nem tampouco vi caminhar sobre a terra, pessoa mais esperta, arisca e arredia. Ela era, em todos os sentidos possíveis, impossível de ser domada. Não sou capaz de fazer uma descrição fisionômica de sua pessoa, porque, esta habilidade pertence ao meu biógrafo Watson que sabe conduzir uma narrativa melhor do que ninguém, e embora eu ainda possua o retrato dela, guardado no meio daquela minha surrada agenda velha no fundo do baú onde guardo as anotações dos casos de Moriarty, eu não toco em sua fotografia muito menos ouso olhá-la. Permanece lá, inquieta e solene. Para lembrar-me da primeira vez que a vi, naquele escândalo evitado envolvendo o herdeiro do trono da Boêmia tão bem descrito nos contos de meu velho amigo.
               Mas a grande verdade, que acho eu nem mesmo Watson sabe é que eu guardei o seu retrato e o mantenho comigo até hoje. Porque é da minha persona exaltar-me com minhas vitórias pessoais, mas também faz parte de mim, Sherlock Holmes, lembrar sempre de que nunca serei nada comparado a Irene. E aceito este fardo de bom grado. Watson disse certa vez, se me lembro com exatidão de suas palavras (Peço a gentileza de que me concedam o direito à dúvida, pois Watson sempre fora muito preciso em seus julgamentos sobre minha personalidade, mas em dadas ocasiões, escondi dele o que sentia com exatidão para poupá-lo de preocupações desnecessárias)que eu, Sherlock, sempre tivera uma inteligência fria, porém admiravelmente equilibrada o que me tornava imune a emoções,  incluindo o amor.
               Mas ela. A Mulher. Irene Adler.  Teve de mim o mais próximo desse sentimento que eu pudesse ser capaz de sentir.
               É certo quando dizem por aí que nenhum homem jamais venceu o grande Sherlock Holmes. Porque as únicas vezes que fui vencido, não fora um homem. E sim uma Mulher.
               A Mulher.
               Irene Adler.


Sherlock Holmes, 221B Baker Street, Londres 18 de maio de 2018.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A lenda das canetas



Reza a lenda que
Uma caneta, tem nela
O poder de contar histórias
Criar mundos e fazer versos
E que, em mãos que saibam de seu valor
Viram uma espécie de varinha mágica
Capazes até de mudar o mundo
Uma simples caneta
Pode ser um objeto místico
Capaz de tantas coisas
Que ainda que o homem mais sábio,
Possuísse todas as canetas do mundo, 
Ainda sobraria muitas coisas boas
A serem escritas
E transmitidas 
À um mundo tão
Cheio de caos
E vazio de sonhos simples...

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Pontes Indestrutíveis - CBJr

(Letra: Pontes Indestrutíveis - Charlie Brown Jr.)
[...] Viver, viver e ser livre,
Saber dar valor para as coisas mais simples
Só o amor constrói pontes indestrutíveis

"O que se Leva dessa Vida é o que se vive, o que se faz!"

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Paradoxos Próprios



















Dos complexos paradoxais
Das crises existenciais
Fundamentalismo barato
Sentimento abstrato

Retrata-se o desequilibrado
Deixando arestas dos erros passados
E o contraste do contexto
Já não é mais válido como pretexto

Vê-se às margens da inquietude
Tem lá seus medos de que tudo mude
Mas é fato consumado sua intensidade
E nada nem ninguém mudara sua identidade

Olha-se no íntimo do ser-ou-não-ser
E chega ao ponto de sentir o coração doer
Por ser tantos "eus" num só corpo
Coabitando na mente de um louco

Mas chega a conclusão de que é assim
"Queres eu que todos gostem de mim?"
NÃO. Em alto e bom som pra todo mundo ouvir
Ele é no fundo, só mais um dentre tantos...
...tentando existir.

sábado, 7 de outubro de 2017

Olhos fechados


















Às vezes é difícil falar
Mas mesmo assim temos que mostrar.

Pensamentos dança em nossas mentes
E todo mundo parece que mentem
E  não sente pena dos seus atos

Perdemos o interesse dos fatos

No alto do prédio, via ela, a cidade iluminada
Mas lá dentro do seu coração, não sentia nada
Só um imenso vazio sem sentido
Pelos tantos sonhos que haviam morrido.
Uma breve brisa de vento tocou-lhe o rosto
E ela ainda sentiu pela última vez  o gosto
De estar viva...

... E então fechou os olhos e saltou...

