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terça-feira, 7 de novembro de 2017

E de novo, a bailarina

















Pisava em passos leves
A bailarina inquieta
E com movimentos breves
Ao dançar sentia-se completa.

Refugiando-se em sua dança
Fazia reverberar uma risada discreta
Recuperando aos poucos sua confiança
Porém ainda nem tão feliz e completa.

Bailarina persistente
Se faz valente
E permanece dançando.

Apesar dos sofrimentos
Não desiste fácil de seus pensamentos
E ainda continua sempre se amando...


sábado, 9 de julho de 2016

A volta da bailarina


















Bailarina que dança sem pressa.
Tinha tristeza que carregava no olhar
São tantas as tempestades que atravessa
Que aprendeu  a andar na chuva sem se molhar.

Bailarina que sonha acordada.
Tem planos e habita dentro de si.
Bailarina recém amada
Aprendeu a olhar o mundo e apenas sorrir.

Os ventos do leste lhe trazem poesia
E do alto dos montes, ela sorria.
Feliz da vida por mais um dia.

Sem o peso do mundo a bailarina podia agora dançar.
Sentia-se livre, leve pelo ar
Porque finalmente, havia aprendido a amar.

A si mesma. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sofia

















Sofia, sorria ao caminhar numa rua sem ladrilho
E sem alarde num fim de tarde, sumia no mundo o andarilho
De trilha em migalhas e corações ardentes em brasa
Partiram gaivotas na praia, com seu suave bater de asas

Dia de melancolia, chuva sem pressa em domingo
E o poeta ora indo, ora vindo, era poesia desencontrada
Amando amores amantes a menos tempo que gostaria
Sua poesia cantava sobre uma vida apaixonada

E o mundo, sussurrava-lhe: “Pobre poeta sem caminho”
[Mas porque pensas que não sei por onde estou seguindo?]

E Sofia, ah, Sofia ainda ria,
Como se no fim, tudo fosse poesia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A bailarina que dançava sobre a vida



















Dançava pois, sobre gotas de chuva recém caída
A bailarina dos sorrisos e sonhos quase inventados
O recomeço forçado dos passos ainda perdidos
Coabitando sentimentos, buscando outros sentidos

Numa dança de desejos, sorrisos e gestos
Tornava a poesia da palavra em verbo incandescente
Em harmonia consigo mesma, dançava.
Com a mesma calma, de que não apenas ama, mas sente

E sentindo-se livre, dançou sem pressa
Como poesia lenta na memória do poeta
Criou melodias, passos e amores na poesia
Despertando em si, sua própria ousadia

E ao partir, deixou linhas em branco
Na melodia, da poesia do canto seu
Foi-se embora a bailarina
Viver a vida que sempre lhe pertenceu

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A bailarina e seu vestido vermelho
























Ela olhava com os olhos tristes
E escondia as lágrimas ao dançar
Olhava o céu em noite escura
Caminhando nas águas do mar

Bailarina com vestido vermelho
Poesia viva embalada em verso
Caminhando em danças ausentes
Evitando sentimentos controversos

Pensava conhecer a vida
Entre os ritmos de sua dança
Sonhava em ser princesa
Nos dias de sua infância

E tinha um beijo só seu
Tão quente quanto tango argentino
Quando dançava com seu vestido vermelho
Fazia todo homem virar menino

E ainda assim, chorou algumas noites
Porque nem toda dança terminava com sorrisos
Nas desilusões manchou batons
Mas nunca deixou seus sonhos perdidos

E ao descer do palco, foi ter com a vida
E decidiu recomeçar uma nova dança
Enxugou as lágrimas do rosto
E partiu em busca da esperança...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ruínas dançantes de uma bailarina inventada






















Ela dançava a valsa no topo do edifício
E em ruinas, ruíam as mentiras sobre nós.
De danças casuais, à amores desiguais
Desatamos nossos laços, dançando a sós.

E em cada nova melodia, a bailarina sorria.
Do alto, de cima de onde já não se ouvia.
Havia em nós histórias descabidas em silêncios.
Alheios, aos olhares,  presa em mistérios.

E de controversos versos, foi se indo
A paixão, a dança, e a bailarina caindo
Até que num abrir de asas virou borboleta, e voou.
Para a liberdade, para a vida enfim brilhou.

E dos amores, pouco estranhos, nada restou
Guardados no alto edifício
Fez da vida seu pequeno ofício
Na mente cansada de descasos

[Ora, deveria ser acaso.
Ora,deveria ser destino
Tanto faz.
Estava livre, feliz e em paz...]





***

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A bailarina, o vagabundo e a estação sem nome



















Ela vestia  paixão estampada no rosto
E valsava por entre corpos na estação
Numa dança de sentidos invertidos
Pulsava forte, o frágil coração.

Enquanto dormia o vagabundo.
Sem trem, sem vindas, sem rumo
Alheio ao dançar da bailarina solitária
Sobre tudo, a vida que por ali valsava.

E num breve cruzar de olhos
Um momento descrito em sonhos,
Duas almas se encontraram.

A bailarina e o vagabundo
Dançaram alguns momentos juntos
E no trem da vida, de novo embarcaram

sábado, 4 de junho de 2011

Bailarina Inquieta

















E a bailarina dançava
Alheia aos olhos do mundo
Seus pés flutuavam
Num triste padecer profundo

Na suavidade de sua dança
Inquietava os presentes
Com olhos ainda afoitos
E um sorriso descontente

Em movimentos ritmados
Entre saltos e piruetas
Abria os braços delicados
Como asas de borboletas

E na dança coreografada
Sua mente vagava
Em um breve amor distante

E nos passos já marcados
Seguia seu destino traçado
Com sua memória inquietante