sexta-feira, 10 de maio de 2019

Marionetes






















Eles vão se partindo
Todos os sonhos e planos
Os meus passos se tornam perdidos
E de repente
Eu que era tão cheio de certezas
Nem ao certo me reconheço.
A vida virou um palco
E uma dança de bonecos rotineiros
Seguem seu curso
Num espetáculo de absurdos.
Bonecos mudos
marionetes.
E no meio de tudo,
Eu não consigo distinguir
Não consigo fugir,
Reagir.
Me prendi a cordas invisíveis
Deixei escapar a liberdade
Pra viver uma triste vida
Que não me pertence...

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Ser só






















Às vezes minh'alma implode
Carregada de um pragmatismo atemporal
Que de em tempos em tempos
Berra no inconsciente
Umas verdades,
Todas antes ignoradas.

Às vezes também
Eu me sinto tão vazio
Que esse misto de sensações que sinto
São apenas uma forma consciente
De me manter vivo
Nessa revoada assintomática
Que é ser só
Um cidadão sozinho. 

sábado, 27 de abril de 2019

Eles não!

Eles não querem que você pense
Analise reprise, repense
Nem de longe querem o bem comum
Aliás, os "tiros do bem" matou mais um.
Eles preferem "causar" na atitude
Mas não querem que você mude!
Estude, estenda, compreenda e entenda
Que eles não querem o melhor pro povo
E como cantava Chorão
"Enganaram você e ainda vão fazer de novo"





Filosofia pra que?
Só se for a do extremismo
Do ódio, do racismo
Do pragmatismo de achar
Que eles são os donos da razão
E se for preciso, mil vezes diremos
Eles não!


segunda-feira, 25 de março de 2019

Erros.
















Nessa reinvenção

De ser de novo
Ainda sou o mesmo velho
Frágil e perdido
Com tudo aquilo
Que eu não consegui esquecer.
E de tanto tentar ser
Novo de novo
Já nasci velho
E fragmentado.
Revivendo do passado,
Estagnado.
Naquela loucura desenfreada
De estar,
Sem pertencer.
E permanecer
Alheio ao novo ciclo
Totalmente novo
E cercado de velhos erros conhecidos.

sábado, 23 de março de 2019

Solitário
















Tornei-me pragmático
Com todas as minhas desconstruções.
Súplicas, suplícios e tantas falas
Entrepassadas na garganta.
É alento para as desilusões.
E perdendo-se,
Foi sumindo.
A vida, a vontade, a força.
Virou flagelo.
Perdido
Sofrido
Cansado.
Abracei a solidão
E a convidei
De novo para a dança
Que já decorei os passos
E que ao longo da vida
Acostumei-me
A dançar só.