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Menina














O descompasso
Da vida sem traço
Vive sempre fora dos padrões
E faz pulsar os corações

Menina de sorriso brando
Que carrega em si todo o encanto
De ser bela só por existir
E ainda mais bela quando a veem sorrir

Menina que já chorou muito
Que enfrentou sozinha o mundo
E nunca perdeu a fé
E hoje sabe bem o que quer

Ela só quer ser feliz e amar
Amores sinceros que não a façam chorar
Ela quer alguém em quem confiar
E finalmente se entregar

De corpo, alma e coração
E mesmo que perca a razão
Ela será feliz por ser verdadeira
E finalmente, ser ela por inteira...

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sobre viver


















Busque sua libertação
Não se prenda a solidão
Não viva em vão

Não temas o desconhecido
Só porque ele ainda nem foi vivido
Encare-o de frente
Com muita fé e a coragem na mente

Não desista dos seus sonhos concretos
A vida é quase sempre feita e incertos
e alguma vezes ela acerta
Outras... ela erra

Mas não tenha medo de viver
Viva sempre com vontade e prazer

Porque um fato é certo:
Todos nós não somos eternos
E quando sua vida parecer fraca, mas serena
Você terá a certeza de que
tudo isso valeu a pena....

domingo, 1 de outubro de 2017

#Liberte sua cabeça





Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
(Gabriel pensador)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Do seu jeito















Doravante fossemos apenas
Dezenas de incólumes sentidos
E os anseios que florescem
Fossem mais autênticos e vívidos.
Doravante a vida fosse menos intensa
E que nossa sentença
Fosse apenas morrer de felicidade
Mas a verdade
É que nem tudo é flores
Sofreremos algumas dores
Por causa de muitos amores
Amados pela metade.
Mas não perca sua boa vontade
De continuar caminhando
E amando
Viver a vida do seu jeito...

sábado, 5 de agosto de 2017

Sobre nós























De todas as pessoas nesse mundo
Foi você quem teve meu amor mais profundo
E nas inconsistência do meu ser
Fiz morada no teu peito e fui viver
Algumas vezes na minha vida, me deparei com certos amores
E todos eles de alguma forma, terminavam em dores
Mas com você eu só vejo flores
Fazendo do meu peito um imenso jardim
E é tanto amor, que já não cabe em mim.
Vaza pelos poros, Desce pelas mãos e viram poesia
Foi você quem trouxe luz de novo pro meu dia
E me fez entender quem eu sou de verdade
E encontrar no teu abraço a minha felicidade.
E mesmo que a distância insista em nos atrapalhar
Mesmo que o tempo do mundo tente nos derrubar
Eu juro que eu nunca vou deixar de te amar
E apesar de não saber o que vai ser de nós no futuro
Você será sempre meu porto seguro
Aquela que me aturou nos dias complicados
E sempre me fez sentir-me muito amado
Aquela que segurou minha mão, quando todo mundo me largou
De todas as pessoas do mundo, foi você quem mais me amou
E eu vou fazer tudo diferente, no que depender de mim
Pra te provar, com gestos e atitudes, que não chegou ao fim
E que nós, já não estamos mais tão sós.
O que antes era eu e você, agora seremos NÓS...




Dedicada à Caroline

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O conto da Alice Inventada Parte I

[Apresentação]
"E havia aquela garota, que tinha os olhos da cor do mar em dia de tempestade. E ao olhá-los, só se via um turbilhão de sentimentos e sensações. Todavia, aquele olhar carregava a magia. Carregava mistérios incógnitos que nem ela ousava desvendar. Ou desventurar-se em si mesma a levaria de volta a pensamentos distantes. Pensamentos que, agora estavam ocultos sobre o mar em seus olhos. E eu era o pobre marujo que ao contrário dos demais, queria morrer lentamente naquela tempestade, porque se o mundo realmente acabasse hoje, valia a pena morrer embriagado no olhar daquela garota ao qual, imaginavelmente passei a chamar de Alice. E Alice, trazia dentro de si, seu próprio mundo de segredos e verdades"

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nunca é tarde pra pedir perdão



