quinta-feira, 19 de março de 2015

Hierarquia


















Cumpre a regra.
Rega a flor.
E Floreia-se.
Regressa à alma,
Ama a calma
E despenteia-se
Ao acordar
-Acordo assinado-
Analisando os fonemas,
No telefone a voz ecoa
E voa
Livre
Leve
Leve-me
Onde eu exista.
E não seja pessimista
Nem tenha medo da chuva.
E que chova sentimentos,
Que eu viva os momentos
Sem me preocupar com essa anarquia
E deixe de me importar com essa hierarquia
De quem ditas as regras

Que eu cumpro docemente...

Retórica.


Vida
que pesa, que pulsa.
que valsa sem dançar.
Vira criança
Some da vista
e vai ser
vida
Aqui, ali em todo lugar... 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

De todos os amores que amei...




De todos os amores que eu amei, eu nunca imaginei que a vida fosse me dar de presente você. De todas as loucuras que eu já fiz, nunca pensei alguém mais maluca pudesse me aparecer, e me mostrar que a vida pode ser insana e bela, em todos os momentos. 

De todas as meras paixões, que meu peito poético me causou suspiros carregados de ardor, nunca, nem sequer imaginei, que você fosse me fazer suspirar mais do que ardor, me fazendo suspirar amor, amor em todas as formas e destilados conteúdos.

De todos os corpos que eu toquei, nenhum deles me tocou tão fundo e tão na alma, como o seu, e nenhum toque me foi tão suave, como o toque das suas mãos, num pulsar infinito de delicadeza e sutileza que me embriagou.

De todos os olhares que eu vi, nenhum deles teve a força resplandecente de uma manhã de domingo e ao mesmo tempo a voracidade de um furacão numa noite de tormenta, como os seus tiveram ao cruzar os meus.

De todos os sussurros que eu gemi, nenhum deles me trouxe tanta paz quanto os que, naquela noite demos juntos, deixando alheio o mundo aos nossos pés, esquecendo-nos  de nós mesmos e testemunhando o jamais imaginável dia em que o tempo parou pra nos ver amando.

De todos os momentos que eu vivi, os que mais me causam saudade e alegria por tê-los vivido, foi ao seu lado, e desesperadamente me peço todos os dias que eu ainda tenha muitos e muitos momentos desses pra viver contigo.


Porque, de todos os amores que amei, só com você, foi realmente amor. E hoje, eu sei que isso é tudo o que me importa pra ser feliz.

[...Este texto, é dedicado, pra aquela moça do sorriso sincero, que chegou pra me mostrar cada dia mais que cada dia ao lado dela, é um presente de deus, vindo pra me destrancar a alma e me permitir ser feliz outra vez...]

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sobre o tempo e o silêncio

















Houve um tempo de silêncios
De páginas em branco
E corações em amores repentinos
Sentados à tarde num banco.

Houve um tempo de inquietudes
Perguntas mal respondidas
Esquecimentos convenientes
E verdades esquecidas.
                                             
Houve teorias
De que o poeta não retornaria
De que talvez, nunca mais escreveria

E no meio de tudo isso ele pode sorrir
Ao imaginar a poesia num trem a partir
E chegar algum tempo depois.
Ainda falando aqueles versos sobre nós dois.

Poeta, na essência e na alma
Em tantas gritarias e no meio da calma
Encontra vez, ou outra seu caminho.
Poeta, que ainda continua a amar sozinho.

E daqueles tempos, ficou muita coisa perdida
Muita lembrança que não pode ser esquecida

E que, dentro dele, lhe faz todo o bem que há nessa vida!

(A última postagem deste aprendiz este ano, e desejo à você caro leitor, um ano abençoado, cheio de coisas novas, de novas realizações e de muito, mas muito amor. Amor por si mesmo, amor pelo próximo, amor a vida. Amor sem medida. )

Feliz 2015! 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Sobre o tempo e outras coisas.

Vai se findando mais um ano, e a solidão pela janela do quarto, continua a mesma. A vida continua, os pássaros ainda migram de um lugar ao outro, os trens chegam e saem das estações, mas o tempo, ah aquele tempo dos sorrisos fartos e duradouros, esses ficaram.  E nas comumente paradas reflexivas dos finais de ano, eis que, continuo aqui.
Não que tenham sido todos os dias desperdiçados em coisas banais, mas sim, eles foram maioria.
Não que não tenha havido amor, mas estes, chegaram e foram embora.
E a vida, esqueceu-se do poeta que fala do tempo, como se este senhor pudesse lhe ouvir.
E no fundo, ele ouve. E me pede sem pressa: “Dê-me tempo, garoto”.

E  eu vou aos poucos entendendo que até o tempo precisa de tempo pra mudar as tempestades e fazer virar claridade, todo tipo de pensamento.
Porque sim, como já cantava Chorão: O tempo é rei. E a vida, ah, ela sempre será uma lição nova a cada dia. O que resta, é sentar, olhar a janela e os pássaros migrando, esperando que o tempo, tenha tempo para alinhar as órbitas dos planetas e reajustar os cursos da nossa própria inquietude....