Hoje eu só quero agradecer. Há alguns anos, quando perdi alguns amigos queridos num acidente de carro, havia perdido também minha fé. Foi aos poucos, primeiro deixando de ir à igreja aos domingos, depois parando de fazer minhas orações antes de dormir e quando dei por mim, tinha fechado as portas do meu coração para Deus. E foram muitos os momentos em que fechei meus olhos ao meu senhor. Até que bem pouco tempo atrás, ouvi esta música do vídeo, tocando numa rádio no carro no caminho de volta pra casa depois de um dia estressante de trabalho. Encostei o carro no acostamento, e quando dei por mim, estava chorando como criança, porque de alguma forma, aquela música tinha entrado dentro de mim, entrado em um lugar em meu coração que há muito estava fechado, e esta canção rompeu este silêncio. E ali mesmo, na beira da estrada, eu rezei e pedi perdão. Não um perdão falado apenas. Um perdão na alma. Um perdão pedido de filho pra pai, numa oração que durou minutos, mas que para mim, foram os minutos mais valiosos da minha vida. Algumas pessoas, reencontram Deus num momento de dificuldade. Num momento onde a esperança já é falha. Mas eu tive a graça de reencontrá-lo num fim de tarde, de ficarmos alí, observando o pôr-do-sol. E se você, assim como eu, foi deixando que as coisas do mundo fossem capazes de lhe afastar das coisas de Deus, lembre-se que nunca é tarde para se arrepender. E ele sempre estará ali, esperando por ti, na beira de uma estrada, numa noite mal dormida, numa manhã de chuva. Não importa como ou quando, se você chamá-lo com seu coração, ele te receberá de braços abertos.
Por isso hoje, eu só tenho à agradecer.
Pai, meu pai do céu, eu quase me esqueci, que teu amor vela por mim.
Que seja feito Assim.


E não nos deixeis cair em tentação.
mas livra-nos de todo mal, amém.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Uma madrugada, um cigarro e uma tempestade.

á é madrugada, na janela do meu quarto, e com o peito encostado na janela, olhando a tempestade chegando na cidade, lá estou eu, com o cigarro entre os dedos, pensando em tudo aquilo que de tão distante, parece ser parte de outra vida. No rádio, Jhonny Cash canta I Hurt myself today, to see if still feel, como se pudesse ler parte do que eu sinto agora, ou que preferia não sentir, mas no fim tanto faz. de alguma forma aprendi a me encontrar no meio dessa solidão toda. 
É incrível o poder que você exerce sobre mim. Sete anos. Fazem exatos sete anos que eu não falo seu nome, nem ouço aquela nossa velha música que tocava nas rádios. Pelo simples fato de que ao menor sinal da sua presença, minha vida vira uma bagunça. Faz sete anos que você me deixou e quando reencontro sua foto, guardada no fundo da gaveta do guarda-roupa, eu sinto o seu olhar como se ainda fosse ontem. Quando eu disse que eu te amaria até o fim da minha vida, confesso que pensei que fosse exagero. Mas mesmo assim, sete anos depois, aqui estou eu. Evitando tudo sobre você, na vã esperança de que um dia me acostume com a companhia da solidão, porque mesmo quando eu não quero pensar em você, eu penso. E enquanto isso acontecer, vai ser sempre você. Sempre amor à causas perdidas.
Aprendi a me encostar nos ombros da solidão e ficar ali. Sem me incomodar ou incomodar alguém. Por mais que possa parecer triste, eu aprendi a ser sozinho depois que você se foi e hoje isso não me incomoda tanto. Ok, pode incomodar um pouco às vezes, mas é melhor que mentir a mim mesmo que te esqueci e abrir as portas para um novo amor, que vai acabar ao menor sinal da sua presença. 
Talvez daqui uns anos, eu também aprenda a não chorar.
E de vez em quando, eu vou voltar a falar de você. Porque só assim vou escrever outras novas poesias. 
Bom, a tempestade chegou.
E agora eu só quero ouvi-la bater na minha janela.
Enquanto eu vou ficar aqui pensando em você outra noite.
Porque tudo sobre mim, é como aquela velha canção do U2:

"And I wait without you.
                     With or without you"

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vivendo de novo


















Eu estive cego por um longo, longo tempo
Até ver de perto tudo ser levado pelo vento
Como castelos de cartas caindo num vendaval
E a vida desmoronando em um dia tão igual

Eu vi as desconstruções das muralhas da alma
Vi o céu ruir em azul toda sua força calma
Vi senhores que dominavam a multidão
Levantarem vôos  e sumirem na imensidão

E então eu acordei da minha vida tão silenciosa
E vi o céu sorrindo para mim em tons vermelhos e rosa
E nada mais era tão importante quanto seguir em frente
Deixar ficar todo o vazio, e levar no coração tudo que se sente

E lá fora, dentro dessa vida nova, alguém cantava aquela canção
Deixando na boca o gosto de despertar de corpo alma e coração
Para uma vida sem os cegos castelos de areia à beira-mar.
Dali para frente, eu sabia que se pudesse sorrir, também podia amar.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carta para a mulher da minha vida...




















A mulher que eu amo, mora no sul. Eu costumo vê-la uma vez por ano. E ela costuma visitar meu blog todos os dias. Hoje, eu desliguei meu computador e fui me deitar, mais como não sei se vou estar aqui amanhã, resolvi voltar para frente do computador, e escrever. Nunca fui tão bom com as palavras, quanto sou com as letras. Não digo as palavras escritas. Digo as faladas mesmo.
Por causa das palavras faladas, eu perdi o amor da minha vida.
E Foram as palavras escritas deste blog que a trouxeram de volta.
Na realidade, sou muito grato a esta mulher, por ter me dado um amor tão forte e verdadeiro. Um amor pelo qual me apoio todos os dias quando me levanto de manhã e me vejo sozinho. Um amor, que mesmo na distância, me faz sentir feliz, só pela simples lembrança dos (Poucos) dias felizes que tive ao lado dessa pessoa tão especial.
 Amores, amores verdadeiros, só costumam acontecer uma vez na vida de pouquíssimas pessoas. E eu tive a sorte de encontrar esse amor ainda jovem. Tenho a vida inteira pra lutar por ele. Não por esse amor, pois o amor retribuído eu já tenho. Mais ainda  tenho que lutar para trazê-la de volta.
Um homem como eu, não costuma fazer planos para a vida inteira. Mais com ela em minha vida, tudo é diferente. Com ela, eu tenho o grande sonho de construir minha família, ter três filhas lindas e morrer bem velhinho ao lado dela. E de preferência, primeiro que ela, pois não suportaria a dor de vê-la partir de minha vida mais uma vez.
Este post, não é igual aos outros que costumo postar aqui. Este post é especial, pois é uma carta para a mulher da minha vida.
Não sei quando vou vê-la de novo.
Mais sei que ela estará aqui para ler esta mensagem.
E eu só queria que ela soubesse, que eu a amo. Não um amor imaginável, ou descrito com letras e palavras. Mais um amor daqueles que só podem ser sentidos, com o coração e o sentimento dos apaixonados.
Minha bela, linda e doce Margarida.
Um dia, eu volto pra te buscar.
Mais enquanto este dia não chegar, saiba que estarei sempre te amando, e deixando que tu me visites em meus sonhos.
Nossa história ainda não teve um final feliz.
Isso porque nossa história ainda está longe de chegar ao final.

Eu te amo.
Esta noite e sempre.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sobre as coisas que eu tentei...


Eu tentei esquecer-me de quem eu fui um dia. Mas existem coisas na vida de um homem que não podem simplesmente ser apagadas como um borrão qualquer num livro de poesias.
Eu tentei esconder o rosto molhado pelas lágrimas que insistiram em cair quando meu mundo se perdeu em algum lugar vazio e sem sentido.
Eu tentei não pensar nas coisas ruins, mas os pensamentos voaram para longe do meu domínio e tudo que eu podia sentir era solidão e frio.
Eu tentei não me sentir sozinho. Mas os rostos estranhos na multidão pareciam ser tantos e tão estranhamente desconhecidos.
Eu tentei fugir, mais minha dignidade foi mais forte que qualquer ato desesperado de minhas pernas.
Eu tentei lutar, mas já havia gastado toda minha força por uma luta sem sentido e agora estava fraco demais.
Eu tentei manter minha esperança viva; mas os erros ecoavam em meu subconsciente em uma espécie de dança incoerente.
Eu tentei viver das lembranças boas, mas essas eram tão raras que acabaram antes que o sol nascesse novamente no horizonte.
Eu tentei recomeçar do zero, mas os fantasmas do passado atormentavam cada um dos meus passos em busca de uma nova vida.
Eu tentei muitas coisas quando perdi o amor de minha vida.
Mas nunca tentei esquecê-la, pois isso era pura perda de tempo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caminhando pela Vida


Um dia desses, eu resolvi caminhar pela minha vida. Logo na primeira curva, encontrei a saudade. Ela usava um lindo vestido branco, tinha os cabelos negros brilhantes e tão longos, que quase tocavam o chão. Perguntei-lhe:
-O que fazes aqui vistosa saudade?
E ela me respondeu:
-Tenho caminhado por muitas vezes em seu caminho, á espera de meu grande amor, o presente!
Pouco mais adiante, sobre uma encruzilhada, encontrei o presente. Ele estava sem camisa, usando uma bermuda florida e uma prancha de surf embaixo do braço. Disse-lhe:
-Presente, eu acabo de me encontrar com a saudade, e ela me disse que está a sua espera!
E então ele me respondeu:
-Ela sempre está atrás de mim, mais será que ela não entende, que eu não quero nada com ela? Meu irmão, o Passado, ele sim é realmente LOUCO por ela! Eu só quero encontrar uma praia e surfar um pouco!
                Logo depois de me despedir do presente, continuei minha caminhada, pensando em quantos outros malucos encontraria pelo caminho...

Moral da História:
Toda saudade, faz parte do passado. Lembranças não podem serem vividas novamente, e jamais devem impedir seu presente de ser feliz!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Reflexão Interna


 A vida costuma dar muitas voltas. Cheia de altos e baixos.
Na maioria das vezes as fases passageiras marcam mais que épocas inteiras de momentos corriqueiros. Talvez seja porque emoções fortes sejam muito mais difíceis de serem esquecidas com o tempo.
Já passei por essa louca roda gigante milhares de vezes. E as lembranças... Essas permanecem intactas dentro do mim.
Hoje, vivo cada momento como eles devem ser vividos; intensamente.
O ontem é a parte mais recente de nós, que já não pode ser mudada. E o amanhã ainda é um misto de ilusão, realidade e esperança.
Sei que não posso ser tudo aquilo que sempre sonhei. Mas posso ser um pouco melhor a cada dia, o que já é um começo.
Às vezes as coisas mais simples parecem insanas quando vemos o mundo com os olhos da razão. Só o coração enxerga as verdades.
Talvez, seja por isso que ele sofre tanto com as decepções...
Mas se somadas, as alegrias são um número muito maior que as tristezas...
No fundo, todos nós temos nossos dois lados. As duas incógnitas imperfeitas. O que nos diferenciam, são nossas escolhas. Cada uma delas, capazes de decidir uma vida inteira...
E na minha vida; nunca me arrependi das escolhas que fiz.
Sou o que sou. E fico feliz em olhar-me no espelho, sem sentir medo de ver ali alguém que desconheço.
Acho que hoje posso perceber que estive errado este tempo todo.
... eu era feliz e nem sabia.
Por sorte; a felicidade resolveu bater em minha porta mais uma vez. E dessa vez, eu não vou a deixar ir embora tão cedo...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A História do Livro Roubado


                Esta é uma história sobre um fato que me aconteceu quando eu tinha oito anos.  Na época, eu já gostava de ler, mais não tinha muita criatividade e cultivava um péssimo gosto para livros. Se é que se existe péssimo gosto para leitura! Mais um belo dia, ganhei de presente de uma professora do meu colégio, um livro chamado: “Passagem para Ravena”.            
                Já faz bastante tempo que eu o li, mais suas palavras eram tão fortes e de tão similar linguagem, que me apaixonei. Ele contava a história de Lívia e Diogo, dois adolescentes que são perseguidos por um passado que não viveram, ou pelo menos que não se lembram. As memórias passadas do guerreiro medieval Dimitri vivem em Diogo, um jovem de classe média ligado em rock, gibis e que tem seus problemas de relacionamento com seu pai. E Irina, a esposa de Dimitri, é incorporada pela recatada Lívia, uma adolescente pouco vaidosa que vive em seu próprio mundo, exceto quando discute com sua irmã mais velha.
Diogo e Lívia não se conhecem, mas precisam retomar a causa de Dimitri e Irina: destruir os demônios, conhecidos como parentais, que vieram de Ravena para arrasar o nosso planeta. Para isso, eles recebem a ajuda de um misterioso velho, que lhes conta a história de seus antepassados místicos e lhes entrega medalhões com poderes especiais. Os dois seguem seus caminhos paralelamente, mas o destino teima em cruzar suas histórias mais uma vez. O casal passa a viver entre mundos diferentes: um de sombras e outro de televisão, um de problemas familiares e outro de amor platônico, um de medo o outro de heroísmo, uma metáfora da complicada e controversa vida adolescente.
Quando faltava apenas um capítulo para terminar de lê-lo, este livro mágico me foi roubado, de modo que eu nunca vim a saber o final da fascinante história.
Mais foi aí que algo mágico aconteceu! O meu interesse pelo livro era tão grande, que passei a inventar o final da história todas as noites sentado na minha cama, munido de papel e caneta. Não me lembro ao certo quantos finais diferentes eu escrevi, nem tão pouco os tenho guardado. Mais o fato é que este acontecimento me fez perceber que haviam milhares de mundos dentro do meu pensamento, e que a escrita era capaz de transformá-los em uma espécie de realidade figurada.
Durante muito tempo eu amaldiçoei o ladrão que me roubou. Mais hoje percebo que estive errado. Graças a ele, eu me apaixonei pelas palavras, me apaixonei pela escrita, e descobri que havia criatividade dentro de mim.
Eu posso morrer sem saber o final daquele livro, mais não me falta imaginação para imaginá-lo!